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agosto 2015 |

Revista Abinee

nº 82 | 21

O representante do MCTI afirmou que

o governo está discutindo a possibilidade

de, por meio de regramento adicional no

Decreto que regulamenta a Lei, incluir a

destinação de recursos para programas

como o CsF.

Durante a reunião, o Diretor de Coope-

ração Institucional do CNPq, Geraldo Nu-

nes, e o Coordenador Geral de Acompa-

nhamento e Monitoramento de Resultado

do Capes, Adi Balbinot Junior, apresen-

taram um panorama do programa criado

em 2011, destacando as possibilidades e

modelos de acordos já existentes com o

setor privado.

Nunes afirmou que o programa está

criando um novo paradigma no processo

de internacionalização do país, tanto en-

viando estudantes ao exterior, que depois

são repatriados, como trazendo pesquisa-

dores estrangeiros visitantes para traba-

lhar em projetos. “Antes do programa, o

Brasil estava isolado. Agora, segundo o

próprio embaixador do Brasil na Coreia

do Sul, o Ciências Sem Fronteiras está se

tornando um grande instrumento diplo-

mático para o país”, disse.

O diretor do CNPq destacou, no entan-

to, a necessidade de maior participação

das instituições de ensino no processo de

acompanhamento, como forma de esta-

belecer cooperação e internacionalização

efetivas.

Por sua vez, Balbinot Junior salientou

o potencial do programa - que envia 25

a 30 mil bolsistas por ano - em atender

aos anseios do setor produtivo. “Temos

casos de alunos que estagiaram em

empresas como Boeing e Nasa, e, ao

regressarem, foram absorvidos por em-

presas no Brasil e estão desenvolvendo

projetos no país”.

Respondendo a questionamentos de

empresas associadas da

Abinee

presen-

tes sobre a gestão do CsF, o diretor da

Capes afirmou que um dos principais de-

safios do Programa é o monitoramento e

controle da permanência dos alunos no

exterior, assim como a inserção destes

nas universidades, além da absorção des-

ta mão de obra no mercado interno. Ele

ressaltou, também, que o impacto do pro-

grama será sentido daqui a cinco ou dez

anos. “Os investimentos podem parecer

muito hoje, mas deverão ser amplamente

recompensados no médio e longo prazo”,

completou.

No encontro, empresas do setor fala-

ram sobre suas experiências positivas

na utilização do programa. Ao final, re-

presentantes do governo e da

Abinee

concordaram em realizar novas reuniões

para tratar do tema, bem como debater

as alterações e adequações necessárias

para a utilização dos mecanismos da Lei

de Informática.

Primeira reunião em Brasília

Como consequência deste primeiro

encontro, a

Abinee

manteve, em Brasília,

uma nova reunião com representantes do

MCTI, CNPq, Capes e Casa Civil para tra-

tar especificamente sobre a possibilidade

de utilização dos recursos obrigatórios de

P&D no programa.

A intenção é que seja elaborado um

regramento adicional no Decreto que

regulamenta a Lei de Informática, permi-

tindo que as empresas de Tecnologia da

Informação, que tenham interesse no pro-

grama, possam, de forma opcional, alocar

os recursos da contrapartida.

Como proposta, a

Abinee

defende que,

além de contemplar o programa, a regu-

lamentação também considere outros

temas de interesse do setor, já consensa-

dos com o governo, mas que carecem de

regramento.

A

Abinee

continuará mantendo ges-

tões junto aos orgãos governamentais

envolvidos no programa, vislumbrando

a formalização de um convênio com o

objetivo de estimular a participação das

empresas, bem como a absorção da mão

de obra especializada formada a partir

do CsF.