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janeiro 2017 |

Revista Abinee

nº 89 | 39

pecialmente em nível federal, em reduzir o

déficit de maneira rápida e consistente nos

próximos anos”.

O economista salienta que a primeira eta-

pa foi cumprida, com a aprovação da PEC do

teto de gastos para o setor público federal.

A segunda etapa, em andamento agora, é

o programa de refinanciamento das dívidas

dos governos estaduais. A terceira fase é a

da reforma da Previdência Social, que deve

ser aprovada até a metade do ano pelo Con-

gresso Nacional.

Do lado positivo, a inflação deve conver-

gir para a meta de 4,5% em 2017. “Isso per-

mitirá uma redução acentuada da taxa de

PROJEÇÃO DE FATURAMENTO

R$ 133,1 bi

aumento nominal de

1%

em relação a 2016

NÍVEL DE EMPREGO

235,0 mil

estável

em relação a 2016

$$

IAS MELHORES

S

egundo o levantamento, 9% das

empresas acreditam que a retomada

aconteça já no 1º trimestre; 19%, a

partir do 2º semestre; 19%, apenas

em 2018 e 2% das empresas não esperam

retomada da atividade nos próximos dois

anos.

Para 2017, 67% das empresas projetam

crescimento; 26%, estabilidade e 7% queda

nos negócios. A

Abinee

estima crescimen-

to nominal de 1% no faturamento do setor

eletroeletrônico na comparação com 2016.

“Esses indicadores, mais do que expec-

tativas concretas, representam o desejo

de dias melhores”, afirma o presidente da

Abinee

, Humberto Barbato. Em sua ava-

liação, para se atingir esse objetivo, são

imprescindíveis medidas governamentais

que tragam maior confiança na economia.

“Diante disso, observamos um otimismo

cauteloso no nosso setor”, diz.

Os desafios para a recuperação do

ambiente econômico são inúmeros, como

aponta o diretor do departamento de

economia da

Abinee

, Celso Luiz Martone.

Segundo ele, é provável esperar um pe-

queno crescimento em 2017, entretanto,

esse desempenho ainda será insuficiente

em face do longo processo de destruição

econômica da última década. “A queda

acumulada de 7,3% do PIB nos dois últimos

anos (2015-16) só será recuperada no final

de 2019, mesmo no cenário otimista de que

a economia cresça a uma taxa média de

2,4% nos três próximos anos”, afirma.

Como principal entrave ao crescimento,

o economista destaca o desequilíbrio fiscal

profundo do setor público brasileiro nos

seus três níveis. “Tudo está condicionado ao

maior ou menor sucesso dos governos, es-