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janeiro 2017 |

Revista Abinee

nº 89 | 45

Início da retomada

Com a perspectiva de uma recuperação

gradual da economia, a área de Geração,

Transmissão e Distribuição de Energia Elétri-

ca (GTD) espera uma leve retomada dos in-

vestimentos a partir do segundo semestre de

2017. “A esperada evolução da geração dis-

tribuída deverá promover novas perspectivas

para a indústria de cogeração de biomassa e

gás natural, com crescimento exponencial da

micro e da minigeração distribuída”, afirma o

diretor da área, Newton Duarte.

Ele destaca a possibilidade de realização

de investimentos superiores a R$ 10 bilhões

em transmissão, somente com base em

projetos leiloados em novembro de 2016,

promovendo um impulso importante para a

indústria.

Segundo Duarte, as distribuidoras, por

sua vez, devem dedicar-se ao equaciona-

mento da sobrecontratação, com constante

foco na eficiência das operações e investi-

mentos na automação das redes de distri-

buição.

Para o diretor da área de Material Elétrico

de Instalação, Antonio Eduardo de Souza,

as notícias de melhora na perspectiva da

política macroeconômica, com a queda dos

juros e da inflação, além da aprovação das

medidas que buscam o equilíbrio fiscal, ain-

da que não criem um ambiente de otimismo

para 2017, sinalizam um cenário de redução

no pessimismo dos empresários.

Superar o quadro crítico de capacidade

ociosa que atinge diversos segmentos é um

dos principais empecilhos para a retomada

mais robusta. “Nós não devemos ter gran-

des projetos”, avalia o diretor de Automação

Industrial, Raul Groszmann. Segundo ele, os

maiores usuários de tecnologias, como o

caso de Óleo & Gás, Mineração e Automo-

tivo, não devem ter um ano muito diferen-

te de 2016. “Em 2017, os negócios estarão

centrados na atualização de máquinas e

pequenos projetos de soluções de automa-

ção de processos, que visam à melhoria de

produtividade e competitividade”, destaca.

Para o diretor da área de Equipamentos

Industriais, Antonio Cesar da Silva, 2017 não

será um ano fácil, mesmo com a expectati-

va de crescimento em torno de 3%. “Isso

somente será possível se desaparecer a

ociosidade em muitos setores industriais e

ocorrer retomada de investimentos no setor

produtivo e de infraestrutura”, avalia.

0%

EXPORTAÇÕES

(US$ MILHÕES)

5.600

+

1%

SALDO

(US$ MILHÕES)

-19.900

PROJEÇÃO BALANÇA COMERCIAL

+

1%

IMPORTAÇÕES

(US$ MILHÕES)

25.500

perspectivas