Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Dezembro/2020

Sondagem

A sondagem de conjuntura realizada em dezembro de 2020 mostrou redução no ritmo de crescimento dos principais indicadores da indústria eletroeletrônica, que vinham melhorando desde junho.

Destaca-se que esse comportamento já era esperado para o mês de dezembro que sazonalmente apresenta desempenho mais moderado do que o dos meses anteriores. Vale lembrar que a maior parte da produção e das vendas da indústria para abastecer o comércio para o final de ano já foram realizadas antes deste período.

As perspectivas para o ano de 2021 continuam otimistas, com 75% das entrevistadas projetando crescimento em relação a 2020, 22% esperam estabilidade e apenas 3% estão prevendo queda.

A sondagem de conjuntura realizada em dezembro de 2020 mostrou redução no ritmo de crescimento dos principais indicadores da indústria eletroeletrônica, que vinham melhorando desde junho.

Destaca-se que esse comportamento já era esperado para o mês de dezembro que sazonalmente apresenta desempenho mais moderado do que o dos meses anteriores. Vale lembrar que a maior parte da produção e das vendas da indústria para abastecer o comércio para o final de ano já foram realizadas antes deste período.

Neste levantamento, observou-se redução de 65% para 57% no número de entrevistadas que citaram aumento nas vendas/encomendas em comparação com o igual período do ano anterior.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, as indicações de elevações de vendas recuaram de 45% para 25%.

Apesar da elevação de 12% para 25% no número de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado, a maior parte dos entrevistados (75%) relataram negócios conforme o esperado (45%) ou acima das expectativas (30%).

No que se refere ao nível de emprego, recuou de 33% para 14% o total de empresas que elevaram o número de empregados, interrompendo o período de seis meses seguidos de crescimento. Vale destacar que 77% das pesquisadas citaram estabilidade e 9% queda.

Conforme dados do Novo Caged, a indústria eletroeletrônica abriu 2.245 postos de trabalho mês de novembro de 2020, atingindo 250,0 mil trabalhadores. Esse resultado surpreendeu, ficando acima do esperado, visto que, normalmente verifica-se queda no número de trabalhadores nos dois últimos meses do ano.

A utilização da capacidade instalada permaneceu em 78%, encerrando 2020 no nível observado em dezembro de 2019.

No mercado internacional, diminuiu de 44% em novembro de 2020 para 36% em dezembro de 2020 o número de empresas que citaram crescimento nas exportações. Nota-se que, mesmo assim, esse resultado foi superior às indicações de queda (27%).

Conforme os dados da SECEX/MDIC, as exportações cresceram 6% no mês de dezembro de 2020 em relação a dezembro de 2019. Destaca-se que essa foi a única vez que as exportações mensais em 2020 superaram às ocorridas em igual período do ano anterior. Porém, no acumulado no ano, as vendas externas de produtos do setor recuaram 21% em 2020 comparadas a 2019, passando de US$ 5,6 bilhões para US$ 4,5 bilhões.

As importações caíram 7% em 2020, somando US$ 29,8 bilhões, refletindo o baixo nível de atividade da indústria.

Ainda nessa sondagem, entre as empresas que utilizam financiamentos para capital de giro, destacou-se o baixo o número de entrevistadas que relataram dificuldades na sua obtenção, que reduziu-se de 16% para 5%. Esse percentual foi muito inferior aos 67% verificados em abril. A dificuldade no acesso ao crédito foi um dos principais entraves encontrados pelas empresas no início da pandemia.

Ainda referente aos financiamentos para capital de giro, 72% das entrevistadas não utilizam esses recursos.

Neste levantamento foi observado ajuste de estoques, com redução de 37% para 22% nas indicações de estoques de componentes e matérias-primas abaixo do normal e queda de 41% para 24% no caso de produtos acabados.

Mesmo assim, esses percentuais permanecem acima dos verificados no 1º trimestre deste ano que estavam por volta de 13% (em média).

Ainda neste levantamento, recuou de 77% para 71% o número de empresas que sentiram dificuldades na aquisição de componentes e matérias-primas. Apesar da queda, este percentual permaneceu bastante elevado.

Entre os insumos mais citados por essas empresas destacaram-se: o papelão, com 61% de indicações; cobre (39%); componentes eletrônicos provenientes da Ásia (39%) e materiais plásticos (37%).

Continuou alto também o número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos custos de componentes e matérias-primas, que atingiu 85% em dezembro. Este resultado vem se mantendo muito acima do verificado em janeiro, que estava em 30%.

Conforme as entrevistadas, entre os principais fatores que estão gerando a elevação nos custos de componentes e matérias-primas destacam-se a desvalorização cambial e o incremento nos preços dos fretes marítimo e aéreo.

No caso de outros custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros, aumentou de 33% para 38% o total de entrevistadas que relatou pressões nestes custos. Esta foi a sexta elevação seguida.

Expectativas

As perspectivas para os próximos meses são favoráveis, porém os empresários continuam cautelosos.

As empresas do setor eletroeletrônico esperam que a retomada da atividade continue nos próximos meses, porém, estão atentas à evolução da pandemia no Brasil e no mundo, principalmente devido à segunda onda que está ocorrendo em diversos países.

Apesar das incertezas quanto ao curso da pandemia, existem expectativas favoráveis devido ao início da aplicação da vacina. Porém, também é fundamental a aprovação das reformas que reduzam o Custo Brasil criando condições adequadas para produção e geração e empregos.

Do total de empresas pesquidadas, 55% esperam crescimento em janeiro de 2021 em comparação com janeiro de 2020. Para o 1º trimestre de 2021, esse percentual aumenta para 62% e para 1º semestre de 2021 atinge 72%, sempre comparados com iguais períodos do ano anterior.

Expectativas de Vendas

O índice de confiança das empresas do setor, medido pela CNI e agregado pela Abinee, atingiu 64,2 pontos no mês de dezembro de 2020, resultado superior ao verificado no mesmo período de 2020 (63,1). Vale lembrar que resultados acima de 50 pontos indicam confiança do empresário industrial.

As expectativas para 2021 estão otimistas com 75% das entrevistadas projetando crescimento em comparação a 2020. Vale destacar que esse percentual é bastante significativo, porém ficou 6 pontos percentuais abaixo do apontado na sondagem anterior que estava em 81%.

Nota-se que essas empresas alteraram suas projeções de crescimento para estabilidade (que aumentou de 16% para 22%), uma vez que o total de entrevistadas com previsão de queda permaneceu em apenas 3%.

Expectativa de Vendas

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

Cristina Keller

Analista de Economia

11 2175-0031

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

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