Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Brasil - IBGE
Julho/2020

Produção da indústria elétrica e eletrônica cresce pelo terceiro mês consecutivo, retomando os patamares verificados no início do ano, antes da pandemia

Indústria elétrica e eletrônica

Julho

Conforme dados do IBGE agregados pela Abinee, a produção da indústria elétrica e eletrônica cresceu 12,9% no mês de julho de 2020 em relação ao mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal.

Esse foi o terceiro incremento consecutivo após três quedas seguidas. Com isso, a produção da indústria elétrica e eletrônica retoma os patamares verificados no início do ano, antes da pandemia de Covid-19. (ver gráfico)

Produção Física

Os resultados mais favoráveis verificados nos últimos três meses sugerem que o pior já passou. Assim sendo, acredita-se que abril foi o mês que sofreu os maiores impactos da pandemia.

Porém permanecem as incertezas quanto à evolução do coronavírus, o que leva a um ambiente de cautela.

Ao comparar com julho de 2019, observa-se elevação de 8,1%, com aumento de 9,1% na área eletrônica e incremento de 7,2% na área elétrica.

No primeiro caso, destacaram-se os acréscimos na produção de aparelhos de áudio e vídeo (+27,2%) e de equipamentos de comunicação (+22,7%).

Também foi observado crescimento na produção de componentes eletrônicos (+14,5%).

Por outro lado, recuou a produção de bens de informática (-15,4%) e de instrumentos de medida (-23,9%).

Produção Física

Na área elétrica, os maiores incrementos foram na produção de pilhas e baterias (+28,7%) e de eletrodomésticos (+21,3%).

Verificou-se, também, expansão na produção de equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica (+3,9%).

Ainda no que se refere à area elétrica, recuou a produção geradores, transformadores e motores elétricos (-8,0%) e de lâmpadas (-4,5%).

Destacou-se a queda de 15,0% na produção de outros equipamentos elétricos não especificados anteriormente - onde estão classificados os aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio e eletrodos, escovas e outros artigos de carvão ou grafita para usos elétricos.

Acumulado Janeiro-Julho

No acumulado de janeiro a julho de 2020, a produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 11,2%.

Esse resultado decorreu tanto da queda de 12,0% da área eletrônica, quanto da retração de 10,4% da área elétrica.

O segmento de componentes eletrônicos foi o único de todo setor a apontar crescimento, atingindo 4,7% no período citado.

A produção dos demais itens eletrônicos recuou, com destaque para instrumentos de medida (-18,6%) e bens de informática (-18,1%).

Em seguida, foram observadas retrações nos equipamentos de comunicação (-13,5%) e nos aparelhos para áudio e vídeo (-8,8%).

Na área elétrica, a maior taxa de retração foi registrada na produção de lâmpadas (-23,0%), seguida de eletrodomésticos (-12,2%), de geradores, transformadores e motores (-11,3%) de pilhas e baterias (-9,5%) e de equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica (-5,9%).

No caso de outros equipamentos elétricos não especificados anteriormente, a produção caiu 13,9%. Como já citado, nesse segmento estão classificados os aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio e eletrodos, escovas e outros artigos de carvão ou grafita para usos elétricos.

Observa-se no gráfico abaixo que a média móvel anual da produção total da indústria eletroeletrônica vinha mostrando melhora nos últimos meses do ano passado, porém, piorou a partir de fevereiro de 2020.

Anexos

A retração desse indicador agravou-se a partir do mês de março em decorrência dos impactos negativos da pandemia da Covid-19, permanecendo em queda até junho.

Contudo, no mês de julho de 2020 já foi possível observar melhora neste índice, sugerindo que o pior cenário ficou entre abril e maio.

É importante que esse indicador continue crescendo nos próximos meses para que seja confirmada a retomada da atividade.

Indústria Geral

A produção da indústria geral cresceu 8,0% no mês de julho de 2020 em relação ao mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal.

Nota-se que o incremento na produção da indústria eletroeletrônica (+12,9%) foi mais acentuado do que a elevação da indústria geral (+8,0%) e da indústria de transformação (+8,6%).

Esse foi o terceiro mês consecutivo que o crescimento da indústria eletroeletrônica foi mais expressivo do que o da indústria geral. Porém vale lembrar que, em abril, a queda da indústria eletroeletrônica havia sido mais significativa do que da indústria geral e de transformação.

Na comparação com julho do ano passado, a produção da indústria geral caiu 3,1%, influenciada pela retração de 3,5% na indústria de transformação, visto que a indústria extrativa aumentou 0,9%.

Neste caso, nota-se queda na produção da indústrial geral e de transformação, enquanto a indústria eletroeletrônica cresce 8,1%.

No acumulado de janeiro a julho deste ano, a produção da indústria geral foi 9,6% inferior à verificada em igual período de 2019, decorrente da retração de 10,6% da indústria de transformação e do recuo de 2,2% da indústria extrativa.

Destaca-se que a queda na produção da indústria geral, no período acumulado, foi mais modesta do que a retração da indústria eletroeletrônica (-11,2%). Porém, nota-se que essa diiferença vem diminuindo nos últimos meses devido aos melhores resultados apontados pelo setor em relação à índústria geral, a partir de maio deste ano.

Ao avaliar por categorias econômicas, no acumulado de janeiro a julho de 2020, a produção de bens de capital recuou 20,3% e de bens de consumo caiu 14,8% ao comparar com o igual período de 2019.

Anexos

Anexos

As séries históricas desses indicadores estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 
 

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