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Revista Abinee

março/2009

14

do ano. Até setembro, a produção industrial

caminhava em um ritmo ascendente e havia

crescido 6,4% em relação ao mesmo período

do ano anterior. Porém, com a alteração no

cenário econômico internacional, este qua-

dro também se modificou. Segundo dados

do IBGE, a produção industrial em 2008

teve crescimento de 3,1%, desempenho infe-

rior ao de 2007, que havia registrado expan-

são de 6,7%.

No caso do setor eletroeletrônico, o

processo foi semelhante. O desempenho

das empresas passou por dois momentos

completamente diferentes em um mesmo

ano: até setembro, quando a crise econô-

mica mundial ainda não estava claramen-

te instaurada; e nos últimos meses do ano,

notadamente no mês de dezembro, quan-

do a indústria sentiu efetivamente os efei-

tos da derrocada do mercado financeiro

mundial.

No primeiro período, de janeiro a setem-

bro, o faturamento da indústria eletroeletrô-

nica apresentava uma robusta taxa de cresci-

mento (12%), notadamente no 3ª trimestre

(+15%), mostrando prosperidade nos negó-

cios nas suas diversas áreas, embora, contas-

se com desempenho menos auspiciosos das

áreas de Utilidades Domésticas e Compo-

nentes Elétricos e Eletrônicos.

Este comportamento

refletia o bom momento pelo

qual passava o país, que apresen-

tava consequente recuperação de im-

portantes indicadores sociais, como

o aumento de renda da população e o

elevado nível de ocupação da mão-de-

obra, fatores que estimulam, por si só, a

demanda por bens eletroeletrônicos.

Desta forma, a indústria eletroeletrôni-

ca operava com elevada ocupação da sua

capacidade de produção e fazia investimen-

tos para atender à demanda do mercado.

O elevado nível de atividade da indústria

ocorreu em função muito mais do cresci-

mento do mercado interno do que das ex-

portações.

No entanto, a confirmação da crise inter-

nacional, que teve como marco o final do

mês de setembro, implicou numa séria crise

de expectativa dos agentes econômicos, es-

tabelecendo um comportamento de cautela,

tanto por parte dos consumidores como dos

setores produtivos.

Importantes setores industriais, que es-

tavam em plena expansão, como automobi-

lístico, construção civil, siderurgia, papel e

celulose, entre outros, viram seus negócios

despencarem devido à falta de crédito, ou

à retração do mercado internacional, ou ao

matéria de capa

FATURAMENTO TOTAL POR ÁREA

ÁREAS

2006 2007 2008 2008

2007

Automação Industrial

2.708 3.097 3.446 11%

Componentes

9.409 10.150 9.500 -6%

Equipamentos Industriais 13.322 15.541 18.369 18%

G T D

9.169 10.599 11.919 12%

Informática

29.418 31.441 35.278 12%

Material Elétrico

6.755 7.646 8.323 9%

Telecomunicações

16.742 17.465 21.546 23%

Utilidades Domésticas

16.560 15.773 14.710 -7%

TOTAL

104.083 111.711 123.092 10%

(R$ milhões a preços correntes)

EXPORTAÇÕES DE PRODUTOS DO SETOR

ÁREAS

2006 2007 2008 2008

2007

Automação Industrial

239 280 314 12%

Componentes

2.708 3.151 3.304 5%

Equipamentos Industriais 918 1.013 1.141 13%

G T D

516 657 865 32%

Informática

411 338 313 -7%

Material Elétrico

308 289 325 13%

Telecomunicações

3.115 2.491 2.540 2%

Utilidades Domésticas

1.035 1.081 1.088 1%

TOTAL

9.249 9.300 10.305 11%

(US$ milhões)