Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Abril/2019

Sondagem

A sondagem de conjuntura realizada em abril de 2019 mostrou que as empresas do setor eletroeletrônico estão cautelosas.

Alguns indicadores foram desfavoráveis, tais como: a elevação no número de empresas que citaram queda no nível de emprego, aumento nos estoques de produtos acabados e redução no número de entrevistadas que ampliaram as exportações.

Por outro lado, verificou-se aumento nas vendas/encomendas, porém os resultados permaneceram abaixo das expectativas.

A utilização da capacidade instalada aumentou 2 pontos percentuais, atingindo 75%.

Esse levantamento também mostrou que 28% das entrevistadas estão postergando os investimentos, sendo que mais da metade delas adiaram seus investimentos, aguardando a aprovação da Reforma da Previdência.

Apesar de os resultados gerais ficarem aquém do esperado, permaneceram favoráveis as expectativas para 2019, com 77% das entrevistadas projetando crescimento no ano.

A sondagem de conjuntura realizada em abril de 2019 mostrou que as empresas do setor eletroeletrônico estão cautelosas.

Alguns indicadores foram desfavoráveis, tais como a elevação no número de empresas que citaram queda no nível de emprego, que havia recuado para 7% na pesquisa de março e passou para 12% em abril.

Notou-se também a redução ocorrida nos dois últimos meses no total de entrevistadas que aumentaram o quadro de funcionários, recuando de 20% em fevereiro para 16% em abril.

Já os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), mostraram incremento de 420 empregados no setor eletroeletrônico no mês de março, totalizando 236,8 mil funcionários.

Ressalta-se que, apesar do nível de emprego ter aumentando três meses consecutivos, nota-se que o incremento apontado em março foi menos expressivo do que os observados nos dois primeiros meses do ano, quando os acréscimos atingiram mais de 2 mil funcionários em cada mês.

Notou-se também que, apesar da melhora, o resultado apontando pelo Caged no final de março de 2019 ainda ficou abaixo do atingido no mesmo mês de 2018, que estava em 238,8 mil empregados.

No que se refere aos estoques de produtos acabados, nas últimas duas sondagens da Abinee verificou-se elevação de 8 pontos percentuais nas indicações de empresas com estoques acima do normal, atingindo 25% no mês de abril. Porém, mesmo com esse aumento, 70% das empresas indicaram situação de normalidade.

No caso de estoques de matérias-primas e componentes não ocorreram alterações significativas em relação às pesquisas anteriores, com 71% das pesquisadas apontando nível normal de estoques.

As exportações vêm apresentando fortes oscilações, o que ainda não indica tendência de melhora. No último levantamento reduziram-se de 43% para 32% as indicações de aumento nas vendas externas.

Os dados da SECEX/MDIC mostram queda de 8,8% nas exportações de produtos elétricos e eletrônicos no 1º quadrimestre de 2019 comparadas ao mesmo período do ano passado.

As importações também apontaram desempenho inferior (-3,6%) ao registrado no igual período de 2018.

Por outro lado, no mercado interno aumentaram de 44% para 54% as indicações de crescimento nas vendas/encomendas em relação a abril do ano passado, concomitantemente à redução de 31% para 25% no total de empresas que verificaram retração.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, notou-se redução de 33% para 30% nas indicações de queda nas vendas/encomendas.

Porém permaneceu alto o percentual de empresas que observaram negócios abaixo do esperado, atingindo 48% em abril. Esse foi o maior resultado desde junho do ano passado (49%), período em que ocorreu a greve dos caminhoneiros.

A utilização da capacidade instalada aumentou 2 pontos percentuais, atingindo 75% em abril de 2019.

Também foi identificado neste levantamento que a maior parte das empresas (85%) não está tendo dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Diminuiu de 43% para 39% o percentual de empresas que percebeu pressões acima do normal nos preços destes itens.

Na última sondagem, 38% das entrevistadas citaram pressões nos custos de outros itens como energia, água, impostos, percentual próximo ao verificado na pesquisa anterior (39%).

O levantamento identificou ainda que 71% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 84% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos. Esse resultado foi 16 pontos percentuais acima do observado na sondagem anterior (68%).

Expectativas

Apesar dos resultados gerais do setor eletroeletrônico ficarem aquém do esperado e os indicadores recentes de atividade econômica do País sinalizam uma recuperação ainda em ritmo muito fraco, permaneceram favoráveis as expectativas das empresas do setor para 2019.

Conforme dados do Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou retração de 0,68% no 1º trimestre de 2019 em relação ao trimestre imediatamente anterior. Ao comparar com o 1º trimestre de 2018, o IBC-Br indica alta de 0,23%.

O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, cujos números oficiais do 1º trimestre serão divulgados no próximo dia 30 de maio.

A confiança do empresário da indústria eletroeletrônica caiu pelo quarto mês consecutivo. Conforme dados da CNI agregados pela Abinee, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico recuou 3,9 pontos, em maio em relação a abril, atingindo 53,4 pontos.

Esse resultado demostra esfriamento nos ânimos dos empresários observado nos últimos quatro meses, aproximando-se da linha dos 50 pontos, que divide a confiança da falta de confiança do empresário industrial.

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) divulgado pela CNI recuou de 49,8 pontos em dezembro de 2018 para 48,4 pontos em abril de 2018, distanciando-se da linha de 50 pontos, para o lado da falta de confiança do consumidor.

Mesmo com todos esses indicadores, 67% das empresas consultadas nessa última sondagem projetam crescimento para as vendas/encomendas para o mês de maio em relação a maio do ano passado. Para o 2º trimestre de 2019 e para o 1º semestre, esse percentual atinge 73%, sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

Também foi identificado que 77% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018, percentual um próximo (78%) ao observado no levantamento anterior.

Ainda referente ao ano de 2019, 12% das pesquisadas esperam estabilidade e 11% preveem queda.

Expectativa de Vendas

Esse levantamento também mostrou que 28% das entrevistadas estão postergando os investimentos, sendo que mais da metade delas adiaram seus investimentos aguardando a aprovação da Reforma da Previdência.

Outros fatores também estão deixando os empresários cautelosos, como: a alta carga tributária, a aprovação das demais reformas do Governo, incertezas quanto ao mercado internacional, indecisão quanto à Lei de Informática, entre outros.

Do total de entrevistadas, 34% já ampliaram os investimentos no 1º quadrimestre deste ano e 38% não investiram e não têm essa intenção em 2019.

Expectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

 

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