Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Set/2019

Sondagem

No mês de setembro de 2019, a sondagem de conjuntura do setor eletroeletrônico mostrou piora nos indicadores de vendas pelo segundo mês seguido.

Também foi desfavorável a elevação no número de entrevistadas que observaram negócios abaixo do esperado.

A utilização da capacidade instalada ficou estável ao comparar com a sondagem anterior.

Por outro lado, foi favorável o acréscimo no percentual de empresas que aumentaram seu quadro de funcionários. Vale lembrar que a maior parte das entrevistadas continuou indicando estabilidade.

Também foi verificado ajuste nos estoques de produtos acabados.

No mercado internacional, observou-se elevação no total de empresas que verificaram aumento nas exportações, igualando-se com as indicações de queda.

Mesmo com os principais indicadores do setor demonstrando que a retomada da atividade vem acontecendo em um ritmo muito lento, as expectativas permanecem favoráveis para os próximos meses e para o ano de 2019.

As expectativas são otimistas para 2020, com 74% das empresas projetando crescimento; 22%, estabilidade e 4%, queda em relação a 2019.

No mês de setembro de 2019, a sondagem de conjuntura do setor eletroeletrônico mostrou piora nos indicadores de vendas pelo segundo mês seguido.

Nesse último levantamento foi observada queda de 51% para 46% no percentual de empresas que citaram crescimento nas vendas/encomendas comparadas com o igual mês do ano passado.

Em relação ao mês imediatamente anterior, esse percentual reduziu-se de 45% para 24%.

Observou-se que, concomitantemente a esse movimento, aumentaram as indicações de queda nas vendas nessas duas comparações.

Também foi desfavorável a elevação de 15 pontos percentuais no número de entrevistadas que observaram negócios abaixo do esperado, que passaram de 32% na sondagem de agosto, para 47% no levantamento de setembro.

A utilização da capacidade instalada ficou estável ao comparar com a pesquisa anterior, atingindo 76%, permanecendo alto o grau de ociosidade do setor.

Por outro lado, foi favorável o acréscimo de 12% para 16% no total de empresas que aumentaram seu quadro de funcionários. Vale lembrar que a maior parte das entrevistadas (70%) continuou indicando estabilidade.

Os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), mostraram aumento em 301 vagas no total de empregados da indústria eletroeletrônica no mês de agosto, totalizando 237,5 mil trabalhadores.

Esse foi o segundo incremento consecutivo, após duas quedas seguidas.

Também foi verificado ajuste nos estoques de produtos acabados, com redução de 21% para 13% no percentual de entrevistadas que estão com estoques acima do normal.

Destaca-se que a maior parte das pesquisadas apontou situação de normalidade nos estoques tanto de produtos acabados (79%), quanto de componentes e matérias-primas (78%).

No mercado internacional, observou-se elevação no total de empresas que verificaram aumento nas exportações, atingindo 33% das entrevistadas, igualando-se, portanto, com as indicações de queda (33%).

Porém no geral, as exportações não estão contribuindo com o desempenho do setor. Conforme dados da SECEX/MDIC, as vendas externas de produtos elétricos e eletrônicos caíram 4,0% no acumulado dos primeiros nove meses de 2019 em relação ao igual período de 2018.

As importações recuaram 1,1% nesse período, demonstrando o lento ritmo da retomada da atividade.

Nessa sondagem, destacou-se a redução de 32% para 24% no total de empresas que perceberam pressões nos preços de componentes e matérias-primas.

Vale lembrar que na sondagem de agosto havia sido observada elevação de 11 pontos percentuais nessa questão, influenciada pela desvalorização do real frente ao dólar.

Ainda no levantamento de setembro, a maior parte das empresas, ou seja, 89% das entrevistadas, não está tendo dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Também recuou o número de empresas que sentiram pressões em outros custos, como de energia, água, impostos, entre outros, que passaram de 37% para 33% das pesquisadas.

A pesquisa mostrou ainda que 67% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 75% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

Mesmo com os principais indicadores do setor demonstrando que a retomada da atividade vem acontecendo em um ritmo muito lento, as expectativas permanecem favoráveis para os próximos meses.

Os empresários do setor eletroeletrônico estão atentos ao andamento da agenda das reformas estruturais do País, principalmente das reformas da Previdência e Tributária.

No cenário internacional, a guerra comercial entre os Estados Unidos e China e a crise na Argentina preocupam os investidores do setor.

No mês de setembro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, recuou para 56,7 pontos, interrompendo a trajetória de crescimento observada nos últimos três meses.

Vale ressaltar que o ICEI do setor continua afastado da linha dos 50 pontos, o que mostra aumento da confiança do empresário neste 2º semestre, porém ainda em patamar inferior ao observado em janeiro de 2019 (65,1 pontos).

Já pelo lado do consumo, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado trimestralmente pela CNI, ficou praticamente estável, passando de 47,0 em junho para 47,3 pontos em setembro. Apesar da pequena diferença, esse incremento interrompeu a sequência de duas quedas seguidas.

Mesmo com o ritmo lento da retomada da atividade, 63% das empresas consultadas na sondagem de setembro projetam crescimento para as vendas/encomendas para o mês de outubro de 2019 em relação a outubro do ano passado. Para o 4º trimestre de 2019, esse percentual ficou em 68%, e para o 2º semestre, atingiu 60% - sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

Espectativa de Vendas

Também foi identificado que 69% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018. Esse resultado foi 2 pontos percentuais acima do apontando na pesquisa anterior (67%).

Ainda referente ao ano de 2019, 14% das pesquisadas estão prevendo queda e 17%, estabilidade em relação a 2018.

Espectativa de Vendas

As expectativas são otimistas para 2020, com 74% das empresas projetando crescimento; 22%, estabilidade e 4%, queda em relação a 2019.

Espectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

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