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janeiro 2017 |

Revista Abinee

nº 89 | 41

juro do Banco Central, talvez para o nível de

um dígito no final do ano”, aposta Martone.

Segundo ele, a queda do juro real terá papel

importante para aliviar o endividamento das

empresas e das famílias, destravar o crédito

e estimular o aumento do consumo e do in-

vestimento nos meses finais do ano.

Outro fator benéfico para a indústria é a

taxa de câmbio atual, ao redor de R$ 3,50,

que cria um estímulo razoável para a ativi-

dade exportadora, apesar de ainda estar

bem abaixo da paridade de poder de com-

pra (estimada ao redor de R$ 4,00). “Como

o mercado interno está estagnado e com

baixa perspectiva de recuperação no mé-

dio prazo, não resta outra alternativa, além

das vendas externas”.

Na avaliação do diretor da área de Re-

lações Internacionais, Rubens Barbosa, no

momento em que o Brasil decide dar ênfa-

se ao intercâmbio comercial com o exterior,

as incertezas voltam-se para o baixo cresci-

mento da economia global.

Decisão da OMC

Ao lado das questões macroeconômi-

cas, Barbosa lembra que a recente deci-

são da Organização Mundial do Comércio

(OMC) contra o Brasil demanda uma revi-

são completa e urgente dos mecanismos

de apoio à indústria. O País foi condenado

na consulta solicitada por União Europeia

e Japão a respeito de regimes tributários

e da política industrial executados nos últi-

mos anos, entre eles a Lei de Informática.

Apesar de apostar em uma tendência

de leve recuperação para 2017, o dire-

tor da área de Dispositivos Móveis, Luiz

Cláudio Carneiro, também acredita que o

grande desafio do ano será o de enfren-

perspectivas

PERSPECTIVA DE INVESTIMENTOS

R$ 2.462 milhões

+

2%

em relação a 2016

tar a decisão da OMC, adaptando a Lei de

Informática, de forma a enquadrá-la nas

determinações do organismo internacio-

nal. “Ao mesmo tempo, temos que manter

a competitividade da indústria local, pre-

servar os investimentos realizados e atrair

novos”, diz.

“É preciso redesenhar uma política

industrial adequada”, completa o diretor

da área de Serviço de Manufatura em Ele-

trônica, Jorge Funaro. Ele observa que o

setor aguarda com ansiedade a aprovação

de um pacote de ajuste fiscal, previden-

ciário e trabalhista, que permita à indústria

trabalhar de forma mais planejada e com

maior segurança jurídica.

Acreditamos que as reformas econômi-

cas estruturais serão fundamentais para

retornar o Brasil a um ambiente econômi-

co mais favorável a investimentos, com

aumento da demanda e diminuição do de-

semprego. Em sua opinião, não se espera

Decisão da OMC

demanda revisão

dos mecanismos de

apoio à indústria