Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Outubro/2017

Sondagem

No mês de outubro de 2017, a sondagem de conjuntura registrou melhora nos principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica em relação aos apontados no levantamento anterior.

Nesta última pesquisa, observou-se aumento no percentual de empresas que verificaram crescimento nas vendas/encomendas e redução nas indicações de queda, tanto ao comparar com o mesmo mês do ano passado, como com o mês imediatamente anterior.

Também foi favorável a redução no total de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado.

Nessas últimas pesquisas foi observado incremento na utilização da capacidade produtiva, que atingiu 77%, em outubro de 2017.

Observaram-se ajustes nos níveis de estoques, tanto de componentes e matérias-primas como de produtos acabados, com redução nas indicações de estoques acima da normalidade.

É importante ressaltar também a expansão observada no total de empresas que estão com estoques abaixo do normal, em ambos os casos.

Quanto ao comércio internacional, apesar das oscilações apresentadas neste ano, nota-se que, nos últimos seis meses, o percentual de empresas que indicaram crescimento foi maior do que o total de pesquisadas que verificaram queda nas exportações.

Quanto ao nível de emprego, aumentaram as indicações de elevação no total de quadro de funcionários. Porém observou-se incremento, também, no número de pesquisadas que reduziram o total de empregados.

As expectativas são positivas para os próximos meses, com maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda para o mês de novembro, para o 4º trimestre, para o 2º semestre e para o ano de 2017, sempre comparados com iguais períodos do ano passado.

Para o ano de 2018, 76% das empresas projetam crescimento, 18% estabilidade e 6%, queda.

Também foi identificado que 47% das entrevistadas deverão ampliar os investimentos em 2018, 43% planejam manter no mesmo patamar de 2017 e 10% tem expectativa de redução.

No mês de outubro de 2017, a sondagem de conjuntura registrou melhora nos principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica em relação aos apontados no levantamento anterior.

Nesta última pesquisa, observou-se aumento no percentual de empresas que verificaram crescimento nas vendas/encomendas e redução nas indicações de queda, tanto ao comparar com o mesmo mês do ano passado, como com o mês imediatamente anterior.

Destaca-se que na sondagem de outubro de 2017, 59% das empresas indicaram incremento nas vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano anterior. Esse foi o maior percentual verificado desde fevereiro de 2014, quando 61% das entrevistadas deram essa indicação.

Na sondagem de outubro, aumentou também o total de empresas que verificou crescimento nas vendas em relação ao mês imediatamente anterior, que passaram de 35% para 50% das entrevistadas, concomitantemente à redução de 48% para 27% nas indicações de queda.

Também foi favorável a redução de 44% para 40% no total de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado. Nota-se que 44% das pesquisadas verificaram negócios conforme suas expectativas.

Nessas últimas pesquisas vem aumentando a utilização da capacidade produtiva, que estava em 69%, em julho de 2017, e passou para 77%, em outubro de 2017.

Observaram-se também ajustes nos níveis de estoques, tanto de componentes e matérias-primas como de produtos acabados, com redução nas indicações de estoques acima da normalidade.

É importante ressaltar a expansão no total de empresas que estão com estoques abaixo do normal. No caso de componentes, aumentou de 6% para 20%; e nos produtos finais, elevou-se de 6% para 14%, nas últimas duas sondagens.

Quanto ao comércio internacional, apesar das oscilações apresentadas neste ano, nota-se que, nos últimos seis meses, o percentual de empresas que indicaram crescimento foi maior do que o total de pesquisadas que verificaram queda nas exportações.

Nas últimas pesquisas, ampliou de 35% para 39% o número de empresas que expandiram suas vendas externas.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – Secex/MDIC, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos aumentaram 3,3% no acumulado de janeiro-outubro de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado, somando US$ 4,8 bilhões.

No caso das importações de bens do setor, o incremento foi de 16,3%, atingindo US$ 24,5 bilhões.

Quanto ao nível de emprego, aumentaram as indicações de elevação no total de quadro de funcionários. Porém observou-se incremento, também, no número de pesquisadas que reduziram o total de empregados.

Conforme dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o setor elétrico e eletrônico aumentou 1.310 vagas no mês de outubro de 2017.

Esse foi o quarto mês consecutivo de crescimento no nível de emprego. Com isso, no acumulado dos primeiros dez meses de 2017, o total de empregados do setor aumentou em 4,4 mil postos de trabalho, totalizando 237,2 mil funcionários no final de outubro.

Ainda nessa sondagem, verificou-se que a maior parte das empresas (86%) permaneceu sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Porém aumentou de 32% para 43% o número de empresas que percebeu pressões nos preços acima do normal.

No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, também ocorreu elevação no total de entrevistadas que estão observando pressões nestes custos, que passou de 28% na sondagem de setembro, para 39% neste último levantamento.

Também foi identificado que 70% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 33% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

As expectativas são positivas para os próximos meses, com maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda para o mês de novembro, para o 4º trimestre, para o 2º semestre e para o ano de 2017, sempre comparados com iguais períodos do ano passado.

Expectativa de Vendas

Especificamente para o ano de 2017, 60% das empresas projetam crescimento, mesmo percentual verificado na pesquisa anterior, 11% esperam estabilidade, e 29% tem previsão de queda.

Expectativa de Vendas

Para 2018, as expectativas são favoráveis, com 76% das entrevistadas prevendo crescimento, 18%, estabilidade e 6% queda.

Como será suprido o aumento de vendas neste final de ano

Também foi identificado nesta pesquisa, que 47% das entrevistadas deverão ampliar os investimentos em 2018, 43% planejam manter no mesmo patamar de 2017 e 10% tem expectativa de redução.

Como será suprido o aumento de vendas neste final de ano

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Aspectos Setoriais

· Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os fabricantes de Automação Industrial e Equipamentos Industriais continuam cautelosos em decorrência das incertezas da atual conjuntura do País.

Mesmo com esse cenário, o empresário industrial permanece confiante. Segundo a CNI, o ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial – apontou ligeira alta no mês de outubro, alcançando 56,0 pontos.

É importante lembrar que, em setembro, este indicador apontou incremento significativo em comparação com agosto, atingindo o maior índice já registrado desde março de 2013.

Outro ponto relevante é que o ICEI permaneceu acima da sua média histórica, atualmente em 54 pontos, pelo segundo mês consecutivo.

· Material Elétrico de Instalação

Os negócios das empresas fabricantes de Material Elétrico de Instalação permaneceram amenos, influenciados pela queda de atividade da Construção Civil.

As vendas deste segmento ficaram mais concentrados no segmento de varejo, voltadas para reformas e pequenas construções.

Porém, as perspectivas são otimistas. Segundo a Sondagem da Indústria da Construção da CNI, o indicador de expectativas do nível de atividade da indústria da construção passou de 52,5 pontos em setembro, para 51,7 pontos em outubro. Apesar da queda, o indicador permanece acima da linha divisória de 50 pontos, que mostra perspectivas favoráveis para os próximos seis meses.

· Informática e Telecomunicações

No caso de bens de consumo, nos primeiros meses deste ano, destacaram-se as vendas de smartphones e notebooks que contaram, também, com a liberação do FGTS.

A confiança do consumidor continuou volátil. Segundo dados da CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor – INEC aumentou 2,7% em outubro em relação a setembro. Nota-se que o INEC vem alternando variações positivas e negativas nos últimos meses, sem trajetória definida.

· GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Na Geração, os negócios permaneceram modestos. As expectativas estão nos leilões de energia elétrica A-4 e A-6, que serão realizados em 18 e 20 de dezembro, respectivamente.

O Leilão A-4 será voltado para fontes renováveis (eólica, biomassa, solar e pequenas centrais hidrelétricas), com início de suprimento em 1º de janeiro de 2021.

E o Leilão A-6 abrange eólicas, hidrelétricas e termelétricas a gás, carvão e biomassa, com energia elétrica que será entregue em 2023.

Na Transmissão, os investimentos estão mais regulares, e as empresas continuam contando com os leilões realizados nos últimos anos.

E em Distribuição, os negócios continuaram parados e afetados, principalmente, pela baixa atividade econômica uma vez que este segmento depende de forma significativa do consumo industrial, que não vem mostrando reação neste ano.

Expectativa de Vendas

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

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Informações Imprensa

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