Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Mar/2019

Sondagem

A sondagem de conjuntura realizada em março de 2019 apontou piora nos principais indicadores do setor eletroeletrônico em relação à pesquisa consolidada em fevereiro.

É importante ressaltar que os resultados apurados nesse último levantamento foram prejudicados pelo Carnaval, que, neste ano, ocorreu em março, enquanto que em 2018 aconteceu em fevereiro.

Entre esses indicadores foram observados: redução no número de empresas que registraram incremento nas vendas/encomendas, elevação no percentual de entrevistadas que tiveram negócios abaixo do esperado, aumento nos estoques de produtos acabados e diminuição da utilização da capacidade instalada.

Quanto ao nível de emprego, apesar de não ter sido observado aumento das indicações de contratações, notou-se uma diminuição nas indicações de demissões.

Também foi positiva a expansão no número de entrevistadas que aumentaram suas exportações.

Apesar dos resultados gerais ficarem aquém do esperado, permaneceram favoráveis as expectativas para 2019, com 78% das entrevistadas projetando crescimento no ano.

A sondagem de conjuntura realizada em março de 2019 apontou piora nos principais indicadores do setor eletroeletrônico em relação à pesquisa consolidada em fevereiro.

É importante ressaltar que os resultados apurados nesse último levantamento foram prejudicados pelo Carnaval, que, neste ano, ocorreu em março, enquanto que em 2018 aconteceu em fevereiro.

Entre esses indicadores verificou-se redução de 61% para 44% no número de empresas que registraram incremento nas vendas/encomendas em relação ao igual mês de 2018, ao mesmo tempo em que foi observada elevação de 20% para 31% nas indicações de queda.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, nota-se esse mesmo movimento, com diminuição nas indicações de crescimento (de 48% para 39%) e aumento nas indicações de queda nas vendas/encomendas (de 25% para 33%).

Também foi desfavorável a elevação de 30% para 47% no percentual de entrevistadas que tiveram negócios abaixo do esperado. Destacou-se também a redução de 23% para 10% no número de empresas que verificaram negócios além das expectativas.

Neste último levantamento, ampliaram-se de 17% para 20% as indicações de estoques de produtos acabados acima do normal.

No caso dos estoques de componentes e matérias-primas não foram observadas diferenças significativas nas duas últimas pesquisas, indicando estabilidade.

A utilização da capacidade instalada passou de 74% para 73% nas duas últimas sondagens. Vale lembrar que esse percentual havia atingido 77% em setembro do ano passado, e foi recuando nos meses seguintes até chegar em 72% no levantamento de janeiro deste ano.

Quanto ao nível de emprego, apesar de não ter sido observado aumento das indicações de contratações (19%), notou-se uma diminuição (de 11% para 7%) nas indicações de demissões.

Já os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), mostraram incremento de 4.192 empregados no setor eletroeletrônico nos meses de janeiro e fevereiro, totalizando 236,4 mil funcionários.

As exportações vêm apresentando fortes oscilações, o que ainda não indica tendência de melhora. Porém, vale observar a ampliação no número de indicações de incremento das vendas externas em relação aos mesmos períodos de 2018, ocorrida nos últimos dois meses, passando de 22% em janeiro para 43% em março.

Apesar dessa melhora, permanece elevado o total de entrevistadas que reduziram suas exportações, atingindo 34% na sondagem de março de 2019.

Os dados da SECEX/MDIC mostram queda de 8,0% nas exportações de produtos elétricos e eletrônicos no 1º trimestre de 2019, comparadas ao 1º trimestre do ano passado.

As importações também apontaram desempenho inferior (-4,9%) ao registrado no igual período de 2018.

Também foi identificado na sondagem que a maior parte das empresas (86%) não está tendo dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Porém, vem aumentando nos últimos dois meses, o total de empresas que perceberam pressões acima do normal nos preços destes itens. O percentual passou de 34% em janeiro para 43% em março. Contudo, é importante lembrar que esse indicador permanece inferior aos 63% registrados em setembro do ano passado.

As indicações de entrevistadas que citaram pressões em custos como energia, água, impostos, entre outros, elevaram-se de 35% em fevereiro para 39% em março.

A sondagem identificou ainda que 69% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 68% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos. É importante lembrar que em dezembro do ano passado, esse percentual havia atingido 78%.

Expectativas

Apesar dos indicadores recentes de atividade continuaram sinalizando uma recuperação ainda em ritmo muito fraco, permanece o otimismo para 2019.

A confiança do empresário da indústria eletroeletrônica continua elevada, mas recua pelo segundo mês consecutivo. Conforme dados da CNI agregados pela Abinee, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico apontou 61,8 pontos em março, abaixo dos resultados de fevereiro (63,6 pontos) e de janeiro, período em que esse indicador havia atingido 65,1 pontos.

Observa-se, porém, que mesmo com o esfriamento nos ânimos dos empresários observado nos últimos dois meses, esse indicador segue acima da linha dos 50 pontos pelo oitavo mês seguido, mostrando que permanece a confiança do empresário, porém em patamar inferior ao observado em janeiro deste ano. O ICEI varia de 0 a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário industrial e abaixo de 50 pontos mostram falta de confiança.

Nessa última sondagem, 60% das empresas projetam crescimento para as vendas/encomendas no o mês de abril em relação a abril do ano passado. Para o 2º trimestre de 2019, esse percentual atinge 76% e para o 1º semestre alcança 73%, sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

Também foi identificado que 78% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018, percentual similar (79%) ao observado no levantamento anterior, porém abaixo dos verificados entre os meses de outubro de 2018 e janeiro deste ano.

Ainda referente ao ano de 2019, 16% das pesquisadas esperam estabilidade e 6% preveem queda.

Sondagem

No que tange às expectativas quanto ao nível de emprego, notou-se nessa última sondagem que 39% das entrevistadas relataram que pretendem ampliar ou já ampliaram o número de empregados neste ano.

Desse total, 41% já aumentaram seu quadro de funcionários nos primeiros três meses deste ano, 41% pretendem ampliar no 2º trimestre de 2019 e 18% têm a intenção de aumentar no 2º semestre do ano.

Expectativa

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 
 

Informações Adicionais

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Gerente de Economia

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Informações Imprensa

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