Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Nov/2019

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de novembro de 2019 mostrou indicadores menos favoráveis do que os verificados em outubro de 2019.

Esse resultado já era esperado, uma vez que os dois últimos meses do ano costumam apontar negócios mais tímidos em relação aos meses anteriores (setembro e outubro).

Mesmo assim, as expectativas continuam otimistas para 2020, com 79% das empresas projetando crescimento, 18% estabilidade e apenas 3% queda em relação a 2019.

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de novembro de 2019 mostrou indicadores menos favoráveis do que os verificados em outubro de 2019.

Esse resultado já era esperado, uma vez que os dois últimos meses do ano costumam apontar negócios mais tímidos em relação aos meses anteriores (setembro e outubro).

Neste último levantamento, permaneceu alto o número de empresas que verificaram crescimento nas vendas/encomendas (58%) comparadas ao igual mês do ano passado, apesar de ficar 2 pontos percentuais abaixo do observado na pesquisa anterior (60%).

Destacou-se a elevação de 15% para 28% no total de empresas que relataram queda nas vendas/encomendas.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, notou-se redução mais significativa no percentual de entrevistadas que citaram incremento nas vendas/encomendas, que passou de 60% para 38% nessa última pesquisa.

Neste caso também foi observado incremento (de 14% para 37%) no número de entrevistadas que indicaram redução nas vendas.

Também foi desfavorável a elevação de 26% para 38% no total de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado.

No que se refere ao nível de emprego, caiu 11 pontos percentuais o número de pesquisadas que citaram incremento no quadro de funcionários, que estava em 21% na sondagem de outubro e passou para 10% em novembro.

Os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), mostraram redução de 69 vagas no total de empregados da indústria eletroeletrônica no mês de outubro, totalizando 237,5 mil trabalhadores.

Também foi observada redução no percentual de empresas que aumentaram as exportações, que caíram de 43% na pesquisa de outubro, para 30% em novembro de 2019.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as vendas externas de produtos elétricos e eletrônicos acumularam queda de 4,4% nos primeiros onze meses deste ano em relação ao igual período de 2018. Esse resultado demonstra que as exportações não estão contribuindo com o desempenho do setor.

No caso das importações, observou-se estabilidade no período de janeiro a novembro de 2019 em comparação com igual período do ano passado.

Por outro lado, a utilização da capacidade instalada aumentou de 77% para 78%, neste último levantamento.

No caso de estoques, notou-se um ajuste nos produtos acabados, com diminuição de 23% para 19% no total de entrevistadas que indicaram estoques acima do normal.

Os estoques de componentes matérias-primas não mostraram alterações significativas. Em ambos os casos, 71% das pesquisadas indicaram situação de normalidade nos estoques.

Destacou-se nessa sondagem, o aumento de 10 pontos percentuais no total de empresas que perceberam pressões nos preços de componentes e matérias-primas, que estavam em 20% em outubro e passou para 30% em novembro.

Ressalta-se que esse resultado foi influenciado pela desvalorização do real frente ao dólar, que atingiu 10% no mês de novembro de 2019 (R$ 4,1553) ao comparar com a média de novembro do ano passado (R$ 3,7867)

Vale lembrar que, conforme dados elaborados pela Abinee com base em informações do IBGE e do SECEX/MDIC, do total de insumos (matérias-primas e componentes) utilizados pelas empresas fabricantes de produtos do setor, cerca de 60% referem-se a componentes elétricos e eletrônicos importados.

Porém, a maior parte das empresas, ou seja, 87% das entrevistadas, não está tendo dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Diminuiu de 32% para 29% o número de empresas que sentiram pressões em outros custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros.

A pesquisa mostrou ainda que 72% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 85% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

Mesmo com os principais indicadores do setor apontando resultados menos favoráveis no mês de novembro, as expectativas são favoráveis para 2020.

Os empresários do setor eletroeletrônico estão atentos ao andamento da agenda das reformas estruturais do País, principalmente das reformas da Previdência, Tributária e Fiscal.

Além dessas reformas, o cenário econômico do país encontra-se em condições mais favoráveis, com inflação controlada e queda da taxa de juros. Por outro lado, no cenário internacional, a guerra comercial entre os Estados Unidos e China e a crise na Argentina preocupam os investidores do setor.

No mês de novembro de 2019, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, cresceu pelo segundo mês consecutivo, atingindo 61,0 pontos.

Pelo lado do consumo, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado trimestralmente pela CNI, ficou praticamente estável, passando de 47,0 em junho para 47,3 pontos em setembro. Apesar da pequena diferença, esse incremento interrompeu a sequência de duas quedas seguidas.

As expectativas para os próximos meses são favoráveis com 70% das empresas com projeção de crescimento para o 1º trimestre de 2020 em relação ao igual período de 2019.

Para o 1º semestre de 2020, 77% das entrevistadas projetam incremento nas vendas/encomendas ao comparar com o 1º semestre de 2019.

Expectativa de Vendas

Nos dois últimos levantamentos, aumentou de 74% para 79% o número de empresas que estão projetando crescimento para o ano 2020 em relação ao ano anterior.

Ainda referente a 2020, 18% estão prevendo estabilidade, e apenas 3% queda em relação a 2019.

Também foi identificado na sondagem de novembro, que 46% das empresas pretendem aumentar os investimentos em 2020 em relação a 2019, 44% têm a intenção de manter no mesmo patamar de 2019, e 10% deverão reduzir os investimentos no próximo ano.

Expectativa de Vendas

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica

Escritório Central: Avenida Paulista, 1313 - 7º andar - 01311-923 - São Paulo - SP
Fone: 11 2175-0000 - Fax: 11 2175-0090