Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Brasil - IBGE
Agosto/2019

Indústria elétrica e eletrônica

Agosto

Conforme dados do IBGE, a produção da indústria elétrica e eletrônica recuou 1,2% no mês de agosto de 2019 em relação ao mesmo mês do ano passado.

Essa queda resultou das reduções tanto da área eletrônica (-1,2%), quanto da área elétrica (-1,1%).

Produção Física

Na área eletrônica, o maior recuo ocorreu na produção de equipamentos de comunicação (-12,3%), seguidos de equipamentos de informática (-2,4%) e de componentes eletrônicos (-1,5%).

Por outro lado, cresceu a produção de instrumentos de medida (+4,0%) e de aparelhos de áudio e vídeo (+3,8%).

Na área elétrica, a maior taxa de retração foi de outros equipamentos elétricos não especificados anteriormente, que atingiu 32,7%. Nesse segmento estão classificados os aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio e também eletrodos, escovas e outros artigos de carvão ou grafita para usos elétricos.

Também recuou a produção de pilhas e baterias (-9,6%), de equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica (-8,0%) e de lâmpadas (-1,4%).

Ainda referente ao mês de agosto, foram observados aumentos na produção de eletrodomésticos (+6,7%) e de geradores, transformadores e motores elétricos (+1,1%).

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal, a produção do setor cresceu 0,6%, com elevação de 1,6% na área elétrica e queda de 0,5% na eletrônica.

Acumulado Janeiro-Agosto

No acumulado de janeiro a agosto de 2019, a produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 1,8% em relação ao igual período de 2018.

Essa queda foi influenciada pela retração de 4,3% na produção de bens eletrônicos, uma vez que a área elétrica cresceu 0,5%.

Produção Física

A maior taxa de retração ocorreu na produção de equipamentos de comunicação (-10,0%).

Em seguida, foi observado recuo na produção de aparelhos de áudio e vídeo (-3,9%) e de equipamentos de informática (-3,4%).

Por outro lado, cresceu a produção de componentes eletrônicos (+1,7%) e de instrumentos de medida (+1,6%).

O incremento da indústria elétrica contou com elevação apenas nos eletrodomésticos (+10,6%), visto que as demais áreas apresenta-ram queda.

A maior taxa de retração foi observada na produção de outros equipamentos elétricos não especificados anteriormente, que atingiu 20,9%. Como já citado, nesse segmento estão classificados os aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio e eletrodos, escovas e outros artigos de carvão ou grafita para usos elétricos.

Também foi significativa a queda de 10,9% na produção de lâmpadas, lembrando que o IBGE não está considerando as lâmpadas LED.

A produção de pilhas e baterias caiu 8,0%. No caso de equipamentos de distribuição de energia elétrica de geradores a retração foi de 4,1%. E a produção de geradores, transformadores e motores elétricos recuou 2,0%.

Observa-se no gráfico abaixo que a média móvel anual da produção total da indústria eletroeletrônica recuou no decorrer do ano passado desde a greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio de 2018 até abril deste ano. No mês de maio de 2019, esse indicador apontou sinais de melhora, porém nos últimos três meses não vem apresentando alterações significativas, o que demonstra que a retomada da atividade continua muito lenta.

Produção Física

Indústria Geral

No mês de agosto de 2019, a produção da indústria geral cresceu 0,8% em relação ao mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal, resultado um pouco melhor do que o incremento de 0,6% apontado pela indústria eletroeletrônica.

Ao comparar com agosto do ano passado, a produção industrial geral diminuiu 2,2%, com queda de 1,7% da industrial extrativa e redução de 2,3% na indústria de transformação.

Essas reduções foram mais expressivas do que a observada na indústria eletroeletrônica (-1,2%).

No acumulado de janeiro a agosto de 2019, a produção da indústria geral foi 1,7% inferior à verificada no mesmo período de 2018, influenciada pela queda de 10,7% da indústria extrativa, uma vez que a redução na produção da indústria de transformação foi mais amena (-0,4%).

Vale lembrar que a queda da indústria extrativa sofreu impacto do rompimento da barragem da região de Brumadinho (MG).

Ainda referente ao período acumulado dos oito primeiros meses desse ano, nota-se que a retração da indústria eletroeletrônica (-1,8%) foi um pouco mais significativa do que da indústria geral (-1,7%). Destaca-se que o desempenho do setor eletroeletrônico também foi inferior ao observado na indústria de transformação (-0,4%).

Produção Física

Anexos

As séries históricas desses indicadores estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 
 

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Gerente de Economia

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Informações Imprensa

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