Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Fev/2018

Sondagem

Na sondagem de conjuntura realizada no mês de fevereiro de 2018, os principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica mostraram comportamentos distintos.

Vale ressaltar que janeiro e fevereiro são meses de férias, portanto, normalmente apresentam atividade mais amena. Especificamente em fevereiro, o carnaval ocorreu na metade do mês, o que também pode ter diminuído o ritmo dos negócios.

Mesmo com esses fatores, e apesar da redução no percentual de empresas que apontaram crescimento nas vendas/encomendas em relação a fevereiro do ano passado, aumentaram as indicações de incremento na comparação com o mês imediatamente anterior.

Quanto ao nível de emprego, nota-se redução no total de empresas que elevou o número de trabalhadores. Porém, destaca-se que também diminuiu o número de entrevistadas que reduziram seu quadro de funcionários, totalizando apenas 3% das respostas apresentadas.

Também foi favorável o incremento nas indicações de expansão nas exportações.

Por outro lado, verificou-se aumento no total de empresas que tiveram negócios aquém das expectativas, o que demonstra menor previsibilidade das entrevistadas.

Observou-se também que permanece alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica, o que inibe a realização de novos investimentos.

Nessa sondagem foi observado aumento das indicações de empresas com estoques de produtos acabados acima do normal.

Porém, as expectativas são positivas para os próximos meses e para o ano de 2018, com maior número de empresas projetando crescimento do que entrevistados que esperam queda.

Na sondagem de conjuntura realizada no mês de fevereiro de 2018, os principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica mostraram comportamentos distintos.

Vale ressaltar que janeiro e fevereiro são meses de férias, portanto, normalmente apresentam atividade mais amena. Especificamente em fevereiro, o carnaval ocorreu na metade do mês, o que pode também ter diminuído o ritmo dos negócios.

Mesmo com esses fatores, e apesar da redução 59% para 55% no percentual de empresas que apontaram crescimento nas vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado, aumentaram as indicações de incremento na comparação com o mês imediatamente anterior, ampliando de 35% para 40%.

Quanto ao nível de emprego, nota-se redução do total de empresas que aumentou o número de trabalhadores, passando de 19% para 14%. Destaca-se, porém, que também diminuiu o total de entrevistadas que reduziram seu quadro de funcionários. Na pesquisa de dezembro de 2017, era de 18%, passando para 10% no levantamento de janeiro de 2018 e para apenas 3% das respostas apresentadas nesta última sondagem.

Conforme dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o setor eletroeletrônico aumentou 4.083 vagas nos meses de janeiro e fevereiro de 2018 em relação a dezembro do ano passado, totalizando 238,3 mil funcionários.

Também foi observado na sondagem de fevereiro de 2018 que 43% das empresas pretendem ampliar o quadro de funcionários este ano. Desse total, 45% já começou ou têm a intenção de iniciar este aumento no 1º trimestre de 2018; 38%, no 2º trimestre e 17%, no 2º semestre deste ano.

Empresas

Também foi favorável o incremento nas indicações de expansão nas exportações, que subiu 11 pontos percentuais, nas duas últimas pesquisas, alcançando mais da metade dos pesquisados (51%).

Segundo dados da Secex/MDIC – Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior –, as exportações de produtos eletroeletrônicos aumentaram 2,7% no mês de fevereiro de 2018 em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado dos dois primeiros meses de 2018, as vendas externas de produtos do setor expandiram-se 9,2% na comparação com o mesmo período de 2017, somando US$ 825 milhões.

No caso das importações, os incrementos foram de 24,2% em fevereiro, e de 19,2% no acumulado de janeiro-fevereiro de 2018, em relação aos iguais períodos de 2017, totalizando US$ 5,4 bilhões.

Na sondagem de conjuntura realizada em fevereiro, foi desfavorável o aumento no total de empresas que tiveram negócios aquém das expectativas, que estava em 34% das entrevistadas na pesquisa de janeiro, e cresceu para 46% no levantamento de fevereiro.

A utilização da capacidade instalada ficou estável, atingindo 75% nos dois últimos meses. Esse resultado está pouco abaixo do registrado no final do ano passado. Com isso, conclui-se que ainda permanece alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica, fato que inibe a realização de novos investimentos.

Mesmo assim, foi constatado nesse levantamento que 45% das pesquisadas têm intenção de ampliar os investimentos em 2018, sendo que 77% destas já iniciaram ou pretendem começar neste 1º trimestre do ano.

Ainda referente à intenção de investimentos, 17% das pesquisadas que planejam ampliar os investimentos devem iniciar este aumento no 2º trimestre deste ano; e 6%, a partir do 2º semestre.

Empresas

Foi desfavorável o aumento de 8 pontos percentuais nos total de empresas que estão com estoques de produtos acabados acima do normal, passando de 19% para 27% das pesquisadas.

No caso de estoques de matérias-primas, 71% das entrevistadas indicaram situação de normalidade.

Também nessa sondagem, verificou-se que a maior parte das empresas (78%) permaneceu sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Notou-se que 42% das empresas perceberam pressões nos preços acima do normal, resultado similar ao apontado na pesquisa de janeiro.

No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, observa-se uma tendência de queda no total de entrevistadas que sofrem pressões nestes custos, nos últimos três meses, passando de 37%, em dezembro, para 31% em fevereiro.

A sondagem identificou ainda que 65% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 26% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos, resultado inferior aos 33% observados na pesquisa de janeiro.

Expectativas

As expectativas são positivas para os próximos meses, com maior número de empresas projetando crescimento em relação às que esperam queda.

Vendas/Encomendas

Nota-se que 67% das empresas acreditam em incremento nas vendas no mês de março; 65% no 1º trimestre de 2018 e 76% no 1º semestre de 2018, sempre comparados aos mesmos períodos do ano anterior.

Para 2018, 76% das entrevistadas têm perspectivas de crescimento nas vendas/encomendas. Este percentual foi significativo, sendo, porém, inferior ao apontado nas últimas duas pesquisas (83%).

Ainda referente a este ano, é importante ressaltar que não houve aumento no total de empresas com projeções de queda (5%). A alteração ocorreu nas expectativas de estabilidade, que passaram de 11% para 19%.

Espectativas de vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

ANEXOS

Espectativas de vendas

 

Informações Adicionais

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Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

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Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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