Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Brasil - IBGE
Abril/2019

Indústria elétrica e eletrônica

Abril

No mês de abril de 2019, a produção industrial do setor elétrico e eletrônico, conforme dados do IBGE, recuou 3,4% em relação a abril do ano passado, sendo que, no caso da indústria elétrica a queda foi de 0,1% e na eletrônica 6,5%. Na comparação com março de 2019 a produção do setor eletroeletrônico com ajuste sazonal cresceu 3,1%, sendo 4,0% por parte da indústria eletrônica e 2,3% pela indústria elétrica.

Produção Física

Quanto à área elétrica, com exceção do segmento de eletrodomésticos, com 10,6% de crescimento, todos os demais mostraram retração que variaram de (-1,7%) na fabricação de pilhas, baterias e acumuladores elétricos a (-7,4%) para a fabricação de geradores, transformadores e motores elétricos. Este último segmento, basicamente, corresponde à indústria de bens de capital, cuja performance depende de investimentos produtivos e na infraestrutura de energia elétrica.

Produção Física

A performance do segmento da indústria de bens de capital no início deste ano está sendo influenciada pela expectativa da realização das reformas nos marcos regulatórios em discussão no Congresso que tratam, entre outros temas, da reforma previdenciária.

No caso dos eletrodomésticos, o crescimento pode estar sendo influenciado, em parte, pela retomada dos negócios imobiliários neste início de ano. Conforme dados da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção, no primeiro trimestre de 2019 os contratos de aquisição de imóveis residenciais avançaram 9,7% na comparação com igual período do ano anterior.

Por sua vez, a queda da produção da indústria eletrônica, teve como principais influências as retrações na fabricação de equipamentos de informática e periféricos (-6,9%) e dos aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo (-9,8%).

Estes setores representam em grande parte o segmento de consumo do setor, que permanece sob a influência da insegurança do consumidor diante do clima de instabilidade da economia do país. Deve-se considerar que nestes últimos produtos estão incluídos os televisores, que em abril do ano passado tinham a seu favor a influência da realização da copa do mundo de futebol, prejudicando a comparação com aquele mês.

Acumulado Janeiro-Abril

No acumulado de janeiro a abril de 2019, a produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 6,3% em relação ao igual período de 2018.

Esse comportamento foi resultado da queda de 11,3% na produção de bens eletrônicos e da retração de 1,0% da área elétrica.

Produção Física

No primeiro caso, verificou-se recuo na produção de todos os segmentos eletrônicos, com taxas que atingiram até (-15,1%), como no caso de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo.

Na área elétrica, cresceu apenas a produção de eletrodomésticos (6,8%). Os demais segmentos retraíram-se, com destaque para a queda de 10,3% nas lâmpadas.

Ressalta-se, porém, que neste último caso, o IBGE não está considerando as lâmpadas LED.

Observa-se no gráfico abaixo a queda que vem ocorrendo na média móvel anual da produção total da indústria eletroeletrônica. Este índice vinha apresentando trajetória ascendente desde o final de 2017, influenciado pelo bom desempenho na produção de televisores, e começou a recuar a partir de maio do ano passado, logo após a greve dos caminhoneiros.

Produção Física

Indústria Geral

No mês de abril de 2019, a produção industrial brasileira foi 3,9% inferior ao igual mês do ano anterior, resultado da queda de 24,0% da industrial extrativa mineral e da redução de 1,1% na indústria de transformação.

Especificamente quanto à indústria extrativa mineral, a queda verificada decorreu do impacto causado pelo rompimento da barragem da região de Brumadinho (MG).

A retração da indústria de transformação foi resultado da redução da produção de bens de capital (-0,6%), bens intermediários (-6,0%) e Bens de consumo (-0,2%).

A produção da Indústria Geral no 1ª quadrimestre de 2019 foi 2,7% inferior à verificada no mesmo período de 2018. A produção da indústria extrativa retraiu-se 11,8% e a da indústria de transformação 1,3%. Quanto à indústria de transformação os segmentos de bens de capital retraíram-se 3,1%, bens intermediários 3,0% e bens de consumo 1,5%.

Produção Física

Entre os componentes da indústria de bens de capital, no mês de abril, verificaram-se alguns resultados positivos, como: indústria de bens de capital para fins industriais, com 8,2%, bens de capital e peças agrícolas, 6,0% e bens de capital para construção, 5,4%. Os demais segmentos variaram de (-2,9%) para bens de capital equipamentos de transporte a (-11,9%) para os bens de capital para o setor de energia elétrica.

Produção Física

As séries históricas desses indicadores estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 
 

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