Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Jun/2018

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de junho de 2018, apontou melhora nos principais indicadores do setor em relação à pesquisa de maio.

Ressalta-se que a base de comparação é muito fraca, uma vez que os resultados registrados em maio sofreram forte impacto da greve dos caminhoneiros. No mês de junho, o desempenho do setor também sofreu influência da greve, porém, em menor intensidade.

Com isso, alguns indicadores registrados na sondagem de junho mostraram melhora em relação ao levantamento de maio, como: aumento no número de empresas que apontaram crescimento nas vendas/encomendas, redução no percentual de entrevistadas que tiveram negócios abaixo do esperado, ajustes de estoques, elevação no total de empresas que ampliaram as exportações e melhora nas expectativas para vendas/encomendas para 2018.

A utilização da capacidade instalada permaneceu em 75%, mesmo resultado apontado em maio.

Por outro lado, aumentaram as indicações de empresas que reduziram o quadro de funcionários.

É importante ressaltar, como já citado anteriormente, que os resultados mais favoráveis apontados nessa pesquisa foram comparados aos registrados na sondagem de maio, período fortemente impactado pela greve dos caminhoneiros. As empresas do setor continuam preocupadas com as incertezas políticas; pressões externas que acarretaram em oscilações do dólar; aumento nos preços dos insumos; redução nas projeções de crescimento do PIB; efeitos da greve dos caminhoneiros; entre outros.

Mesmo com esses entraves, as expectativas para o setor permanecem favoráveis com maior número de empresas projetando incremento do que as que esperam queda, tanto para o julho, como para o 3º trimestre e 2º semestre deste ano, sempre comparados aos iguais períodos de 2017.

Para o ano de 2018, apesar do aumento no número de empresas que projetam crescimento, ampliaram também as indicações com perspectivas de queda.

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de junho de 2018, apontou melhora nos principais indicadores do setor em relação à pesquisa de maio.

Ressalta-se que a base de comparação é muito fraca, uma vez que os resultados registrados em maio sofreram forte impacto da greve dos caminhoneiros. Vale lembrar que conforme o levantamento realizado pela Abinee, logo após o final da paralisação, o faturamento das indústrias eletroeletrônicas sofreu redução média de 20% no mês de maio em relação ao planejado. Essa perda representou cerca de R$ 2,5 bilhões.

Em junho, o desempenho do setor também sofreu influência da greve dos caminhoneiros, porém, em menor intensidade. Segundo outra pesquisa realizada pela Abinee, verificou-se que o faturamento no mês de junho de 2018 ficou em média 11% abaixo do projetado. Essa queda representou R$ 1,3 bilhão, que somada à perda ocorrida em maio (R$ 2,5 bilhões), totalizou redução de R$ 3,8 bilhões no faturamento do setor eletroeletrônico para o ano de 2018, somente em função da greve dos caminhoneiros.

A sondagem de junho mostrou melhora em alguns indicadores em relação ao levantamento de maio, como: aumento no número de empresas que apontaram crescimento nas vendas/encomendas, redução no percentual de entrevistadas que tiveram negócios abaixo do esperado, ajustes de estoques, elevação no total de empresas que ampliaram as exportações e melhora nas expectativas para vendas/encomendas para 2018.

Em junho, aumentou de 46% para 59%, o número de entrevistadas que verificou crescimento nas vendas/encomendas, concomitantemente a redução de 38% para 29%, nas indicações de queda em relação a junho de 2017.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior esse comportamento também foi observado, com elevação no total de empresas que ampliaram as vendas/encomendas (de 31% para 56%), e recuo nas indicações de retração (de 46% para 27%).

Também foi favorável a redução, de 58% para 49%, no total de pesquisadas que tiveram negócios abaixo das expectativas.

Na sondagem de junho notaram-se ajustes nos estoques, tanto de matérias-primas como de produtos acabados após o desequilíbrio ocorrido em maio decorrente da greve dos caminhoneiros.

Os principais entraves que a greve dos caminhoneiros gerou para as indústrias do setor, no mês de maio, foram a dificuldade de recebimento de insumos e a impossibilidade de entrega de seus produtos aos clientes.

Os resultados da sondagem de maio corroboram essas afirmações ao verificar maior número de empresas com estoques de matérias-primas e componentes abaixo do normal, que passaram de 7% para 23%. Na pesquisa de junho, esse percentual foi reduzido para 16%.

Também foi observada queda de 38%, em maio, para 32%, em junho, no total de empresas que tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas, após o final da greve dos caminhoneiros.

No caso de produtos acabados, na sondagem realizada em junho, voltou para 24% o total de entrevistadas que estavam com estoques acima do normal. Este percentual havia atingido 32% em maio.

No que se refere ao mercado internacional, subiu de 40% para 48%, o número de empresas que ampliaram suas exportações. Porém, segundo dados da Secex/MDIC – Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior –, as exportações de produtos eletroeletrônicos ficaram estáveis no mês de junho de 2018 em relação ao mesmo mês do ano passado.

A utilização da capacidade instalada permaneceu em 75%, mesmo resultado apontado em maio.

Por outro lado, aumentaram de 13% para 19%, as indicações de empresas que reduziram o quadro de funcionários.

Conforme dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), no mês de junho de 2018, o número de empregados do setor foi reduzido em 1.078 vagas, totalizando 236,3 mil funcionários.

Essa foi a terceira vez consecutiva que o número de empregados do setor recua.

Também nesse levantamento verificou-se aumento, de 61% para 64%, no número de empresas que perceberam pressões nos preços de componentes e matérias-primas acima do normal.

Conforme essa última sondagem, o aumento nestes custos decorrente da elevação do dólar foi repassado totalmente para os preços para apenas 7% das entrevistadas. A maior parte das empresas, ou seja, 52% das pesquisadas, conseguiram repassar somente parte deste aumento. 35% não repassaram nada, e 6% não observaram elevação nos custos devido às oscilações do câmbio.

Sondagem

No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, recuou de 51% para 43% o total de entrevistadas que sofreram pressões nestes custos.

A sondagem identificou ainda que 69% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 41% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

É importante ressaltar, como já citado anteriormente, que os resultados mais favoráveis apontados nessa pesquisa foram comparados aos registrados na sondagem de maio, período fortemente impactado pela greve dos caminhoneiros.

As empresas do setor continuam preocupadas com as incertezas políticas; pressões externas que acarretaram em oscilações do dólar; aumento nos preços dos insumos; redução nas projeções de crescimento do PIB; impactos da greve dos caminhoneiros; entre outros. Este cenário vem inibindo o investimento do setor.

Nota-se que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, atingiu 49,9 pontos no mês de junho de 2018, recuando 5 pontos em relação ao mês imediatamente anterior (54,9 pontos).

É importante ressaltar, que no mês de junho, foi a primeira vez que o índice do setor ficou abaixo da linha dos 50 pontos desde dezembro de 2016, quando havia atingido 48,1 pontos. Este resultado indica falta de confiança do empresário da indústria eletroeletrônica.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor recuou 3,8% na passagem de maio para junho, atingindo 98,3 pontos. Este foi o menor indicador desde abril de 2016 (97,5 pontos).

Mesmo com esses resultados e com a redução do crescimento projetado para o PIB para este ano, as expectativas para o setor permanecem favoráveis com maior número de empresas projetando incremento do que as que esperam queda, tanto para o julho, como para o 3º trimestre e 2º semestre deste ano, sempre comparados aos iguais períodos de 2017.

Para o ano de 2018, apesar do aumento de 67% para 71% no número de empresas que projetam crescimento, ampliaram também as indicações com perspectivas de queda, que estavam em 4% em maio, e atingiram 11%, em junho.

Expectativa

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

ANEXOS

Vendas/Encomendas

 

Informações Adicionais

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Informações Imprensa

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