Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Julho/2020

Sondagem

No mês de julho de 2020, a sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica mostrou melhora nos principais indicadores do setor pelo segundo mês consecutivo.

Esse comportamento sugere que o pior já passou. Conforme as sondagens realizadas no decorrer desse ano, nota-se que abril foi o mês que sofreu os maiores impactos da pandemia de Covid-19.

Os resultados mais favoráveis apontados nesta sondagem também foram observados nos dados de produção do IBGE, no índice de confiança da CNI, nas exportações da SECEX/MDIC, no nível de emprego do Novo Caged, entre outros.

Destaca-se que, com a melhora apontada nos últimos dois meses, alguns indicadores começaram a se aproximar dos patamares anteriores à pandemia.

Para o ano 2020, a situação permanece de cautela, porém com perspectivas mais otimistas do que as apontadas nos últimos quatro meses.

No mês de julho de 2020, a sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica mostrou melhora nos principais indicadores do setor pelo segundo mês consecutivo.

Esse comportamento sugere que o pior já passou. Conforme as sondagens realizadas no decorrer desse ano, nota-se que abril foi o mês que sofreu os maiores impactos da pandemia de Covid-19.

Os resultados mais favoráveis apontados nesta sondagem também foram observados nos dados de produção do IBGE, no índice de confiança da CNI, nas exportações da SECEX/MDIC, no nível de emprego do Novo Caged, entre outros.

Destaca-se que, com a melhora apontada nos últimos dois meses, alguns indicadores começaram a se aproximar dos patamares anteriores à pandemia.

Nas três últimas sondagens, aumentou de 20% em maio para 52% em julho o número de empresas que citaram elevação nas vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado. Também foi significativa a redução de 70% para 35% nas indicações de queda neste mesmo período.

Com isso, destaca-se que nas duas últimas sondagens, o número de empresas que apontaram crescimento nas vendas superou as indicações de queda.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior também foram verificadas alterações expressivas nos três últimos levantamentos, com incremento de 45% para 73% no total de entrevistadas com expansão nas vendas/encomendas e diminuição de 34% para 10% nas indicações de retração.

Também foram significativas as reduções de 63% em maio para 21% em julho no percentual de pesquisadas que tiveram negócios abaixo do esperado.

Destacou-se também, nas três últimas sondagens, o aumento no percentual de empresas que citaram negócios acima das expectativas, que estava em 14% em maio e subiu para 43% em julho.

Quanto ao número de empregados, vem sendo observado, nos quatro últimos levantamentos, diminuição no percentual de empresas que estão reduzindo seu quadro de funcionários, que caiu de 37% em abril para 8% em julho.

Ainda no que se refere ao nível de emprego, 12% das entrevistadas relataram que aumentaram seu número de trabalhadores. Esse resultado foi superior aos 11% verificados em junho e dos 4% observados nos meses de abril e maio.

Conforme dados do Novo Caged, no mês de junho, o saldo do nível de emprego (admissões menos desligamentos) aumentou 1.083 vagas, após três quedas consecutivas. Com isso, a indústria eletroeletrônica encerrou o primeiro semestre de 2020 com 228 mil funcionários. Mesmo com esse incremento, esse resultado ficou 6,5 mil empregados abaixo do verificado em dezembro do ano passado (234,5 mil).

No caso das exportações, na sondagem realizada em julho, aumentou de 28% para 35% o número de empresas que citou incremento nas vendas externas, concomitantemente a queda de 42% para 30% nas indicações de retração.

A elevação nas exportações também foi observada nos dados da SECEX/MDIC. No mês de julho de 2020, as vendas externas de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 414 milhões, 27% acima das ocorridas em junho.

Ressalta-se, porém, que mesmo com esse acréscimo, as exportações em julho ficaram 23% abaixo das verificadas no igual período do ano passado.

Nas importações também houve aumento em relação a junho (+16%), porém com resultado inferior ao de julho do ano passado (-16%).

No caso dos estoques destacou-se a redução no total de empresas que indicaram estoques acima do normal, tanto no caso de componentes e matérias-primas (que passaram de 26% para 15%), como nos produtos acabados (diminuindo de 25% para 16%).

Destacou-se a expansão de 12% para 28% nas indicações de estoques de produtos acabados abaixo do normal.

Nos últimos três levantamentos foram observados aumentos na utilização da capacidade instalada, que passou de 57% em abril, para 63% em maio, 68% em junho e para 74% em julho. Ressalta-se que, dessa forma, esse indicador está se aproximando do verificado no início deste ano (77%).

Ainda nessa sondagem, entre as empresas que utilizam financiamentos para capital de giro, aumentou de 37% para 41% o número de entrevistadas que relataram dificuldades na sua obtenção.

Este resultado ficou abaixo do observado em abril que estava em 67%, mas ainda é muito elevado. Espera-se que as medidas do governo, que oferecem garantia emergencial para reduzir risco de pequenas e médias empresas na concessão de crédito, contribuam para o destravamento dessas operações.

Notou-se também que permaneceu alto o percentual de empresas que recorreram a financiamentos de capital de giro, atingindo 40% em julho. Vale lembrar que, em janeiro deste ano, apenas 29% das entrevistadas haviam utilizado estes instrumentos.

Ainda neste levantamento, aumentou de 21% para 29% o total de empresas que sentiram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Também foi observada redução de 78% para 72% no número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos custos de componentes e matérias-primas. Vale ressaltar que mesmo com essa queda, esse percentual continua muito elevado, permanecendo nestes últimos meses muito acima do verificado em janeiro deste ano que estava em 30%.

Entre os principais fatores que estão gerando a elevação nos custos de componentes e matérias-primas, a desvalorização cambial foi citada por 70% das entrevistadas.

Destacaram-se as fortes oscilações na taxa de câmbio, uma vez que em dezembro do ano passado, o dólar estava sendo cotado a R$ 4,11 (média mensal), passando para R$ 5,33 em abril de 2020, aumentando para R$ 5,64 em maio, recuando para R$ 5,20 em junho e elevando-se para R$ 5,28 em julho.

Ainda referente a essa questão, além da desvalorização cambial, também foram citados outros motivos para o acréscimo nos preços de componentes e matérias-primas, tais como:

- elevação no preço de fornecedor estrangeiro (adquirido por importação), indicado por 67% das entrevistadas;

- aumento do preço dos componentes ou matérias-primas de fornecedor no mercado interno, citado por 60% das empresas;

- incremento nos preços dos fretes marítimo e aéreo observado por 38% das pesquisadas;

- entre outros (10%), tais como elevação dos custos internos devido os cuidados e prevenção ao coronavírus; dificuldades para desenvolvimento de novos fornecedores, etc.

Expectativa de Vendas

No caso de outros custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros, o comportamento foi diferente, com apenas 16% das entrevistadas relatando pressões nestes custos.

Expectativas

Para os próximos meses, a situação permanece de cautela, porém as perspectivas estão mais otimistas do que as apontadas nos últimos quatro meses.

Conforme dados da CNI agregados pela Abinee, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria Eletroeletrônica aumentou no mês de julho pelo segundo mês consecutivo, influenciado pelo índice de expectativas, atingindo 47,3 pontos.

Com isso, o ICEI do setor aproximou-se um pouco mais dos 50 pontos, mas ainda continua abaixo dessa linha divisória. Vale lembrar que o ICEI varia de 0 a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 pontos mostram confiança do empresário industrial e abaixo de 50 pontos apontam falta de confiança.

Nesta última sondagem realizada pela Abinee, 30% das entrevistadas projetam crescimento para as vendas/encomendas para o mês de agosto em relação a julho; 49% estabilidade e 21%, queda.

Para o 3º trimestre de 2020, 63% das entrevistadas estão prevendo incremento em relação ao 2º trimestre do ano, 29% estabilidade e 8% queda.

Vale lembrar que o Coronavírus chegou ao Brasil em meados de março causando maior impacto no 2º trimestre deste ano, principalmente nos meses de abril e maio.

Para o 2º semestre de 2020, 63% das pesquisadas projetam crescimento em relação ao 1º semestre deste ano. Destaca-se que este resultado foi 9 pontos percentuais acima do verificado na sondagem anterior (54%).

Ainda referente ao 2º semestre deste ano, 29% esperam estabilidade e 8% têm previsão de queda ao comparar com o 1º semestre de 2020.

Expectativa de Vendas

Os impactos negativos decorrentes da pandemia de Covid-19, vêm fazendo com que as estimativas para esse ano sejam revistas constantemente.

É importante lembrar, que segundo o Boletim Focus do Banco Central, na primeira semana de janeiro, a projeção do PIB do País para 2020 era de crescimento de 2,30%. Em março, essa taxa tornou-se negativa, chegando a atingir -6,54% no mês de junho. A partir da segunda da semana de julho, com a melhora de alguns indicadores da economia, começaram a ser observadas pequenas reduções na taxa negativa projetada para o PIB. Na última divulgação do Banco Central, na semana do dia 14 de agosto, a projeção estava em -5,52%.

Expectativa de Vendas

Para o ano, a Sondagem Abinee verificou aumento de 32% para 40% no total de empresas com expectativas de crescimento para 2020 em relação ao ano passado. Esse foi o terceiro aumento consecutivo, visto que em abril apenas 23% das entrevistadas projetavam crescimento para esse ano.

Também foi relevante a redução de 44% para 35% no número de entrevistadas com projeções de queda.

Vale destacar que essa foi a primeira vez, nos últimos cinco meses, que o número de empresas com projeções de crescimento ultrapassou as expectativas de queda.

Ainda referente às previsões para 2020, 25% das pesquisadas esperam estabilidade.

As empresas do setor eletroeletrônico esperam uma retomada gradual da atividade, porém permanecem as incertezas quanto à evolução da pandemia e as próximas ações que serão realizadas pelo governo para amenizar esses impactos na economia, o que leva a um ambiente de cautela.

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica

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