Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Fev/2019

Sondagem

Os indicadores do setor eletroeletrônico apontados na sondagem de conjuntura realizada em fevereiro de 2019 permaneceram favoráveis nesse inicio de ano.

Dentre esses indicadores, foram observados: melhora no nível de emprego, aumento da utilização da capacidade instalada, ampliação no total de entrevistadas que verificaram negócios acima do esperado e elevação no percentual de empresas que incrementaram as exportações.

No caso das vendas/encomendas e de estoques, tanto de matérias-primas e componentes, como de produtos finais foi observada estabilidade em relação à pesquisa de janeiro.

Também permaneceu o otimismo das empresas para 2019, com 79% das entrevistadas projetando crescimento para o ano.

Os indicadores do setor eletroeletrônico apontados na sondagem de conjuntura realizada em fevereiro de 2019 permaneceram favoráveis nesse inicio de ano.

Entre esses indicadores, observou-se melhora no nível de emprego, com aumento no percentual de empresas que indicaram ampliação no quadro de funcionários de 11% para 20% entre janeiro e fevereiro.

Conforme dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o número de empregados do setor aumentou 2.093 vagas no mês de janeiro de 2019, totalizando 234,3 mil funcionários.

Também foi verificada na sondagem de fevereiro, aumento da utilização da capacidade instalada, que passou de 72% para 74%. Vale lembrar que esse percentual havia atingido 77% em setembro do ano passado, e foi recuando nos meses seguintes até chegar em 72% no levantamento de janeiro deste ano.

As exportações vêm apresentando fortes oscilações, o que ainda não demostra tendência de melhora. Porém vale notar a ampliação de 22% para 33% no número de indicações de incremento das vendas externas em relação aos mesmos períodos de 2018.

Já os dados da SECEX/MDIC mostram queda de 1,2% nas exportações de produtos elétricos e eletrônicos em fevereiro de 2019, comparadas a fevereiro do ano passado.

As importações (-3,2%) também apontaram desempenho inferior ao registrado no igual mês de 2018.

No caso das vendas/encomendas não foram observadas alterações significativas em relação à pesquisa realizada em janeiro. Na comparação com o igual período do ano passado, permaneceu em 61% o percentual de empresas que citou crescimento. Em relação ao mês imediatamente anterior, esse total passou de 49% para 48% nos dois últimos levantamentos.

Porém foi favorável o aumento de 15% para 23% no número de entrevistadas que tiveram negócios acima do esperado.

Além das vendas, as indicações referentes aos estoques também ficaram praticamente estáveis ao comparar com a sondagem anterior. Na pesquisa de fevereiro, 70% das entrevistadas apontaram situação de normalidade nos estoques de componentes e matérias-primas, e 72% nos produtos acabados.

Observou-se também a queda no número de pesquisadas que tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas, que vem caindo a três meses consecutivos, passando de 24% em novembro para 14% em fevereiro de 2019.

Nessa última sondagem, passou de 34% para 36% o percentual de empresas que percebeu pressões acima do normal nos preços destes itens. Mas é importante lembrar que esse total vem diminuindo desde setembro do ano passado, quando estava em 63%.

No caso de outros custos, como energia, água, impostos, entre outros, as indicações de entrevistadas que citaram pressões nesses custos reduziram-se de 37% para 35%.

A sondagem identificou ainda que 64% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 72% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

Assim como observado na sondagem anterior, nesse último levantamento continuou o otimismo para 2019.

Para o mês de março, 61% das empresas projetam crescimento em relação a março de 2018. Para o 1º trimestre de 2019, esse percentual atinge 65% e para o 1º semestre alcança 77%, sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) encerrou 2018 com 114,3 pontos, apontando o sexto aumento consecutivo, o que indica perspectivas mais otimistas. Esse resultado foi o maior desde março de 2013.

Também permaneceu elevada a confiança do empresário da indústria eletroeletrônica. Conforme dados da CNI agregados pela Abinee, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico atingiu 63,6 pontos em fevereiro de 2019, resultado superior ao verificado em fevereiro de 2018 (60,7 pontos). É importante lembrar que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário.

Conforme a última sondagem, 79% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018. Esse percentual foi inferior aos observados nos levantamentos anteriores, porém permaneceu elevado.

Ainda referente ao ano de 2019, 15% das pesquisadas esperam estabilidade e 6% prevê queda.

Sua empresa repassou o aumento de custos decorrente da elevação do dólar?

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 
 

Informações Adicionais

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Gerente de Economia

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Informações Imprensa

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