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Revista Abinee

nº 82 | agosto 2015

Diante do quadro de retração do mer-

cado interno, o comércio externo é visto

como uma tábua de salvação para a in-

dústria. Neste contexto, qual será a con-

tribuição do Plano Nacional de Exporta-

ções?

Sabemos que a atividade exportadora

é importante para a indústria por promo-

ver ganhos de produtividade e escala,

estimular a inovação e a qualificação da

mão de obra, fortalecer as condições de

concorrência e resiliência econômica das

empresas envolvidas, além de gerar exter-

nalidades positivas para a economia como

um todo. Apenas em 2014, as exportações

brasileiras de bens geraram US$ 225,1 bi-

lhões e envolveram cerca de 11,2 milhões

de empregos. Logo, para cada US$ 1 bi-

lhão exportado, foram mobilizados aproxi-

madamente 50 mil trabalhadores. Por isso,

não há nação desenvolvida e competitiva

que não esteja integrada às correntes in-

ternacionais de comércio.

O Plano Nacional de Exportações irá

ampliar o acesso aos mercados externos

por meio da conclusão de negociações

em curso, da antecipação de cronogramas

previstos em acordos em vigor, do apro-

fundamento da cobertura e da ampliação

temática dos acordos já existentes e do

lançamento de novas iniciativas negocia-

doras, nos planos bilateral, regional e mul-

tilateral, em áreas como as de bens, servi-

ços, facilitação de comércio, regulamentos

técnicos, sanitários e fitossanitários, com-

pras governamentais, entre outras. Além

disso, o Plano prevê o fortalecimento dos

instrumentos de financiamento, de se-

guros e garantias e a construção de um

ambiente tributário mais favorável às ex-

portações.

Fora a questão cambial, agora em

nova realidade, no diagnóstico feito para

a elaboração do programa, quais foram

os principais entraves identificados para

uma maior penetração dos produtos bra-

sileiros no mercado internacional?

A elaboração do Plano Nacional de

Exportações partiu de um amplo diag-

nóstico onde, mais do que identificar os

entraves, procuramos propor ações que

entrevista

Comércio externo,

indutor de

competitividade

Em entrevista à Revista Abinee, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e

Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto, fala sobre os objetivos do

PNE e analisa a atual situação da indústria. Ele destaca a necessidade de

se ampliar as exportações de produtos de maior intensidade tecnológica e

aumentar a inserção de produtos manufaturados brasileiros