Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Janeiro/2020

Sondagem

A sondagem de conjuntura realizada em janeiro de 2021 apontou indicadores favoráveis no início do ano.

Essa melhora ocorreu após a redução no ritmo de crescimento dos principais indicadores da indústria eletroeletrônica verificada no levantamento de dezembro de 2020. Vale lembrar que o resultado de dezembro já era esperado devido à sazonalidade daquele período.

As perspectivas para o ano de 2021 estão otimistas, com 81% das entrevistadas projetando crescimento em relação a 2020, 16% esperam estabilidade e apenas 3% estão prevendo queda.

A sondagem de conjuntura realizada em janeiro de 2021 apontou indicadores favoráveis no início do ano.

Essa melhora ocorreu após a redução no ritmo de crescimento dos principais indicadores da indústria eletroeletrônica verificada no levantamento de dezembro de 2020. Vale lembrar que o resultado de dezembro já era esperado devido à sazonalidade daquele período.

Na sondagem de janeiro, observou-se elevação de 57% para 67% no número de entrevistadas que citaram aumento nas vendas/encomendas em comparação com o igual período do ano anterior.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, as indicações de crescimento de vendas também aumentaram, passando de 25% para 55%.

Destacou-se que a maior parte das entrevistadas (70%) relatou negócios conforme o esperado (40%) ou acima das expectativas (30%). Porém, notou-se acréscimo de 25% para 30% no número de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado.

No que se refere ao nível de emprego, foram favoráveis o incremento de 14% para 17% no total de empresas que elevaram o número de empregados e a queda de 9% para 5% no percentual de entrevistadas que reduziram seus quadros de funcionários.

Conforme dados do Novo Caged, a indústria eletroeletrônica atingiu 248,2 mil trabalhadores no final de 2020. Esse resultado é o saldo do nível de emprego do setor, ou seja, a diferença entre admissões e desligamentos.

Com isso, o nível de emprego do setor aumentou em 13,7 mil funcionários em relação ao final de 2019 (234,5 mil), resultado acima do esperado.

No mercado internacional, elevou-se de 36% para 52% o número de empresas que citaram crescimento nas exportações.

Porém os dados da SECEX/MDIC apontaram queda de 5% nas exportações no mês de janeiro de 2021 em relação a janeiro de 2020, registrando US$ 333 milhões.

Já as importações aumentaram 1% no período citado, somando US$ 2,9 bilhões.

Ainda nessa sondagem, a utilização da capacidade instalada recuou um ponto percentual, passando de 78% para 77%.

Observou-se também que, entre as empresas que utilizam financiamentos para capital de giro, cresceu o número de entrevistadas que relataram dificuldades na sua obtenção, passando de 5% para 18%. Apesar do incremento, esse percentual permaneceu muito abaixo dos 67% verificados em abril. A dificuldade no acesso ao crédito foi um dos principais entraves encontrados pelas empresas no início da pandemia.

Ainda referente aos financiamentos para capital de giro, 76% das entrevistadas não utilizam esses recursos.

No que se referem aos estoques não foram observadas alterações significativas tanto no caso de componentes e matérias-primas quanto nos produtos acabados.

No primeiro caso, o percentual de empresas que relataram estoques abaixo do normal aumentou de 22% para 23%. Nos produtos acabados, essas indicações passaram de 24% para 23%.

Nota-se que esses percentuais permanecem acima dos verificados no 1º trimestre do ano passado que estavam por volta de 13% (em média).

Este levantamento também mostrou que continuam as dificuldades na aquisição de componentes e matérias-primas em função da falta destes itens no mercado, com indicação de 71% das entrevistadas.

Entre os insumos mais citados por essas empresas destacaram-se: o papelão, com 58% de indicações; materiais plásticos (49%); cobre (42%); componentes eletrônicos provenientes da Ásia (36%), entre outros.

Expectativas de Vendas

Continuou alto também o número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos custos de componentes e matérias-primas, que atingiu 85% em janeiro de 2021, mesmo percentual do apontado em dezembro de 2020. Este resultado vem se mantendo muito acima do verificado em janeiro do ano passado, que estava em 30%.

Conforme as entrevistadas, entre os principais fatores que estão gerando a elevação nos custos de componentes e matérias-primas destacam-se a desvalorização cambial, o incremento nos preços dos fretes marítimo e aéreo e a escassez desses itens no mercado.

Também vem sendo observado aumento no número de entrevistadas que relataram pressões em outros custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros, que passou de 38% para 48%. Destaca-se que esta foi a sétima elevação seguida.

Expectativas

As perspectivas para os próximos meses são favoráveis, porém os empresários continuam cautelosos.

As empresas do setor eletroeletrônico esperam que a retomada da atividade continue nos próximos meses, porém, estão atentas à evolução da pandemia no Brasil e no mundo que ainda é incerta. Existe também a preocupação com a lentidão do processo de vacinação e a própria escassez de vacinas.

Outro fator de atenção é a provável volta do auxílio emergencial e sua forma de compensação.

Portanto é fundamental a aprovação das reformas que reduzam o Custo Brasil criando condições adequadas para produção e geração de empregos.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, registrou 61,3 pontos no mês de janeiro de 2021, 2,9 pontos abaixo do verificado em dezembro de 2020 (64,2). Essa foi a primeira queda observada desde outubro de 2020.

Apesar da retração, o ICEI permaneceu acima da linha divisória dos 50 pontos, demonstrando confiança do empresário industrial do setor.

Na sondagem de janeiro de 2021, do total de empresas pesquidadas, 66% esperam crescimento em fevereiro de 2021 em comparação com fevereiro de 2020. Para o 1º trimestre de 2021, esse percentual aumenta para 72% e para 1º semestre de 2021 atinge 79%, sempre comparados com iguais períodos do ano anterior.

Expectativas de Vendas

As expectativas para 2021 estão otimistas, com 81% das entrevistadas projetando crescimento em comparação a 2020. Esse resultado foi seis pontos percentuais acima ao apontando na pesquisa anterior (75%), retomando o patamar registrado na pesquisa de novembro de 2020.

Ainda para 2021, 16% esperam estabilidade e apenas 3% estão prevendo queda.

Expectativa de Vendas

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

Cristina Keller

Analista de Economia

11 2175-0031

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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