Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Julho/2018

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de julho de 2018, apontou comportamentos distintos nos principais indicadores do setor em relação à pesquisa de junho.

O número de empresas que indicaram redução no quadro de empregados foi menor ao observado na última pesquisa. Ao mesmo tempo, cresceu a indicação de contratações.

Outro ponto favorável foi a queda, que vem ocorrendo nas duas últimas sondagens, no percentual de empresas que tiveram negócios abaixo das expectativas.

Por outro lado, diminuiu o número de entrevistadas que verificaram expansão nas vendas/encomendas, tanto comparadas com julho do ano passado, como em relação ao mês imediatamente anterior.

No que se refere às vendas para o mercado internacional, notou-se aumento nas indicações de queda.

Também foi observada, nessa sondagem, elevação nas indicações de estoques de componentes e matérias-primas acima do normal. No caso de produtos acabados, ampliou-se o número de empresas tanto com estoques acima, como abaixo do normal.

A utilização da capacidade instalada permaneceu estável. Conclui-se, portanto, que continua alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica, o que inibe a realização de novos investimentos.

Para o ano de 2018, 68% das empresas projetam crescimento, 22% estabilidade e 10% esperam queda.

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de julho de 2018, apontou comportamentos distintos nos principais indicadores do setor em relação à pesquisa de junho.

Destacou-se a redução de 19% para 12% no percentual de empresas que demitiram. Ao mesmo tempo, as indicações de aumento passaram de 10% para 12%.

Ressalta-se que essa foi a primeira vez, desde abril deste ano, que o número de empresas que reduziram seu quadro de funcionários não foi maior do que as indicações de aumento.

Foi favorável também a redução, que vem ocorrendo nas duas últimas sondagens, no percentual de empresas que tiveram negócios abaixo das expectativas, que estava em 58% na pesquisa de maio e recuou para 41% neste último levantamento.

Por outro lado, recuou de 59% para 52% o número de entrevistadas que verificaram aumento nas vendas/encomendas, comparadas com julho do ano passado.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, também caíram as indicações de elevação das vendas, passando de 56% em junho para 36% em julho.

No que se refere às vendas para o mercado internacional, notou-se aumento nas indicações de queda, que estavam em 21% na pesquisa de junho, e passou para 26% no levantamento de julho.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC), as exportações de produtos eletroeletrônicos recuaram 5,7% em julho de 2018 na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Também foi observada, nessa sondagem, elevação de 19% para 25% nas indicações de estoques de componentes e matérias-primas acima do normal. No caso de produtos acabados, aumentaram tanto as indicações de estoques acima do normal (de 24% para 27%), como também os estoques abaixo do normal (de 6% para 11%).

A utilização da capacidade instalada permaneceu estável em 75% nas últimas três pesquisas. Conclui-se, portanto, que continua alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica, o que inibe a realização de novos investimentos.

Permaneceu em 32% o número de pesquisadas que tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Também nesse levantamento caiu de 64% para 58% o total de empresas que perceberam pressões nos preços destes itens acima do normal.

Conforme a última sondagem, apenas 8% das entrevistadas repassaram totalmente o aumento dos custos decorrente da elevação do dólar para os preços. Na pesquisa de junho, 7% das entrevistadas haviam dado essa indicação.

A maior parte das empresas, ou seja, 64%, conseguiram repassar somente parte deste aumento. Este resultado foi superior aos 52% identificados na sondagem anterior.

Com isso, verifica-se redução de 35% para 28% no número de empresas que não fizeram repasse.

Ressalta-se que nenhuma entrevistada citou não ter observado aumento nos custos devido às oscilações do câmbio. No levantamento de junho, 6% das empresas deram essa indicação.

Ainda nesse levantamento, 47% das pesquisadas sofreram pressões nos custos de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros.

Expectativa de Vendas

A sondagem identificou ainda que 61% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 30% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

As expectativas para o setor permanecem favoráveis, com maior número de empresas que projetam incremento do que entrevistadas que esperam queda, tanto para o agosto como para o 3º trimestre e 2º semestre deste ano, sempre comparados aos iguais períodos de 2017.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, voltou a crescer em agosto, após permanecer por dois meses consecutivos abaixo da linha dos 50 pontos, que indicava falta de confiança do empresário da indústria eletroeletrônica.

Ressalta-se, porém, que este incremento está sendo comparado com dois meses que foram afetados significativamente pela greve dos caminhoneiros. Apesar da melhora em agosto, o ICEI do setor permanece abaixo do registrado nos primeiros meses deste ano.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, melhorou a confiança do consumidor no mês de julho. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) cresceu 3,4% em relação a junho, atingindo 101,6 pontos. Apesar da melhora, o INEC permaneceu em patamar baixo, o que indica pouca confiança.

Nota-se que as empresas do setor continuam preocupadas com as incertezas políticas; pressões externas que acarretaram em oscilações do dólar; aumento nos preços dos insumos; redução nas projeções de crescimento do PIB; impactos da greve dos caminhoneiros; entre outros; que inibem o investimento do setor.

Para o ano de 2018, 68% das empresas projetam crescimento, 22% estabilidade e 10% esperam queda.

Expectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

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Informações Imprensa

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