Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Dez/2018

Sondagem

Os principais indicadores do setor eletroeletrônico observados na sondagem de conjuntura realizada em dezembro de 2018 não apontaram alterações significativas em relação à pesquisa anterior.

Na última sondagem diminuíram as indicações de crescimento das vendas, porém esse comportamento já era esperado para o mês de dezembro, que sazonalmente apresenta desempenho mais moderado do que o dos meses anteriores. Nota-se que mesmo com esse resultado, reduziram-se as indicações de empresas que verificaram negócios abaixo das expectativas.

O nível de emprego, a utilização da capacidade instalada, os estoques de matérias-primas e componentes e as exportações ficaram praticamente estáveis em comparação com a sondagem de novembro.

No caso de estoques de produtos finais foi observada elevação no total de pesquisadas que identificaram estoques abaixo do normal.

O principal destaque continuou sendo o otimismo das empresas para 2019, com 85% das entrevistadas projetando crescimento para o ano. Esse percentual foi ainda maior do que os verificados nas pesquisas de outubro (82%) e de novembro (83%).

Os principais indicadores do setor eletroeletrônico observados na sondagem de conjuntura realizada em dezembro de 2018 não apontaram alterações significativas em relação à pesquisa anterior.

Verificou-se redução de 54% para 49% nas indicações de crescimento de vendas/encomendas em relação a dezembro de 2017. Ao comparar com o mês imediatamente anterior, a queda passa de 41% para 25%.

Ressalta-se, porém, que esse comportamento já era esperado para o mês de dezembro, que sazonalmente apresenta desempenho mais moderado do que o dos meses anteriores. Nota-se que, mesmo com esse resultado, reduziram-se as indicações de empresas que verificaram negócios abaixo das expectativas, que estava em 45% na sondagem de novembro e passou para 38% na pesquisa de dezembro.

O nível de emprego se manteve estável, com 77% das entrevistadas dando essa indicação, percentual próximo ao registrado em novembro (75%).

A capacidade instalada também permaneceu no mesmo patamar da pesquisa anterior, encerrando o ano com 74% de utilização.

No caso de estoques de matérias-primas e componentes, 68% das empresas indicaram normalidade, com poucas alterações nas indicações de estoques acima e abaixo do normal.

Já nos produtos acabados, apesar de também 68% das empresas citarem normalidade, destacou-se o aumento de 6% para 11% no número de entrevistadas que verificaram estoques abaixo no normal.

No que se refere às vendas para o mercado internacional, aumentaram de 41% para 43% as indicações de crescimento das exportações, concomitantemente à elevação de 29% para 30% no total de empresas que observaram queda, demonstrando pequenas variações em relação à pesquisa anterior.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos encerraram 2018 praticamente estáveis (+0,3%) em relação a 2017, atingindo US$ 5,9 bilhões.

No caso das importações, o incremento foi de 7,2%, somando US$ 31,8 bilhões em 2018.

Na sondagem de dezembro de 2018, diminuiu de 24% para 16% o número de pesquisadas que tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Recuou também o percentual de empresas que perceberam pressões nos preços destes itens acima do normal, que estava em 52% e caiu para 39%.

Esse comportamento também foi observado no caso de outros custos, como energia, água, impostos, entre outros, com redução de 40% para 34% nas indicações de entrevistadas que citaram pressões nesses custos.

A sondagem identificou ainda que 66% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, a maior parte, ou seja, 78% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

O principal destaque dessa sondagem continuou sendo o otimismo para 2019.

Para o mês de janeiro, 66% das empresas projetam crescimento em relação a janeiro de 2018. Para o 1º trimestre de 2019, esse percentual atinge 79% e para o 1º semestre alcança 83%, sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

Nesse último caso destaca-se que nenhuma entrevistada tem previsão de queda em relação ao 1º semestre do ano passado.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) encerrou 2018 com 114,3 pontos, apontando o sexto aumento consecutivo, o que indica perspectivas mais otimistas. Esse resultado foi o maior desde março de 2013.

Também foi favorável o comportamento do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, que conforme dados da CNI agregados pela Abinee, iniciou o ano com 65,1 pontos, resultado superior ao verificado em dezembro de 2018 (62,6 pontos).

Esse indicador ficou próximo ao atingido em novembro de 2018 (65,2 pontos) que foi o maior resultado dos últimos oito anos. Ressalta-se que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário.

Conforme a última sondagem, 85% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018. Esse percentual foi ainda maior do que os verificados nas pesquisas de outubro (82%) e de novembro (83%).

Ainda referente ao ano de 2019, 13% das pesquisadas esperam estabilidade e apenas 2% estão prevendo queda.

Sondagem

Expectativa

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

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Informações Imprensa

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