Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Mar/2020

Sondagem

No mês de março de 2020, a sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica apontou resultados desfavoráveis entre os seus principais indicadores, demostrando os impactos da pandemia do Covid-19 na atividade do setor.

Com isso, as expectativas de crescimento nas vendas tanto para o mês de abril, como para o 2º trimestre, para o 1º semestre de 2020, e para o ano sofreram forte retração.

Para o ano 2020, o número de empresas que projetavam queda aumentou de 6% em fevereiro, para 43% em março. Enquanto que o percentual de entrevistadas com previsão de crescimento caiu de 83% para 28% no período citado.

No mês de março de 2020, a sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica apontou resultados desfavoráveis entre os seus principais indicadores, demostrando os impactos da pandemia do Covid-19 na atividade do setor.

Nesta última pesquisa, recuou de 51% para 45% o percentual de empresas que verificaram crescimento nas vendas/encomendas comparadas ao igual mês do ano passado. Também foi observada elevação de 28% para 38% nas indicações de diminuição.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, o número de entrevistadas que verificaram elevação nas vendas/encomendas aumentou de 35% para 41%. Vale lembrar que o mês de fevereiro (19 dias úteis) teve 3 dias úteis a menos do que o mês de março (22 dias úteis), em função do feriado do carnaval que ocorreu em fevereiro.

Mesmo assim, cresceram também as indicações de retração, que passaram de 29% em fevereiro, para 37% em março.

Foi desfavorável a expansão de 36% para 49% no número de empresas que relataram negócios abaixo de suas expectativas. Do total de entrevistadas apenas 34% observaram negócios conforme o esperado.

No mercado internacional, verificou-se aumento de 28% para 39% no percentual de entrevistadas que tiveram queda em suas exportações.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as vendas externas de produtos elétricos e eletrônicos recuaram 9,5% no acumulado de janeiro-março de 2020 em relação ao igual período de 2019, sendo que, apenas no mês de março, a retração foi de 11,5%.

A utilização da capacidade instalada caiu de 77% para 70% em março de 2020, menor patamar verificado desde julho de 2017 (69%).

Observou-se aumento nas indicações de estoques acima do normal tanto em componentes e matérias-primas (de 10% para 21%), como em produtos acabados (13% para 18%). Em ambos os casos 67% das empresas indicaram normalidade nos estoques. No mês anterior essa indicação estava em 74% e 70%, respectivamente.

No que se refere ao nível de emprego, ocorreu queda de 22% para 5% nas indicações de crescimento, e aumento de 8% para 13% nas indicações de redução. Vale ressaltar que 82% das entrevistadas sinalizaram estabilidade no número de empregados.

Das empresas que utilizam financiamentos para capital de giro, destacou-se o aumento, de 27% para 46%, no número de entrevistadas que relataram dificuldades na sua obtenção. Ressalta-se que 66% das pesquisadas não recorrem a esses instrumentos.

Segundo, as entrevistadas, o crédito está muito seletivo, os bancos estão exigindo muitas garantias e oferecem juros elevados, o que torna o financiamento inviável para as empresas de forma geral, principalmente para aquelas que já estão endividadas.

Ainda neste levantamento, destacou-se a ampliação de 34% para 41% no total de empresas que sentiram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Vale ressaltar que, no último levantamento sobre os impactos do Covid-19 divulgado pela Abinee no dia 13 de abril, foi identificado que 58% das pesquisadas relataram dificuldades no recebimento de componentes, insumos e matérias-primas não somente da China, mas também de diversos outros países e também por problemas locais, decorrentes da chegada do coronavírus no Brasil.

Ainda na sondagem de conjuntura do mês de março, 43% das empresas perceberam pressões acima do normal nos preços de componentes e matérias-primas. Vale ressaltar que esse percentual está em ascensão desde dezembro de 2019, quando havia registrado 21%.

Além dos problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos importados as empresas também estão sendo afetadas pelas fortes oscilações na taxa de câmbio. No mês de janeiro, o dólar estava cotado a R$ 4,15, passou para R$ 4,34 em fevereiro, e subiu para R$ 4,88 em março (média do mês).

Aumentou também, nos últimos três meses, o número de entrevistadas que sentiram pressões em outros custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros, que passou de 24% em dezembro de 2019, para 37% março de 2020.

Expectativas

As expectativas de crescimento nas vendas tanto para o mês de abril, como para o 2º trimestre, para o 1º semestre de 2020, e para o ano sofreram forte retração.

O cenário atual que se formou devido às paralisações na produção de algumas empresas, dificuldades no abastecimento de componentes, fortes oscilações na taxa de câmbio, decorrentes da pandemia do Covid-19, fez com que as estimativas para esse ano fossem revistas.

Para o ano de 2020, o número de empresas que projetavam queda aumentou de 6% em fevereiro, para 43% em março. Enquanto que o percentual de entrevistadas com previsão de crescimento caiu de 83% para 28% no período citado.

Ainda referente ao ano de 2020, 29% esperam estabilidade.

Vale lembrar que, no início de 2020, a previsão do Boletim Focus era de crescimento de 2,3% para o PIB do Brasil deste ano, e no último boletim divulgado no dia 17 de abril a projeção foi de retração de 2,96%.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, apontou forte queda de 24,2 pontos em abril, atingindo 32,6 pontos. Esse foi o menor índice observado na série histórica mensal do ICEI do setor, iniciada em janeiro de 2010.

Expectativa de Vendas

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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