Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Janeiro/2019

Sondagem

A sondagem de conjuntura do setor eletroeletrônico realizada em janeiro de 2019 apontou indicadores favoráveis nesse inicio de ano.

Dentre esses indicadores, foram observados: melhora no desempenho das vendas/encomendas, redução no percentual de empresas que tiveram negócios abaixo das expectativas, estabilidade no emprego e ajuste de estoques de produtos acabados.

Por outro lado, recuaram as indicações de crescimento das exportações; aumentou o número de empresas com estoques de componentes e matérias-primas acima do normal e diminuiu a utilização da capacidade instalada.

O principal destaque continuou sendo o otimismo das empresas para 2019, com 85% das entrevistadas projetando crescimento para o ano. Esse percentual foi igual ao identificado no levantamento de dezembro, e ainda maior do que os verificados nas pesquisas de outubro (82%) e de novembro (83%).

Destaca-se que apenas 1% dos entrevistados projeta queda para 2019.

Também foi identificado nessa sondagem que 51% das empresas pretendem ampliar os investimentos em 2019, sendo que quase a metade (49%) deste total já iniciou ou tem a intenção de aumentar os investimentos já no 1º trimestre deste ano.

A sondagem de conjuntura do setor eletroeletrônico realizada em janeiro de 2019 apontou indicadores favoráveis nesse inicio de ano.

Dentre esses indicadores, observou-se elevação de 49% para 61%, nas indicações de aumento das vendas/encomendas em relação a janeiro de 2018, concomitantemente à redução de 37% para 17%, no total de empresas que indicaram queda.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, aumentou de 25% para 49% o número de entrevistadas que citou elevação nas vendas; e recuaram de 59% para 27% as indicações de retração.

Também foi favorável a diminuição, pelo segundo mês consecutivo, no percentual de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado, que passou de 45% na pesquisa de novembro de 2018 para 29% no levantamento de janeiro de 2019.

No caso do emprego verifica-se que 80% das entrevistadas indicaram estabilidade.

Também foi observada nessa sondagem ajuste de estoques de produtos acabados, com redução de 21% para 17% no total de empresas com estoques acima do normal, concomitantemente a elevação de 11% para 14% nas indicações de estoques abaixo da normalidade.

No caso de matérias-primas e componentes a situação foi inversa, com aumento de 22% para 26% no número de entrevistadas com estoques acima da normalidade, ao mesmo tempo em que caíram de 10% para 5% as indicações de estoques abaixo do normal.

As exportações não contribuíram com o desempenho do setor, apontando queda de 43% para 22% nas indicações de incremento das vendas externas.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos recuaram 7,0% em janeiro de 2019 em relação a janeiro do ano passado.

As importações (-3,8%) também apontaram desempenho inferior ao registrado no igual mês de 2018.

A sondagem de conjuntura mostrou redução de 74% para 72% na utilização da capacidade instalada. É importante lembrar que em setembro do ano passado esse percentual estava em 77%.

Observou-se também a queda no número de pesquisadas que tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas, que vem caindo há dois meses consecutivos, passando de 24% em novembro para 15% em janeiro de 2019.

No mesmo modo, foi observada a redução no percentual de empresas que perceberam pressões acima do normal nos preços destes itens. Esse total vem diminuindo desde setembro do ano passado: era de 63% e atingiu 34% nessa última sondagem.

No caso de outros custos, como energia, água, impostos, entre outros, aumentaram de 34% para 37% as indicações de entrevistadas que citaram pressões nesses custos.

A sondagem identificou ainda que 63% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, a maior parte, ou seja, 74% das entrevistadas, não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

O principal destaque dessa sondagem continuou sendo o otimismo para 2019.

Para o mês de fevereiro, 70% das empresas projetam crescimento em relação a fevereiro de 2018. Para o 1º trimestre de 2019, esse percentual atinge 76% e para o 1º semestre alcança 80%, sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) encerrou 2018 com 114,3 pontos, apontando o sexto aumento consecutivo, o que indica perspectivas mais otimistas. Esse resultado foi o maior desde março de 2013.

Também permaneceu elevada a confiança do empresário da indústria eletroeletrônica. Conforme dados da CNI agregados pela Abinee, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico atingiu 63,6 pontos em fevereiro de 2019, resultado superior ao verificado em fevereiro de 2018 (60,7 pontos). É importante lembrar que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário.

Conforme a última sondagem, 85% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018. Esse percentual é idêntico ao observado no levantamento de dezembro, e ainda maior do que os verificados nas pesquisas de outubro (82%) e de novembro (83%).

Ainda referente ao ano de 2019, 14% das pesquisadas esperam estabilidade e apenas 1% prevê queda.

Expectativa de Vendas

Também foi identificado nessa sondagem, que 51% das empresas pretendem ampliar os investimentos em 2019, sendo que quase a metade deste total (49%) já iniciou ou tem a intenção de aumentar os investimentos já no 1º trimestre deste ano; 37% pretende realizar esses investimentos no 2º trimestre do ano e 14% no 2º semestre de 2019.

Expectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

 

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