Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Ago/2019

Sondagem

No mês de agosto de 2019, a sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica apontou piora nas vendas/encomendas, após o resultado favorável registrado na pesquisa anterior.

Nota-se que esse indicador vem oscilando muito a cada mês desde o início do ano, o que não demostra uma tendência definida para o desempenho do setor.

As exportações também não estão contribuindo com os resultados da indústria eletroeletrônica.

Foi desfavorável a redução nas indicações de empresas que aumentaram seu quadro de funcionários.

Por outro lado, foi positiva a queda nos dois últimos meses no número de pesquisadas que observaram negócios abaixo do esperado.

Nesse levantamento, foram verificados ajustes nos estoques de componentes e matérias-primas e de produtos acabados com redução nas indicações de estoques acima do normal.

A utilização da capacidade instalada aumentou em 2 pontos percentuais, porém permanece alto o grau de ociosidade do setor.

Destacou-se o aumento no percentual de empresas que perceberam pressões nos preços de componentes e matérias-primas, influenciado pela desvalorização do real frente ao dólar.

Mesmo com os principais indicadores do setor demonstrando que a retomada da atividade vem acontecendo em um ritmo muito lento, as expectativas permanecem favoráveis para os próximos meses, com 67% das entrevistadas projetando aumento nas vendas neste 2º semestre em comparação ao igual período do ano passado.

Para 2019, 67% das entrevistadas estão prevendo crescimento em relação a 2018.

No mês de agosto de 2019, a sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica apontou piora nas vendas/encomendas, após o resultado favorável registrado na pesquisa anterior.

Nessa pesquisa, diminuíram de 68% para 51% as indicações de crescimento das vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado, concomitantemente à elevação de 19% para 27% nas indicações de retração.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, as indicações de aumento das vendas recuaram de 59% para 45% e o percentual de empresas que verificaram redução cresceu de 19% para 28%.

Nota-se que o indicador de vendas vem oscilando muito a cada mês desde o início do ano, o que não demostra uma tendência definida para o desempenho do setor.

As exportações também não estão contribuindo com os resultados da indústria eletroeletrônica, com 27% das empresas citando incremento nas vendas externas e 39% indicando queda. Essa foi a terceira vez consecutiva que as indicações de retração foram superiores às de crescimento.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos caíram 3,5% no acumulado dos primeiros oito meses de 2019 em relação ao igual período de 2018.

Destaca-se que mesmo com a desvalorização do real frente ao dólar (de 9% no acumulado de janeiro a agosto deste ano em relação ao igual período do ano passado), as exportações não esboçaram reação.

As importações caíram 2,1% nesse período, demonstrando o lento ritmo da retomada da atividade.

Também foi desfavorável a redução 16% para 12% nas indicações de empresas que aumentaram seu quadro de funcionários. Porém, vale ressaltar que a maior parte das entrevistadas continuou indicando estabilidade (73%).

Por outro lado, foi positiva a queda, nos dois últimos meses, no número de pesquisadas que observaram negócios abaixo do esperado. Nota-se que esse indicador estava em 63% na pesquisa de junho e reduziu-se para 32% na sondagem de agosto.

Nesse levantamento, foram verificados ajustes nos estoques de componentes e matérias-primas e de produtos acabados com redução nas indicações de estoques acima do normal. Nota-se que a maior parte das entrevistadas indicou situação de normalidade, atingindo 79% no caso de componentes e matérias-primas e 71% nos produtos acabados.

A utilização da capacidade instalada aumentou em 2 pontos percentuais, atingindo 76%. Mesmo com essa melhora, permanece alto o grau de ociosidade do setor.

Nessa sondagem, destacou-se o aumento de 11 pontos percentuais no total de empresas que perceberam pressões nos preços de componentes e matérias-primas, passando de 21% para 32%. Ressalta-se que esse resultado foi influenciado pela desvalorização do real frente ao dólar, que atingiu 7% no último dia de agosto de 2019 em relação ao final do ano passado.

Vale lembrar que, conforme dados elaborados pela Abinee com base em informações do IBGE e do SECEX/MDIC, do total de insumos (matérias-primas e componentes) utilizados pelas empresas fabricantes de produtos do setor, cerca de 60% referem-se a componentes elétricos e eletrônicos importados.

Porém, a maior parte das empresas, ou seja, 88% das entrevistadas, não está tendo dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Também foi verificada elevação no número de empresas que sentiram pressões em outros custos, como de energia, água, impostos, entre outros, que passaram de 31% para 37% das pesquisadas, maior percentual desde abril deste ano (38%).

A pesquisa mostrou ainda que 69% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro.

Das demais, 70% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

Mesmo com os principais indicadores do setor demonstrando que a retomada da atividade vem acontecendo em um ritmo muito lento, as expectativas permanecem favoráveis para os próximos meses.

Os empresários do setor eletroeletrônico estão atentos ao andamento da agenda das reformas estruturais do País, principalmente das reformas da Previdência e Tributária.

No cenário internacional, a guerra comercial entre os Estados Unidos e China e a crise na Argentina preocupam os investidores do setor.

No mês de agosto, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, recuou para 56,7 pontos, interrompendo a trajetória de crescimento observada nos últimos três meses.

Vale ressaltar que o ICEI do setor continua afastado da linha dos 50 pontos, o que mostra aumento da confiança do empresário neste 2º semestre, porém ainda em patamar inferior ao observado em janeiro de 2019 (65,1 pontos).

Já pelo lado do consumo, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) de junho, divulgado trimestralmente pela CNI, recuou pela segunda vez seguida, distanciando-se da linha de 50 pontos, para o lado da falta de confiança do consumidor.

O anúncio do governo quanto à liberação de saques de R$ 500,00 das contas ativas e inativas do FGTS não deverá trazer impacto expressivo nas vendas de produtos do setor eletroeletrônico.

Mesmo assim, 65% das empresas consultadas na sondagem de agosto projetam crescimento para as vendas/encomendas para o mês de setembro de 2019 em relação a setembro do ano passado. Para o 3º trimestre de 2019, esse percentual ficou em 61%, e para o 2º semestre, atingiu 67% - sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

Também foi identificado que 67% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018. Esse resultado foi o menor apontando neste ano, porém permanece otimista.

Ainda referente ao ano de 2019, 15% das pesquisadas estão prevendo queda e 18% estabilidade em relação a 2018.

Espectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 
 

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