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maio 2017 |

Revista Abinee

nº 90 | 29

ovidades tecnológicas

mercado de segurança

Seminário da Frente Parlamentar Mista de Segurança contra Incêndio

A

Abinee

realizou, no dia 20, no âmbito

da ISC, o Seminário da Frente Parlamentar

Mista de Segurança contra Incêndio. Duran-

te o evento, que reuniu comandantes dos

Corpos de Bombeiros de vários estados,

projetistas, acadêmicos e empresários, os

participantes discutiram as ações em de-

senvolvimento na Frente Parlamentar, as

alterações das regulamentações estaduais,

as normas técnicas brasileiras e a certifica-

ção de produtos.

O assessor da diretoria da

Abinee

Ro-

berto Barbieri abordou os trabalhos de-

senvolvidos pelo Conselho Consultivo da

Frente, composto por representantes da

sociedade civil e que tem atuado com foco

em quatro eixos: legislação; estatísticas

de incêndio; educação e certificação de

produtos. O objetivo principal é criar uma

cultura de prevenção a incêndios no País.

O tenente-coronel Humberto Shirotori,

do Corpo de Bombeiros do Estado de São

Paulo, apresentou um histórico das diretri-

zes em relação à prevenção de incêndios,

destacando a evolução até a publicação da

Lei Estadual Complementar 1257/2015, que

instituiu o Código estadual de proteção

contra Incêndios e Emergências. Apesar

deste avanço, Shirotori ressaltou que o

atual decreto que regulamenta a seguran-

ça contra incêndio das edificações e áreas

de risco no Estado de São Paulo é de 2011

e não faz referência ao código implemen-

tado posteriormente. “É preciso uma nova

regulamentação atualizada para se criar

um conjunto legal harmônico. Por isso, já

foi feita uma consulta pública para o novo

Decreto”, afirmou.

A normalização de produtos e equipa-

mentos é uma aliada na prevenção contra

incêndios, segundo o analista de Normas

Técnicas da

Abinee

, Geraldo Nawa, e o

coordenador da Comissão de Estudos

sobre Sistema de Detecção e Alarme de

Incêndio no âmbito do CB-024 da ABNT,

Ademir Santos. Ambos apresentaram um

panorama detalhado da normalização no

segmento. Hoje são 66 normas técnicas

brasileiras em vigor, abrangendo preven-

ção e combate. No segmento de detecção

e alarme, 95% das aplicações existentes já

possuem normas. Segundo Santos, esse

é um pré-requisito para a certificação

de produtos, que ainda não existe nesse

segmento. “O primeiro passo já foi dado.

Agora, estamos trabalhando para definir

laboratórios e metodologias para essa

certificação”.