Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Out/2019

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de outubro de 2019 mostrou melhora nos principais indicadores do setor.

As vendas/encomendas apontaram resultados positivos após dois meses seguidos com indicações desfavoráveis.

Destacou-se a redução no número de entrevistadas que observaram negócios abaixo do esperado.

Quanto ao nível de emprego, observou-se elevação no total de empresas que citaram incremento no quadro de funcionários.

Ainda nessa sondagem, aumentou a utilização da capacidade instalada.

No mercado internacional, observou-se elevação no total de empresas que verificaram incremento nas exportações.

Conforme a maior parte das empresas pesquisadas, a palavra que melhor definiu 2019 foi “desafiador”.

Mesmo assim, as expectativas permanecem favoráveis para os próximos meses e para o fechamento do ano, com 69% das empresas prevendo crescimento em comparação com 2018.

As expectativas são otimistas para 2020 com 76% das empresas projetando crescimento; 21% estabilidade e 3% queda em relação a 2019.

Destaca-se que 94% das entrevistadas estão confiantes para 2020.

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de outubro de 2019 mostrou melhora nos principais indicadores do setor.

As vendas/encomendas apontaram resultados positivos após dois meses seguidos com indicações desfavoráveis.

Nesse último levantamento aumentou de 46% para 60% o percentual de empresas que citaram crescimento nas vendas/encomendas comparadas com igual mês do ano passado. Concomitantemente a isso, reduziram-se as indicações de queda de 31% para 15%.

Em relação ao mês imediatamente anterior, esse movimento também foi observado, com elevação de 24% para 60% nas indicações de incremento das vendas e redução de 43% para 14% no total de empresas que relataram queda.

Destacou-se a redução de 21 pontos percentuais no número de entrevistadas que observaram negócios abaixo do esperado, que estava em 47% na pesquisa de setembro e passou para 26% em outubro.

Quanto ao nível de emprego, observou-se elevação de 16% para 21% no total de empresas que citaram incremento no quadro de funcionários. Também vale ressaltar a retração de 14% para 10% nas indicações de queda.

Os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), mostraram aumento em 16 vagas no total de empregados da indústria eletroeletrônica no mês de setembro, totalizando 237,5 mil trabalhadores.

Apesar de esse crescimento ter sido bastante modesto, este foi o terceiro incremento consecutivo, após duas quedas seguidas.

Ainda nessa sondagem, a utilização da capacidade instalada aumentou de 76% para 77%. Esse resultado ficou 3 pontos percentuais acima do apontando no final do ano passado (74%), porém ainda permanece alto o nível de ociosidade do setor.

No mercado internacional, observou-se elevação de 33% para 43% no total de empresas que verificaram aumento nas exportações.

Porém, conforme dados da SECEX/MDIC, as vendas externas de produtos elétricos e eletrônicos acumularam queda de 5,1% nos primeiros dez meses deste ano em relação ao igual período de 2018. Esse resultado demonstra que as exportações não estão contribuindo com o desempenho do setor.

No caso das importações, observou-se leve acréscimo de 0,4% no período de janeiro a outubro de 2019 em comparação com igual período do ano passado.

Ainda neste levantamento, 74% das entrevistadas relataram que os estoques de componentes e matérias-primas estavam normais. No caso de produtos finais, esse percentual foi de 65%. Destacou-se, neste último caso, a elevação de 13% para 23% nas indicações de estoques acima do normal.

Também foi observado na pesquisa de outubro que 90% das empresas não tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Destacou-se a redução nos dois últimos levantamentos no total de empresas que perceberam pressões nos preços de componentes e matérias-primas, que estavam em 32% em agosto, passou para 24% em setembro e recuou para 20% em outubro.

Também recuou o número de empresas que sentiram pressões em outros custos, como de energia, água, impostos, entre outros, que passaram de 37% das pesquisadas em agosto, para 32% em outubro.

A pesquisa mostrou ainda que 72% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro.

Das demais, 75% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

Mesmo com os principais indicadores do setor demonstrando que a retomada da atividade vem acontecendo em um ritmo muito lento no decorrer deste ano, as expectativas permanecem favoráveis para os próximos meses.

Os empresários do setor eletroeletrônico estão atentos ao andamento da agenda das reformas estruturais do País, principalmente das reformas da Previdência, Tributária e Fiscal.

Além dessas reformas, o cenário econômico do país encontra-se em condições mais favoráveis, com inflação controlada e queda da taxa de juros.

Destacou-se também o aumento, no último mês, nas projeções do Boletim Focus do Banco Central para o PIB deste ano (de +0,88% para +0,92%) e para 2020 (de +2,00% para +2,17%).

Por outro lado, no cenário internacional, a guerra comercial entre os Estados Unidos e China e a crise na Argentina preocupam os investidores do setor.

No mês de outubro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, aumentou 0,8 ponto, atingindo 57,5 pontos.

Pelo lado do consumo, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado trimestralmente pela CNI, ficou praticamente estável, passando de 47,0 em junho para 47,3 pontos em setembro. Apesar da pequena diferença, esse incremento interrompeu a sequência de duas quedas seguidas.

Conforme a Sondagem realizada em outubro, foi identificado que 46% das entrevistadas relataram que os seus negócios no ano de 2019 ficaram abaixo do que o esperado, 31% observaram resultados conforme suas expectativas e 23% tiveram negócios acima do esperado.

Expectativa dos Negocios

Mesmo assim, as expectativas para 2019 continuaram favoráveis, com 69% das entrevistadas projetando crescimento, 17% estabilidade e 14% queda em relação a 2018. Esse resultado foi igual ao verificado na pesquisa anterior.

Conforme a maior parte das empresas pesquisadas, a palavra que melhor definiu o ano de 2019 foi: “desafiador”.

Também foram citadas palavras positivas tais como: excelente, ótimo, bom, superação, entre outras. Como adjetivos negativos: desastroso, difícil, ruim, péssimo, etc.

Expectativa de Vendas

Nesse levantamento foi verificado que 94% das entrevistadas estão confiantes para 2020. Dentre os principais motivos para esse sentimento estão: a aprovação das reformas; perspectiva de crescimento da economia; cenário macroeconômico mais favorável; aumento de investimentos; desenvolvimento de novos projetos; lançamento de novos produtos; entre outros.

Ainda referente a 2020, 76% das empresas estão projetando crescimento, 21% estabilidade e 3% queda em relação a 2019.

Confiança das Empresas

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

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