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agosto 2015 |

Revista Abinee

nº 82 | 15

resultem em crescimento da participação

do Brasil no comércio mundial, hoje restri-

ta a cerca de 1,2%.

Em relação aos produtos industriali-

zados, o percentual é ainda mais tímido:

0,7%. Dentro do Plano Nacional de Expor-

tações existem diversas ações direciona-

das a este objetivo, como o mapeamento

de mercados com potencial de negócios

ainda pouco explorados e a identificação

de restrições que, eventualmente, impe-

çam ou dificultem o acesso dos produtos

brasileiros.

De um modo geral, foi estabelecido

um conjunto de diretrizes para o fortale-

cimento do comércio exterior do Brasil,

entendido como indutor de competitivida-

de, geração de renda e crescimento eco-

nômico. Parte dessas iniciativas já vinha

sendo desenhada. Agora, estamos ainda

mais empenhados em aumentar a partici-

pação do Brasil no comércio mundial tanto

de bens quanto de serviços. No caso dos

serviços, em 2014 as exportações soma-

ram US$ 40,7 bilhões. Este resultado está

associado a projetos de infraestrutura que

envolvem cadeias de fornecedores forma-

das, em sua maioria, por micro, pequenas

e médias empresas com atividades liga-

das à inovação.

O Plano tem como foco alguns países

considerados estratégicos para as nos-

sas exportações. Na sua avaliação, quais

mercados se apresentam como mais

atrativos para os produtos manufatura-

dos brasileiros?

Todos os 32 países apontados no Plano

Nacional de Exportações são estratégicos,

e para cada um deles foi desenhada um

cronograma de ações. Um dos principais

países, pela qualidade da pauta, e com

quem já iniciamos um trabalho de coo-

peração e aproximação dos mercados,

são os EUA. Entendemos que é possível

aumentar as exportações de bens manufa-

turados para o mercado norte-americano,

que só este ano, importou US$ 6,8 bilhões

em produtos industrializados fabricados

no Brasil. O que significa dizer que quase

20% de todas as nossas exportações de

manufaturados, de janeiro a junho, foram

para os EUA. Um crescimento de 5,9% em

relação ao mesmo período do ano anterior.

Nosso trabalho de convergência re-

gulatória com os americanos pretende

potencializar as vendas externas de

determinados setores, entre os quais o

eletroeletrônico. Também teremos ações

para impulsionar as vendas para a Améri-

ca Latina, para o Caribe e para o Mercosul,

tradicionais importadores de nossos bens

manufaturados. A estratégia é manter a

participação nesses mercados e solu-

cionar questões pontuais que obstruam

as exportações. Pensamos, ainda, que é

possível incrementar os embarques aos

países da Aliança do Pacífico.

A despeito da força do Brasil como um

player

internacional na área de commo-

dities, um dos principais desafios é a am-

pliação das exportações de produtos de

Ministro Armando Monteiro Neto