Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Outubro/2018

Sondagem

Os principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica apontados na sondagem de conjuntura realizada no mês de outubro de 2018 registraram pequenas oscilações em relação aos verificados na pesquisa anterior.

Esse comportamento foi observado nos resultados das vendas/encomendas, no ritmo de negócios, no nível de estoques, na utilização da capacidade produtiva, entre outros.

No caso do emprego também permaneceu a tendência de estabilidade, apesar do recuo nas indicações de aumento no total de funcionários. É importante lembrar que, mesmo com essa redução, esse percentual continuou superior às indicações de queda.

Nota-se que outros indicadores mostraram alterações mais significativas, com destaque para a elevação no número de empresas que observaram crescimento nas vendas/encomendas ao comparar com o mês imediatamente anterior.

As expectativas são favoráveis para os próximos meses, com perspectivas de incremento nas vendas/encomendas para o mês de novembro, para o 4º trimestre, para o 2º semestre e para o ano de 2018 ao comparar com 2017.

Também são otimistas as previsões para o ano de 2019, com 82% das empresas projetando crescimento, 17% estabilidade, e apenas 1% com expectativa de queda.

Os principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica apontados na sondagem de conjuntura realizada no mês de outubro de 2018 registraram pequenas oscilações em relação aos verificados na pesquisa anterior.

As indicações de aumento nas vendas/encomendas, comparadas com iguais períodos do ano passado, aumentaram de 57% na pesquisa de setembro, para 58% na sondagem de outubro. Observou-se que as indicações de queda permaneceram em 22% nos dois últimos levantamentos.

Também foi pequena a variação no total de empresas que tiveram negócios abaixo das expectativas, que estava em 44% e passou para 42%.

Os níveis de estoques não mostraram alterações expressivas. No que se refere às matérias-primas e componentes aumentou apenas 1 ponto percentual o total de empresas que citou estoques acima do normal, passando de 27% para 28%.

No caso de produtos acabados, aumentou tanto o número de entrevistadas com estoques acima do normal, como também as indicações de estoques abaixo da normalidade.

A utilização da capacidade instalada reduziu de 77% para 76%. Destaca-se que de maio a agosto desse ano, a capacidade instalada da indústria eletroeletrônica permaneceu em 75%.

No caso do emprego também permaneceu a tendência de estabilidade, apesar da redução de 18% para 13% nas indicações de aumento do total de funcionários. É importante lembrar que esse percentual continuou superior às indicações de queda desde agosto deste ano.

Nota-se que outros indicadores mostraram alterações mais significativas, com destaque para a elevação de 31% para 54% no número de empresas, que observaram crescimento nas vendas/encomendas ao comparar com o mês imediatamente anterior.

No que se refere às vendas para o mercado internacional, reduziram de 43% para 37%, as indicações de crescimento, concomitantemente ao aumento de 30% para 35% no total de empresas que observaram queda.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos cresceram 1,9% no período acumulado de janeiro a outubro de 2018 em relação ao igual período do ano anterior. Esses resultados não mostram reação nas exportações mesmo com a desvalorização do real frente ao dólar que vem ocorrendo neste ano.

Na sondagem de outubro, notou-se que 24% das pesquisadas tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Esse percentual vem recuando nos últimos dois levantamentos.

Também recuou o total de empresas que perceberam pressões nos preços destes itens acima do normal, que estava em 63% em setembro e passou para 52% em outubro.

Observou-se, nas duas últimas pesquisas, aumento de 69% para 75% no total de entrevistadas repassaram os custos decorrentes da elevação do dólar para os preços. Deste resultado, 11% repassaram totalmente e 64%, parcialmente.

Expectativa de Vendas

Também foi observada redução de 42% para 38% nas indicações de entrevistadas que citaram pressões em outros custos, como energia, água, impostos, entre outros.

A sondagem identificou ainda que 66% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 35% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

As expectativas para o setor permanecem favoráveis, com maior número de empresas que projetam incremento nas vendas/encomendas do que entrevistadas que esperam queda, tanto para novembro, como para o 4º trimestre, para o 2º semestre e para o ano de 2018, sempre comparados a iguais períodos de 2017.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, a confiança do consumidor aumentou pelo quinto mês consecutivo, o que indica perspectivas mais otimistas. Ressalta-se que o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) atingiu 113,6 pontos em novembro, maior resultado desde janeiro de 2014. Esse índice ultrapassou a sua média histórica de 107,7 pontos.

Salienta-se também que datas como “Black Friday” e Natal deverão estimular as vendas de bens de consumo eletrônicos, tais como celulares e notebooks, no final do ano.

Também foi favorável o comportamento do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, que conforme dados da CNI agregados pela Abinee, no mês de novembro de 2018, apontou o maior resultado dos últimos oito anos, alcançando 65,2 pontos. Ressalta-se que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário.

Para o ano de 2019, a sondagem realizada em outubro também apresentou perspectivas otimistas das empresas do setor com 82% das pesquisadas projetando crescimento, 17% estabilidade e apenas 1% com expectativa de queda.

Expectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

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Informações Imprensa

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