Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Brasil - IBGE
Agosto/2018

Indústria elétrica e eletrônica

Agosto

A produção industrial do setor elétrico e eletrônico, conforme dados do IBGE, recuou 4,8% no mês de agosto de 2018 em relação a agosto do ano passado.

Essa retração foi consequência das quedas, tanto da área eletrônica (-7,7%), como da produção de bens elétricos (-2,0%).

Produção Física

Na área eletrônica, verifica-se, nos últimos meses, a retração da produção de aparelhos de áudio e vídeo, na qual estão classificados os televisores.

Estes itens vinham contribuindo com o aumento da produção de bens eletroeletrônicos desde o ano passado, em virtude da Copa do Mundo de Futebol.

Passado este evento, a produção de televisores diminuiu significativamente.

Especificamente no mês de agosto, a produção de aparelhos de áudio e vídeo reduziu-se 11,8% em comparação com agosto do ano anterior.

Ressalta-se que os demais segmentos da área eletrônica também recuaram, com destaque para os equipamentos de comunicação (-7,4%) e bens de informática (-4,1%).

Na área elétrica, destacou-se a retração de 19,9% na produção de lâmpadas.

Também foi significativa a queda de 11,4% na produção dos demais aparelhos elétricos não especificados anteriormente, no qual estão classificados os alarmes e aparelhos de proteção contra roubo e incêndio.

Os únicos segmentos que cresceram foram pilhas e baterias (+2,9%) e eletrodomésticos (+0,9%).

Em relação ao mês imediatamente anterior, a produção de bens do setor aumentou (+10,0%), com incremento tanto na área eletrônica (+17,3%), como na elétrica (+4,1%).

Esse foi o segundo aumento consecutivo, após três meses de quedas seguidas. É importante lembrar que os resultados apontados nos meses de maio e junho foram influenciados negativamente pela greve dos caminhoneiros ocorrida no final de maio deste ano.

Acumulado Janeiro-Agosto

No acumulado de janeiro a agosto de 2018, a produção industrial do setor eletroeletrônico aumentou 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Produção Física

Esse crescimento contou com a ampliação de 10,2% na produção de bens eletrônicos, uma vez que a área elétrica recuou 0,8%.

As maiores taxas de incremento na indústria eletrônica foram na área de equipamentos de informática, que atingiram 17,0%, seguidos dos aparelhos de áudio e vídeo (+15,0%). Neste último caso, estão incluídos os televisores, que foram estimulados no primeiro semestre deste ano pela Copa do Mundo de Futebol, como já citado anteriormente.

Os aparelhos de comunicação, no qual estão classificados os telefones celulares, aumentaram 6,4%.

Porém, diminuiu a produção de instrumentos de medida (-4,1%) e de componentes eletrônicos (-1,5%).

Na área elétrica, destacou-se a elevação de 9,6% nas pilhas e baterias.

Notou-se estabilidade na produção de equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica e de eletrodomésticos.

Por outro lado, recuou a produção de lâmpadas (-10,3%) e de geradores, transformadores e motores elétricos (-4,8%).

Produção Física

É importante observar, no gráfico acima, a queda, pelo quarto mês consecutivo, na média móvel anual da produção total da indústria eletroeletrônica.

Este índice vinha apresentando trajetória ascendente desde o final do ano passado, influenciado pelo bom desempenho na produção de televisores.

Com o final da Copa do Mundo, a produção de televisores nos próximos meses não deverá mais estimular o resultado total do setor.

Indústria Geral

No mês de agosto de 2018, a produção da indústria eletroeletrônica apresentou redução de 4,8% em relação a agosto de 2017, desempenho inferior ao verificado nas indústrias geral e de transformação, que cresceram 2,0%.

Porém, o resultado se inverte ao analisar o período acumulado de janeiro a agosto de 2018, quando a produção da indústria eletroeletrônica aumentou 4,3%, enquanto a indústria geral elevou-se 2,5% e a de transformação apontou incremento de 2,9%, ao comparar com igual período do ano passado.

Produção Física

Ao analisar pelas categorias econômicas, verifica-se que a produção de bens de capital apresentou melhor desempenho em relação às demais categorias.

Conforme o IBGE, no acumulado dos primeiros oito meses de 2018, a produção de bens de capital aumentou 9,0%, de bens de consumo cresceu 3,2%; e de bens intermediários ampliou-se 1,5%.

É importante ressaltar que o incremento apontado na produção de bens de capital foi estimulado, principalmente, pelo desempenho da construção. No caso de bens de capital para fins industriais, a produção ficou praticamente estável.

Produção Física

As séries históricas desses indicadores estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 
 

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