Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Jun/2019

Sondagem

No mês de junho, a sondagem de conjuntura mostrou piora significativa nas vendas/encomendas tanto no mercado interno, como nas exportações.

Também foi desfavorável o aumento nas indicações de negócios abaixo do esperado.

No caso do emprego, apesar da elevação no número de empresas que citaram ampliação no quadro de funcionários, a maior parte dos entrevistados indicou estabilidade.

Nessa pesquisa foi observado ajuste nos estoques de produtos finais. Já os estoques de matérias-primas e componentes ficaram estáveis.

A utilização da capacidade instalada também indicou estabilidade, porém ainda permanece alto o grau de ociosidade do setor.

Apesar dos indicadores atuais ainda não demonstrarem uma tendência de retomada da atividade, permanecem favoráveis as expectativas para os próximos meses, com 70% das entrevistadas projetando crescimento neste ano em relação a 2018.

No mês de junho, a sondagem de conjuntura mostrou piora significativa nas vendas/encomendas tanto no mercado interno, como nas exportações.

No primeiro caso, verificou-se redução — de 63% em maio, para 36% em junho — nas indicações de crescimento das vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado; concomitantemente à elevação de 21% para 43% nas indicações de retração.

Essa foi a primeira vez, desde abril de 2017, que o percentual de empresas que observaram queda superou as indicações de crescimento.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, o número de entrevistadas que citaram incremento passou de 51% para 27%, enquanto ampliou-se de 22% para 55% o percentual de retração.

No caso das exportações foi observado esse mesmo comportamento, recuando de 40% para 27% as indicações de crescimento, ao mesmo tempo em que aumentaram de 28% para 44% as indicações de queda.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as vendas externas de produtos elétricos e eletrônicos recuaram 2,0% no 1º semestre de 2019 em relação ao igual período de 2018.

As importações (-1,9%) também caíram nesse período, mostrando a retração no mercado interno.

Também foi desfavorável o aumento de 37% para 63% no total de empresas que observaram negócios abaixo do esperado, maior percentual desde abril de 2017 (64%).

No caso do emprego, apesar da elevação de 13% para 16% no número de empresas que citaram ampliação no quadro de funcionários, a maior parte dos entrevistados indicou estabilidade (74%).

Os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), mostraram redução em 10 vagas do total empregados da indústria eletroeletrônica no mês de maio, totalizando 237,3 mil trabalhadores.

Esse resultado ficou praticamente estável em relação ao mês imediatamente anterior e também se igualou ao número de empregados apontado em maio do ano passado (237,3 mil).

Vale ressaltar que essa queda interrompeu a trajetória de crescimento que vinha ocorrendo nos últimos quatro meses.

Na sondagem de junho, foi observado ajuste nos estoques de produtos finais, com redução de 28% para 22% nas indicações de estoques acima do normal.

Já os estoques de matérias-primas e componentes ficaram estáveis. Nota-se que, nos dois casos, a maior parte das entrevistadas citou situação de normalidade nos níveis de estoques. (66% e 65%, respectivamente)

A utilização da capacidade instalada também ficou estável em 76%, porém ainda permanece alto o grau de ociosidade do setor.

Também foi identificada na sondagem de junho que a maior parte das empresas (86%) não está tendo dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Caiu de 45% para 26% o número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos preços destes itens.

Nessa sondagem, 32% das entrevistadas citaram pressões nos custos de outros itens como energia, água, impostos, percentual inferior ao verificado na pesquisa anterior (36%).

A pesquisa mostrou ainda que 70% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro.

Das demais, 80% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos, resultado superior ao observado na sondagem de maio (71%).

Expectativas

Apesar dos indicadores atuais ainda não demonstrarem uma tendência de retomada da atividade, permanecem favoráveis as expectativas para os próximos meses.

Os empresários do setor eletroeletrônico estão atentos ao andamento da agenda das reformas estruturais do país, principalmente das reformas da previdência e tributária.

No mês de julho, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, aumentou pelo segundo mês consecutivo, após quatro quedas seguidas.

Vale ressaltar que o ICEI é composto pelo índice de condições atuais e pelo índice de expectativas. Conforme dados da CNI, no mês de julho, o incremento do ICEI contou com a elevação no índice de expectativas, uma vez que o índice de condições atuais recuou, mantendo-se abaixo da linha divisória de 50 pontos.

Esse indicador mostra que os empresários continuam com expectativas otimistas para os próximos meses, mesmo com um cenário atual desfavorável.

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) de junho, divulgado pela CNI, recuou pela segunda vez seguida, distanciando-se da linha de 50 pontos, para o lado da falta de confiança do consumidor.

Porém, os fabricantes de bens de consumo estão aguardando que o Governo anuncie nessa semana a liberação de saques de uma parcela das contas ativas e inativas do FGTS, que deverá trazer impacto positivo nas vendas desses produtos.

Com tudo isso, 61% das empresas consultadas na sondagem de junho projetam crescimento para as vendas/encomendas para o mês de julho de 2019 em relação a julho do ano passado. Para o 3º trimestre de 2019, esse percentual atinge 67%, e para o 2º semestre, 66% - sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

Também foi identificado que 70% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018. Apesar de elevado, esse resultado foi 8 pontos percentuais abaixo do observado no levantamento anterior (78%), menor percentual verificado nesse ano.

Ressalta-se que também caíram as indicações de queda, passando de 10% para 6%, aumentando, portanto, o total de entrevistadas que projetam estabilidade (de 12% para 24%).

Sondagem

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

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