Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Abril/2020

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de abril de 2020 apontou piora expressiva entre os seus principais indicadores, demonstrando os efeitos da pandemia do Covid-19 na atividade do setor.

Esse resultado já era esperado, uma vez que o coronavírus chegou ao Brasil em meados de março, impactando na atividade econômica durante o mês inteiro de abril.

Nesse levantamento observou-se aumento no número de empresas que verificaram redução nas vendas, piora no ritmo de negócios, queda na utilização da capacidade instalada e recuo nas exportações.

As expectativas para o mês de maio em relação a abril são de estabilidade para a maior parte das entrevistadas (42%).

Para o ano 2020, as perspectivas pioraram significativamente nos últimos dois meses. O número de empresas que projetavam queda aumentou de 6% em fevereiro para 62% em abril. Enquanto que o percentual de entrevistadas com previsão de crescimento caiu de 83% (fevereiro) para 23% (abril).

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de abril de 2020 apontou piora expressiva entre os seus principais indicadores, demonstrando os efeitos da pandemia do Covid-19 na atividade do setor.

Esse resultado já era esperado, uma vez que o coronavírus chegou ao Brasil em meados de março, impactando na atividade econômica durante o mês inteiro de abril.

Nesta última pesquisa, recuou de 45% para 19% o percentual de empresas que verificaram crescimento nas vendas/encomendas comparadas ao igual mês do ano passado. Também foi observada elevação de 38% para 75% nas indicações de queda.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, observou-se esse mesmo comportamento, com redução de 41% para 14% no número de entrevistadas que verificaram aumento nas vendas/encomendas, e elevação de 37% para 78% no total de empresas que citaram queda.

Também foi desfavorável a expansão de 49% para 69% no número de empresas que relataram negócios abaixo de suas expectativas. Do total de entrevistadas apenas 26% observaram negócios conforme o esperado.

Destacou-se a forte queda na utilização da capacidade instalada, que caiu de 70% em março para 57% em abril de 2020. Esse foi o menor patamar verificado da série histórica, iniciada em 2013.

No mercado internacional, verificou-se aumento de 39% para 50% no percentual de entrevistadas que tiveram queda em suas exportações.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as vendas externas de produtos elétricos e eletrônicos recuaram 39% no mês de abril de 2020 em relação a abril de 2019, acumulando retração de 18% nos primeiros quatro meses do ano.

A queda da atividade também pode ser verificada com a redução de 24% nas importações de bens do setor apontada em abril em relação a abril do ano passado. No acumulado de janeiro a abril de 2020, as importações recuaram 5% na comparação com igual período do ano anterior.

Observou-se, na sondagem, aumento nas indicações de estoques acima do normal tanto em componentes e matérias-primas (de 21% para 34%), quanto em produtos acabados (18% para 39%).

No que se refere ao nível de emprego, aumentou de 13% para 37% o percentual de pesquisadas que diminuíram seus quadros de funcionários.

Apesar dessa elevação, a maior parte das empresas está mantendo seus funcionários (59%) ou até mesmo aumentando seu nível de emprego (4%), mesmo com a forte queda da atividade decorrente da pandemia.

Conforme a última pesquisa de avaliação dos impactos da Covid-19 no setor eletroeletrõnico realizada na primeira semana de maio, 95% das entrevistadas estão realizando ações com o objetivo de evitar ou reduzir demissões, tais como: teletrabalho (home-office), antecipação de férias individuais, acordos de redução de jornada de trabalho e salários, uso do banco de horas, férias coletivas, suspensão de contratos de trabalho, antecipação de feriados, utilização de linha de crédito para folha de pagamentos, entre outras.

Retomando a sondagem do mês de abril, observou-se que, nas empresas que utilizam financiamentos para capital de giro, destacou-se o aumento, de 46% para 67%, no número de entrevistadas que relataram dificuldades na sua obtenção, mesmo com as medidas emergenciais tomadas pelo Governo.

Também foi identificada a elevação no percentual de empresas que recorreram a financiamentos de capital de giro, que passou de 34% em março para 42% em abril. Vale lembrar que em janeiro deste ano apenas 29% das entrevistadas haviam utilizado estes instrumentos.

Ainda neste levantamento, destacou-se a redução de 41% para 29% no total de empresas que sentiram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Essa redução contou a melhora da situação da China no mês de abril que, em algumas regiões caminham para “o novo normal”.

Porém aumentou de 43% para 61% o número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos preços de componentes e matérias-primas. Vale ressaltar que esse percentual está em ascensão desde o início do ano, uma vez que no mês de dezembro de 2019 havia registrado 21%.

As fortes oscilações na taxa de câmbio vêm afetando os preços dos componentes e matérias-primas. No mês de janeiro, o dólar estava cotado a R$ 4,15, passou para R$ 4,34 em fevereiro, subiu para R$ 4,88 em março e elevou-se para R$ 5,33 em abril (média do mês).

Esse comportamento não foi verificado no caso de outros custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros, uma vez que o número de empresas que citou pressões nestes custos permaneceu estável em 37% nos últimos dois meses.

Expectativas

Para o mês de maio de 2020, a maior parte das empresas (42%) projeta estabilidade nas vendas em relação ao mês de abril, 33% estão prevendo queda e 25% esperam crescimento.

Verificou-se nessa sondagem que 59% das empresas projetam queda para o 2º trimestre de 2020 em relação ao 1º trimestre deste ano. Vale lembrar que o Covid-19 chegou ao Brasil em meados de março causando maior impacto nos meses de abril e maio.

Ainda referente ao 2º trimestre deste ano, 22% das empresas esperam estabilidade e 19% têm expectativa de crescimento em comparação com trimestre imediatamente anterior.

Para o 1º semestre de 2020, 62% nas empresas projetam queda em relação ao 1º semestre do ano anterior, 17% esperam estabilidade e 21% tem previsão de crescimento.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, permaneceu, no mês de maio, no menor patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2010.

Neste último mês, o ICEI do setor atingiu 33,6 pontos, 1 ponto acima do verificado em abril (32,6 pontos). Destaca-se que esse leve incremento ocorreu após duas fortes reduções consecutivas, que juntas somaram 29,7 pontos.

Expectativa de Vendas

Os impactos negativos decorrentes da pandemia do Covid-19, fez com que as estimativas para esse ano fossem revistas novamente.

Para o ano de 2020, o número de empresas que projetavam queda aumentou de 43% em março para 62% em abril. Vale lembrar que esse percentual estava em 3% no mês de janeiro deste ano.

Já o total de entrevistadas com previsão de crescimento caiu de 28% para 23% no período citado. No início do ano, esse número estava em 82%.

Ainda referente ao ano de 2020, recuou de 29% para 15% o percentual de empresas que esperam estabilidade.

Vale lembrar que, no início de 2020, a previsão do Boletim Focus era de crescimento de 2,3% para o PIB do Brasil deste ano, e no último boletim divulgado no dia 15 de maio a projeção passou para retração de 5,12%.

Existem muitas incertezas quanto à evolução da pandemia. Não se sabe a duração e a intensidade das medidas de isolamento social até que seja possível realizar o retorno de uma forma segura. Essa situação continua causando muita preocupação para as empresas do setor eletroeletrônico.

Expectativa de Vendas

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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