Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Abril/2018

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de abril de 2018, indica a permanência da retomada da atividade do setor, porém em ritmo mais lento do que se esperava no início deste ano.

Nessa pesquisa, foi observado acréscimo no percentual de empresas que aumentaram suas vendas/encomendas em relação ao mesmo mês do ano passado, tanto no mercado interno como nas exportações.

Porém, desde fevereiro de 2018, vem crescendo o número de empresas que citaram ritmo de negócios abaixo das expectativas.

Quanto ao nível de emprego, foi identificado que o percentual de entrevistadas que reduziram seu quadro de funcionários foi maior do que as empresas que aumentaram. Essa foi a primeira vez nesse ano que ocorreu esse comportamento.

Os estoques de matérias-primas e componentes e de produtos acabados permaneceram com tendência de normalidade.

Observou-se que continua alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica, o que inibe a realização de novos investimentos.

Mesmo com estes resultados, as expectativas permanecem favoráveis com maior número de empresas projetando crescimento do que as que esperam queda, tanto para o próximo mês, como para o 2º trimestre, para o 1º semestre e para o ano de 2018, sempre comparados com iguais períodos de 2017.

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de abril de 2018, indica a permanência da retomada da atividade do setor, porém em ritmo mais lento do que se esperava no início deste ano.

Conforme dados divulgados pela CNI no mês de maio, nota-se que a confiança do empresário industrial recuou pelo segundo mês consecutivo, interrompendo dois meses de estabilidade e após seis meses de crescimento, desde agosto de 2017.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor oscilou em patamares relativamente baixos nos primeiros meses deste ano.

Na sondagem da Abinee, foi observado acréscimo no percentual de empresas que aumentaram suas vendas/encomendas em relação ao mesmo mês do ano passado, que estava em 49% na pesquisa de março de 2018 e passou para 59% no levantamento de abril.

No caso das exportações, verificou-se, nas duas últimas pesquisas, elevação de 37% para 48% no percentual das entrevistadas que ampliaram suas vendas externas comparadas com o igual período de 2017.

Porém, desde o início do ano vem aumentando o número de empresas que citaram ritmo de negócios abaixo das expectativas, que estava em 34% das pesquisadas, em janeiro de 2018; e alcançou 55%, em abril deste ano.

Quanto ao nível de emprego, foi identificado que o percentual de entrevistadas que reduziram seu quadro de funcionários (17%) foi maior do que as empresas que aumentaram (9%). Essa foi a primeira vez nesse ano que ocorreu esse comportamento.

Os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), confirmam esse desempenho. No mês de abril de 2018, também pela primeira vez no ano, reduziu-se o número de empregados do setor, com o fechamento de 451 vagas. Com isso, a indústria elétrica e eletrônica totalizou 238,3 mil funcionários no final de abril.

É importante ressaltar que, mesmo com essa redução, o resultado atingido no final de abril permaneceu acima do final do ano passado, que estava em 234,2 mil.

A utilização da capacidade instalada diminuiu de 77% em março, para 74% em abril, menor resultado desde agosto do ano passado. Nota-se, portanto, que ainda continua alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica, fato que inibe a realização de novos investimentos.

No caso de estoques, observou-se situação de normalidade, tanto para matérias-primas e componentes (75%), como para produtos acabados (67%). Nos dois casos, notou-se pequena elevação no total de empresas com estoques acima do normal.

Também nesse levantamento verificou-se que 78% das empresas permaneceram sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Notou-se que 53% das empresas perceberam pressões nos preços acima do normal.

No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, 37% de entrevistadas sofreram pressões nestes custos.

A sondagem identificou ainda que 64% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 32% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Ainda neste último levantamento, identificou-se que para cerca da metade das entrevistadas ainda é cedo para conseguir mensurar os efeitos da Reforma Trabalhista.

Entre os seus principais benefícios, já observados ou esperados pelas empresas decorrentes da Reforma Trabalhista, estão:

Queda de custos com demissões, processos, entre outros;

Diminuição na quantidade de processos trabalhistas;

Redução de abuso nas reclamações trabalhistas;

Flexibilização;

Segurança Jurídica;

Banco de horas, possibilitando acordos individuais na jornada de trabalho;

Uso de mão de obra terceirizada para atividades produtivas;

Possibilidade de férias parceladas; entre outras.

Expectativas

Mesmo com os resultados apresentados na sondagem de abril, as expectativas continuam favoráveis com maior número de empresas projetando crescimento do que as que esperam queda.

Nota-se que 62% das empresas projetam incremento nas vendas para o mês de maio; 70% para o 2º trimestre de 2018 e 70% para o 1º semestre de 2018, sempre comparados aos mesmos períodos do ano anterior.

Expectativa de Vendas

Para 2018, 70% das entrevistadas têm perspectivas de crescimento nas vendas/encomendas. Este percentual foi significativo, apesar de ter sido inferior aos registrados nos meses anteriores.

Expectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

ANEXOS

Como será suprido o aumento de vendas neste final de ano

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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