Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Nov/2017

Sondagem

A sondagem de conjuntura realizada no mês de novembro de 2017 registrou, novamente, indicadores mais favoráveis da indústria elétrica e eletrônica em relação aos apontados nos levantamentos anteriores.

Destacou-se nesta última pesquisa, o aumento significativo no percentual de empresas que verificaram crescimento nas vendas/encomendas, acompanhado de redução nas indicações de queda, ao comparar com o mesmo mês do ano passado.

Também vem reduzindo o número de empresas que tiveram negócios abaixo das suas expectativas.

O nível de emprego apontou tendência de estabilidade. Observou-se, nos dois últimos levantamentos, aumento discreto nas indicações de incremento no total de trabalhadores. Na sondagem de novembro verificou-se, também, redução no percentual de empresas que diminuiu o quadro de funcionários.

A utilização da capacidade instalada vem aumentando nos últimos meses, mantendo em 77%, em novembro de 2017.

Permaneceram normais os níveis de estoques, tanto de componentes e matérias-primas, como de produtos acabados.

Quanto às exportações, observou-se aumento nas indicações de crescimento e redução no percentual de empresas que diminuíram as vendas externas.

As expectativas são positivas para os próximos meses, com maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda para o 1º trimestre e para o 1º semestre de 2018, comparados com iguais períodos do ano anterior.

Para o ano de 2018, 77% das empresas projetam crescimento, 15% estabilidade e 8% queda.

A sondagem de conjuntura realizada no mês de novembro de 2017 registrou, novamente, indicadores mais favoráveis da indústria elétrica e eletrônica em relação aos apontados nos levantamentos anteriores.

Destacou-se nesta última pesquisa, o aumento significativo no percentual de empresas que verificaram crescimento nas vendas/encomendas, que estava em 59% na sondagem de outubro e subiu para 72%, na pesquisa de novembro.

Verificou-se, também, retração de 10 pontos percentuais nas indicações de queda, passando de 26% das empresas para 16%, no período citado.

Também vem reduzindo o número de empresas que tiveram negócios abaixo das suas expectativas, que diminuíram de 44%, para 40%, e 31%, nas três últimas pesquisas.

O nível de emprego apontou, nos dois últimos levantamentos, aumento discreto nas indicações de incremento no total de trabalhadores, que passaram de 14%, para 17% e 18%.

Nota-se tendência de estabilidade, com 73% das pesquisadas dando essa indicação.

Ainda referente ao emprego, destacou-se nesta última sondagem, a redução no percentual de empresas que diminuiu o quadro de funcionários, que passou de 13% em outubro, para 9% em novembro.

Conforme dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o setor elétrico e eletrônico aumentou 1.310 vagas no mês de outubro de 2017.

Esse foi o quarto mês consecutivo de crescimento no nível de emprego. Com isso, no acumulado dos primeiros dez meses de 2017, o total de empregados do setor aumentou em 4,4 mil postos de trabalho, totalizando 237,2 mil funcionários no final de outubro.

A utilização da capacidade instalada vem aumentando nos últimos meses, mantendo-se em 77%, em novembro de 2017. É importante lembrar que no final de 2016 esse indicador estava em 71%.

Os níveis de estoques, tanto de componentes e matérias-primas como de produtos acabados, também permaneceram com tendência de estabilidade. Nesta última pesquisa, 71% das entrevistadas relataram normalidade nos estoques de matérias-primas e componentes, e 66%, nos estoques de produtos finais.

Quanto às exportações, observou-se aumento de 39% para 41% nas indicações de crescimento, concomitantemente à redução de 30% para 18% no percentual de empresas que diminuíram as vendas externas.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC), as exportações de produtos elétricos e eletrônicos aumentaram 4,2% no acumulado de janeiro-novembro de 2017 em relação ao mesmo período de 2016, atingindo US$ 5,3 bilhões.

O incremento das importações de bens do setor foi de 16,3%, que totalizou US$ 27,2 bilhões.

Ainda nessa sondagem, verificou-se que a maior parte das empresas (77%) permaneceu sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Notou-se que 38% das empresas que perceberam pressões nos preços acima do normal. Este resultado ficou abaixo do apontado na pesquisa de outubro, que havia atingido 43%.

No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, também ocorreu redução no total de entrevistadas que estão observando pressões nestes custos, que recuou de 39% na sondagem de outubro para 31% neste último levantamento.

A Sondagem identificou ainda que 72% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 37% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

As expectativas são positivas para os próximos meses, com maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda para o mês de dezembro deste ano, para o 1º trimestre e para o 1º semestre de 2018, sempre comparados com iguais períodos do ano anterior.

Especificamente para o ano de 2017, 63% das empresas projetam crescimento, 10% esperam estabilidade, e 27% tem previsão de queda.

Empresas

Para 2018, as expectativas são favoráveis, com 77% das entrevistadas prevendo crescimento, 15%, estabilidade e 8% queda. Essas projeções ficaram próximas das apontadas na pesquisa anterior.

Empresas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Aspectos Setoriais

· Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os fabricantes de Automação Industrial e Equipamentos Industriais, segmentos que dependem de investimentos, permaneceram com negócios amenos em função das incertezas da atual conjuntura do País.

Mesmo com esse cenário, o empresário industrial está encerrando o ano com confiança elevada. Segundo a CNI, o ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial – cresceu 1,8 ponto em dezembro comparado a novembro, atingindo 58,3 pontos. Com isso, o ICEI atingiu o melhor resultado desde novembro de 2012.

· Material Elétrico de Instalação

Os negócios das empresas fabricantes de Material Elétrico de Instalação continuaram sofrendo os efeitos da queda da atividade da Construção Civil.

As vendas deste segmento ficaram mais concentrados no segmento de varejo, voltadas para reformas e pequenas construções.

Porém, as perspectivas são otimistas. Segundo a Sondagem da Indústria da Construção da CNI, as expectativas são otimistas para 2018, com crescimento para os próximos meses.

· Informática e Telecomunicações

No caso de bens de consumo, nos primeiros meses deste ano, destacaram-se as vendas de smartphones e notebooks que contaram, também, com a liberação do FGTS.

Apesar desse comportamento, a confiança do consumidor encerrou 2017 em baixa. Conforme dados da CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor – INEC apresentou queda de 0,5% em dezembro, após a estabilidade registrada no mês anterior. O índice alternou altas e baixas nos últimos meses e está finalizando 2017 em um patamar muito próximo ao que terminou o ano passado.

· GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Na Geração, os negócios permaneceram modestos. A retomada dos leilões deste ano deverá dar algum alívio ao setor, mas os volumes contratados ficarão aquém do considerado ideal pelas indústrias.

No leilão ocorrido no último dia 18 de dezembro, o primeiro desde o cancelamento do leilão de energia renovável no fim de 2016, o volume contratado pode ser considerado baixo para a média histórica.

Foram viabilizados 25 novos projetos de geração, com previsão de entrada em operação em janeiro de 2021. O destaque positivo foi a fonte solar, que totalizou 20 desses projetos.

Ainda neste ano, no próximo dia 20 de dezembro será realizado outro leilão, e a perspectiva é que os volumes sejam maiores porque o prazo de entrega das usinas é mais longo, de seis anos. Até 2023, a expectativa é que o consumo de energia no país já tinha se recuperado e haverá uma demanda maior.

Na Transmissão, os investimentos foram mais regulares, e as empresas continuam contando com os leilões realizados nos últimos anos.

E em Distribuição, os negócios permaneceram parados e afetados, principalmente, pela baixa atividade econômica uma vez que este segmento depende de forma significativa do consumo industrial, que não vem mostrando reação neste ano.

ANEXOS

Vendas/Encomendas

 

Informações Adicionais

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Informações Imprensa

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