Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Novembro/2020

Sondagem

A sondagem de conjuntura realizada em novembro de 2020 mostrou que os principais indicadores da indústria eletroeletrônica continuam apontando resultados favoráveis. Vale lembrar que esses indicadores vêm melhorando desde junho deste ano, sinalizando retomada da atividade.

A melhora registrada nas sondagens nos últimos meses também foi observada nos dados de produção do IBGE, no índice de confiança da CNI, no nível de emprego do Novo Caged, entre outros.

As perspectivas para o ano de 2021 estão otimistas, com 81% das entrevistadas projetando crescimento em relação a 2020, 16% estão prevendo estabilidade e apenas 3% esperam queda.

A sondagem de conjuntura realizada em novembro de 2020 mostrou que os principais indicadores da indústria eletroeletrônica continuam apontando resultados favoráveis. Vale lembrar que esses indicadores vêm melhorando desde junho deste ano, sinalizando retomada da atividade.

A melhora registrada nas sondagens nos últimos meses também foi observada nos dados de produção do IBGE, no índice de confiança da CNI, no nível de emprego do Novo Caged, entre outros.

Nesta sondagem destacou-se a redução de 25% para 16% no número de entrevistadas que citaram queda nas vendas/encomendas em comparação com o igual período do ano anterior. Notou-se também que o percentual de empresas que relataram crescimento permaneceu elevado (65%), apontando o mesmo resultado da pesquisa anterior.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, as indicações de aumento de vendas recuaram de 49% para 45%. Essa queda já era esperada devido à sazonalidade, uma vez que a maior parte da produção e das vendas da indústria para abastecer o comércio, tanto para a Black Friday quanto para o final de ano, ocorre nos meses anteriores, principalmente até outubro.

Ressalta-se que, mesmo assim, a redução de 4 pontos percentuais observada nesse levantamento foi bem menos expressiva do que a queda de 22 pontos percentuais verificada nos mesmos períodos do ano passado, quando as indicações de crescimento das vendas passaram de 60% das entrevistadas em outubro de 2019 para 38% em novembro de 2019.

Destacou-se também a redução de 19% para 12% no número de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado, concomitantemente ao aumento de 33% para 41% no total de entrevistadas que relataram negócios acima das expectativas.

No que se refere ao nível de emprego, aumentou de 29% para 33% o total de empresas que elevaram o número de empregados. Este foi o sexto crescimento consecutivo. Vale lembrar que esse percentual estava em apenas 4% entre abril e maio.

Conforme projeções da Abinee, o número de empregados no setor deverá aumentar de 234,5 mil em 2019 para 243,0 mil no final de 2020, representando elevação de 4%, ou seja, incremento de 8,5 mil trabalhadores.

A utilização da capacidade instalada passou de 77% em outubro de 2020 para 78% em novembro de 2020, retomando o nível observado em dezembro de 2019.

No mercado internacional, observou-se, nas duas últimas pesquisas, incremento de dois pontos percentuais no número de empresas que citaram crescimento nas exportações, que passaram de 42% para 44%.

Mesmo assim, conforme os dados da SECEX/MDIC, as exportações não estão esboçando reação neste ano. Conforme projeções da Abinee, as vendas externas de produtos do setor deverão recuar 21% em 2020 comparadas a 2019, passando de US$ 5,6 bilhões para US$ 4,4 bilhões.

As importações deverão se retrair em 10% em 2020, somando US$ 28,9 bilhões, refletindo o baixo nível de atividade da indústria.

Ainda nessa sondagem, entre as empresas que utilizam financiamentos para capital de giro, permaneceu baixo o número de entrevistadas que relataram dificuldades na sua obtenção (16%).

Esse percentual foi muito inferior aos 67% verificados em abril. A dificuldade no acesso ao crédito foi um dos principais entraves encontrados pelas empresas no início da pandemia.

Ainda referente aos financiamentos para capital de giro, 72% das entrevistadas não utilizam esses recursos.

No que se refere aos estoques, permanece elevado o número de pesquisadas com estoques abaixo do normal, tanto no caso de componentes e matérias-primas (37%), como nos produtos acabados (41%). Vale lembrar que esses percentuais estavam por volta de 13% (em média) no 1º trimestre deste ano.

Ainda neste levantamento, ampliou-se, pela quinta vez consecutiva, o número de empresas que sentiram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas, que estava em 21% em junho e subiu para 77% em novembro.

Nas últimas sondagens também vem sendo observada ampliação no número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos custos de componentes e matérias-primas, que atingiu 84% em novembro, um ponto percentual abaixo do apontado no levantamento de outubro (85%). Este resultado permaneceu muito acima do verificado em janeiro, que estava em 30%.

Conforme as entrevistadas, entre os principais fatores que estão gerando a elevação nos custos de componentes e matérias-primas destacam-se a desvalorização cambial e o incremento nos preços dos fretes marítimo e aéreo. Vale lembrar as fortes oscilações na taxa de câmbio que vêm ocorrendo desde o início do ano, uma vez que, em janeiro, o dólar estava sendo cotado a R$ 4,15 (média mensal) e subiu para R$ 5,42 em novembro.

No caso de outros custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros, aumentou de 25% para 33% o total de entrevistadas que relatou pressões nestes custos.

Expectativas

As perspectivas para os próximos meses permanecem favoráveis, porém os empresários continuam cautelosos.

As empresas do setor eletroeletrônico esperam que a retomada da atividade continue nos próximos meses. Porém, estão atentas à evolução da pandemia no Brasil e no mundo, principalmente devido à segunda onda que está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos.

Por outro lado, existe muita expectativa com a vacinação contra a Covid-19, que já teve início na Russia, Reino Unido e nos Estados Unidos.

Expectativas de Vendas

O índice de confiança das empresas do setor, medido pela CNI e agregado pela Abinee, atingiu 62,9 pontos em novembro de 2020, resultado superior ao verificado no mesmo período de 2019 (61,0). Vale lembrar que resultados acima de 50 pontos indicam confiança do empresário industrial.

As expectativas para 2021 estão otimistas com aumento no número de entrevistadas projetando crescimento em comparação a 2020, passando de 70% em setembro para 81% em novembro de 2020.

Essa sondagem também identificou que 16% das empresas estão prevendo estabilidade e apenas 3% esperam queda.

Expectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

Cristina Keller

Analista de Economia

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Informações Imprensa

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