Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Brasil - IBGE
Setembro/2018

Indústria elétrica e eletrônica

Setembro

Conforme dados do IBGE, a produção industrial do setor elétrico e eletrônico caiu 4,8% em setembro de 2018 ao comparar com igual mês do ano passado.

Essa retração ocorreu devido às quedas tanto da área eletrônica (-8,3%) como da produção de bens elétricos (-1,4%).

Produção Física

Na área eletrônica, a redução foi mais expressiva do que a da área elétrica. O principal responsável por esse comportamento foi o recuo da produção de aparelhos de áudio e vídeo, que vem ocorrendo nos últimos meses. Neste segmento estão classificados os televisores, que vinham contribuindo com o aumento da produção de bens eletroeletrônicos desde o ano passado em virtude da Copa do Mundo de Futebol.

Passado este evento, a produção de televisores diminuiu significativamente.

No mês de setembro, a produção de aparelhos de áudio e vídeo diminuiu 14,6% em relação a setembro de 2017.

Porém, vale destacar que todos os demais segmentos da área eletrônica também recuaram, com destaque para os componentes eletrônicos (-9,1%) e instrumentos de medida (-7,5%).

Na área elétrica, a queda foi mais modesta, atingindo 1,4%.

Esse resultado sofreu influência da retração de 24,8% na produção de lâmpadas.

É importante ressaltar que, por enquanto, o IBGE não está considerando as lâmpadas LED neste segmento.

Também foi significativa a queda de 16,9% na produção dos demais aparelhos elétricos não especificados anteriormente, no qual estão classificados os alarmes e aparelhos de proteção contra roubo e incêndio.

Os únicos segmentos que cresceram foram os geradores, transformadores e motores elétricos (+2,6%).

Em relação ao mês imediatamente anterior, a produção de bens do setor reduziu-se 10,2%, com recuo tanto na área eletrônica (-9,2%), como na elétrica (-11,2%).

Produção Física

Acumulado Janeiro-Setembro

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, a produção industrial do setor eletroeletrônico aumentou 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse desempenho contou com a ampliação de 8,0% na produção de bens eletrônicos, uma vez que a área elétrica recuou 0,8%.

Produção Física

As maiores taxas de incremento na indústria eletrônica foram na área de equipamentos de informática, que atingiram 14,9% e dos aparelhos de áudio e vídeo (+11,1%). Como já citado anteriormente, neste último caso, estão incluídos os televisores, que foram estimulados no primeiro semestre deste ano pela Copa do Mundo de Futebol.

Também cresceu a produção de aparelhos de comunicação (+5,3%), no qual estão classificados os telefones celulares.

Por outro lado, diminuiu a produção de instrumentos de medida (-4,5%) e de componentes eletrônicos (-2,3%).

Na área elétrica, o melhor desempenho foi da produção de pilhas e baterias, que apontou elevação de 8,1%.

Observou-se estabilidade na produção de equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica e de eletrodomésticos.

Porém, recuou a produção de lâmpadas (-11,9%) e de geradores, transformadores e motores elétricos (-3,9%).

Produção Física

No gráfico acima, nota-se a queda, pelo quinto mês consecutivo, da média móvel anual da produção total da indústria eletroeletrônica.

Este índice vinha apresentando trajetória ascendente desde o final do ano passado, influenciado pelo bom desempenho na produção de televisores.

Com o final da Copa do Mundo, a produção de televisores nos próximos meses não deverá mais estimular o resultado total do setor.

Indústria Geral

No mês de setembro de 2018, a produção da indústria eletroeletrônica caiu 4,8% em relação a setembro do ano passado, desempenho inferior ao verificado na indústria geral (-2,0%) e de transformação (-2,3%), que apontaram taxas de retração menos expressivas.

Produção Física

Porém, ao analisar o período acumulado de janeiro a setembro de 2018 comparado com o igual período de 2017, a situação se inverte, com a produção da indústria eletroeletrônica (+3,3%) apontando maior taxa de crescimento do que da indústria geral (+1,9%) e a de transformação (+2,2%).

Produção Física

Ao analisar pelas categorias econômicas, verifica-se que a produção de bens de capital apresentou melhor performance em relação às demais categorias.

Conforme o IBGE, no acumulado dos primeiros nove meses de 2018, a produção de bens de capital aumentou 8,5%, de bens de consumo cresceu 2,4%; e de bens intermediários ampliou-se 1,0%.

É importante ressaltar que o incremento apontado na produção de bens de capital foi estimulado, principalmente, pelo desempenho da construção, uma vez que a produção de bens de capital para fins industriais recuou 0,4% no período citado.

Produção Física

As séries históricas desses indicadores estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 
 

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