Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Jul/2019

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de julho apontou melhora nas vendas/encomendas, após o resultado desfavorável registrado na pesquisa anterior.

Também foi positiva a redução nas indicações de negócios abaixo do esperado.

Nesse levantamento, foi observado ajuste nos estoques de componentes e matérias-primas, porém aumentaram as indicações de estoques de produtos acabados acima do normal.

Foi desfavorável a elevação no número de empresas que citaram queda no quadro de funcionários. Porém, vale ressaltar que a maior parte dos entrevistados continuou indicando estabilidade.

A utilização da capacidade instalada recuou em 2 pontos percentuais, permanecendo alto o grau de ociosidade do setor.

As exportações não mostraram alterações significativas em relação à sondagem anterior.

As expectativas permanecem favoráveis para os próximos meses, com 73% das entrevistadas projetando aumento nas vendas neste 2º semestre em comparação ao igual período do ano passado.

Para 2019, 71% das entrevistadas estão prevendo crescimento em relação a 2018.

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de julho apontou melhora nas vendas/encomendas, após o resultado desfavorável registrado na pesquisa anterior.

Nesse levantamento, aumentaram de 36% para 68% as indicações de crescimento das vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado, concomitantemente à redução de 43% para 19% nas indicações de retração.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, as indicações de expansão das vendas passaram de 27% para 59% e o percentual de empresas que verificaram redução, recuou de 55% para 19%.

Também foi positiva a queda no percentual de empresas que verificaram negócios abaixo do esperado, que haviam atingido 63% das entrevistadas em junho, e recuaram para 43% na pesquisa de julho.

Destaca-se que 40% das entrevistadas tiveram negócios conforme o planejado.

Nesse levantamento, foi observado ajuste nos estoques de componentes e matérias-primas, com redução de 26% para 19% no total de entrevistadas que citaram estoques acima do normal.

Porém, no caso de produtos acabados, aumentaram as indicações de estoques acima do normal em 5 pontos percentuais, passando de 22% para 27%.

Foi desfavorável a elevação de 10% em junho para 15% em julho no número de empresas que citaram queda no quadro de funcionários. Porém, vale ressaltar que a maior parte das entrevistadas continuou indicando estabilidade (69%).

Os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), mostraram aumento em 48 vagas no total de empregados da indústria eletroeletrônica no mês de julho, totalizando 237,2 mil trabalhadores.

Esse incremento aconteceu após duas quedas seguidas.

A utilização da capacidade instalada caiu 2 pontos percentuais, diminuindo de 76% para 74%, permanecendo alto o grau de ociosidade do setor.

As exportações não mostraram alterações significativas em relação à sondagem anterior, mantendo em 27% o percentual de empresas que ampliaram as vendas para o mercado externo.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos cresceram 1,7% no acumulado dos primeiros sete meses de 2019 em relação ao igual período de 2018.

Já as importações caíram 1,2% nesse período, demonstrando o lento ritmo da retomada da atividade.

Também foi identificado na sondagem de julho que a maior parte das empresas, ou seja, 89% das entrevistadas, não estão tendo dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Nos últimos três levantamentos, caiu de 45% em maio para 21% em julho, o número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos preços destes itens.

Nessa sondagem, 31% das entrevistadas citaram pressões nos custos de outros itens como energia, água, impostos, percentual inferior aos verificados nas pesquisas anteriores (36% em maio e 32% em junho).

A pesquisa mostrou ainda que 68% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro.

Das demais, 71% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos, resultado inferior ao observado na sondagem de junho (80%).

Expectativas

As expectativas permanecem favoráveis para os próximos meses.

Os empresários do setor eletroeletrônico estão atentos ao andamento da agenda das reformas estruturais do País, principalmente da Reforma da Previdência, aprovada na Câmara e da Reforma Tributária.

No mês de agosto, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, aumentou pelo terceiro mês consecutivo, após quatro quedas seguidas.

Vale ressaltar que o ICEI é composto pelo índice de condições atuais e pelo índice de expectativas. Conforme dados da CNI, no mês de agosto, o incremento do ICEI do setor ocorreu nos dois índices.

Esse indicador mostra que, além dos empresários da indústria eletroeletrônica continuarem com expectativas otimistas para os próximos meses, o cenário atual sinaliza condições mais favoráveis do que nos meses anteriores.

Já pelo lado do consumo, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) de junho, divulgado trimestralmente pela CNI, recuou pela segunda vez seguida, distanciando-se da linha de 50 pontos, para o lado da falta de confiança do consumidor.

O anúncio do governo quanto à liberação de saques de R$ 500,00 das contas ativas e inativas do FGTS não deverá trazer impacto expressivo nas vendas de produtos do setor eletroeletrônico.

Mesmo assim, 58% das empresas consultadas na sondagem de julho projetam crescimento para as vendas/encomendas para o mês de agosto de 2019 em relação a agosto do ano passado. Para o 3º trimestre de 2019, esse percentual sobe 72%, e para o 2º semestre, 73% - sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

Destaca-se que 70% das entrevistadas acreditam que o 2º semestre deste ano será melhor que o 1º semestre.

Também foi identificado que 71% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018. Esse resultado foi 1 ponto percentual acima do observado no levantamento anterior (70%), porém permanece abaixo do observado em janeiro desse ano (85%).

Ainda referente ao ano de 2019, 12% das pesquisadas estão prevendo queda e 17% estabilidade em relação a 2018.

Expectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

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Informações Imprensa

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