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agosto 2015 |

Revista Abinee

nº 82 | 11

C

ontemplando uma série de ações

com o objetivo da recuperação das

exportações de produtos manufatu-

rados e do aumento das exportações

do agronegócio, o Plano visa ampliar o nú-

mero de empresas no comércio exterior e di-

versificar a pauta exportadora, com foco em

produtos de maior densidade tecnológica.

Na ocasião do lançamento do Plano, o

ministro do Desenvolvimento, Indústria e

Comércio Exterior (MDIC), Armando Montei-

ro Neto, ressaltou a necessidade de o Brasil

conferir um novo status para o comércio

exterior. “Todos os países desenvolvidos,

assim como os emergentes de maior dina-

mismo, atribuem prioridade absoluta ao co-

mércio exterior. Ele deve ser uma estratégia

permanente para a promoção da competivi-

dade e o desenvolvimento do

país. Não há economia forte

sem maior grau de integra-

ção”, disse.

Esta impressão está ali-

nhada com a posição do setor

eletroeletrônico, como tem de-

fendido a

Abinee

. Segundo o

presidente Humberto Barbato,

que, ao lado do presidente do

Conselho de Administração,

Irineu Govêa, acompanhou a

solenidade de lançamento do

Plano, o mercado internacional é, hoje, fator

de sobrevivência para a indústria, principal-

mente em um momento em que o mercado

interno está extremamente retraído.

Embora necessite de tempo de matura-

ção para avaliar seus efeitos, além do traba-

lho de reconquista de mercados, a avalição

de Barbato é que a iniciativa está na direção

correta ao buscar retirar os gargalos que

tanto têm dificultado as exportações brasi-

leiras.

Ele observa que foi importante a sinali-

zação do Ministro Armando Monteiro sobre

o

drawback

, afirmando que as importações

também são um agregado fundamental para

as exportações, uma vez que o setor ele-

troeletrônico é altamente dependente da

importação de componentes. “O ministro

entende perfeitamente que a produção de

bens é globalizada e que também precisa-

mos importar para viabilizar nossas expor-

tações”, diz.

O presidente da

Abinee

destaca, ainda,

a intenção do governo de aumentar gra-

dualmente a alíquota do Reintegra para

3% em 2018. “Esperamos que as empresas

possam perceber o impacto do Plano, à

medida que voltarem a atuar no comércio

externo”, conclui Humberto Barbato.

Cinco Pilares do Plano

Com vigência até 2018, o Plano prevê

um conjunto de ações a serem desenvol-

vidas ao longo do período de 2015 a 2018,

com base em cinco pilares que trazem as

diretrizes específicas e as

metas para o ano de 2015.

Segundo o consultor de

economia da

Abinee

,

Celso

Luiz Martone

, estes cinco

pilares do PNE representam

as mudanças que o governo

tem que fazer para desobs-

truir as vendas externas

de produtos industriais. “A

desvalorização do real nos

últimos dois anos já remo-

veu, em grande parte, um

obstáculo intransponível para as exporta-

ções brasileiras. De fato, o dólar acima de

três reais já está próximo da paridade de

equilíbrio do Brasil”.

O primeiro pilar, de acesso a mercados,

traz uma política comercial focada na am-

pliação de mercados, remoção de barrei-

ras e maior integração à rede de acordos

comerciais por meio de uma atuação nas

frentes bilateral, regional e multilateral, de

negociações sobre temas tarifários e não ta-

rifários, e da construção de uma ampla rede

de acordos com países de todas as regiões.

Para a construção do pilar de promoção

comercial, o Ministério utilizou instrumentos

de inteligência comercial que identificaram

mercados com demanda e oferta de produ-