Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Novembro/2021

Sondagem

Os principais indicadores da indústria eletroeletrônica apontados na sondagem de conjuntura do mês de novembro de 2021 ficaram praticamente estáveis, com pequenas alterações ao comparar com os resultados obtidos na pesquisa anterior.

Este levantamento mostrou que permanecem as dificuldades decorrentes da falta de componentes eletrônicos, principalmente de semicondutores, e matérias-primas no mercado e sua consequente alta de preços.

Continuam, também, os gargalos logísticos, tais como: aumento de preços e atrasos na reserva do frete marítimo, dificuldades de reserva de contêiner, demora no recebimento de cargas e elevação nos custos de armazenamento de cargas em galpão.

Porém, mesmo com esses entraves, os resultados são favoráveis para o ano de 2021, com 73% das entrevistadas indicando crescimento em comparação a 2020, 18% estabilidade e 9% queda.

As expectativas para 2022 também são otimistas, com 69% das empresas projetando crescimento, 22% estabilidade e 9% retração.

Ainda no que refere a 2022, 76% das entrevistadas pretendem contratar novos funcionários neste próximo ano.

Os principais indicadores da indústria eletroeletrônica apontados na sondagem de conjuntura do mês de novembro de 2021 ficaram praticamente estáveis, com pequenas alterações ao comparar com os resultados obtidos na pesquisa anterior.

No mês de novembro de 2021, 58% das entrevistadas verificaram crescimento nas vendas/encomendas em relação ao igual período de 2020.

Este percentual ficou um pouco abaixo do observado na pesquisa realizada em outubro de 2021, quando 60% das empresas aumentaram suas vendas/encomendas em relação a outubro de 2020.

Porém, foi favorável a redução de dez pontos percentuais no número de entrevistadas que registraram negócios abaixo do esperado. Em outubro, esse percentual estava em 29% e agora somente 19% apontam negócios abaixo do esperado.

Com isso, a maior parte das empresas, ou seja, 81% do total, apontaram negócios conforme (59%) ou acima (22%) das expectativas.

Este levantamento também mostrou estabilidade no nível de emprego, com 78% das entrevistadas com essa indicação. Ainda referente a essa questão, 15% das empresas relataram elevação nos seus quadros de funcionários e 7%, queda.

Conforme dados do Novo Caged, o número de empregados da indústria eletroeletrônica totalizou 266,6 mil funcionários no mês de outubro de 2021, apontando a décima elevação consecutiva deste ano. Vale ressaltar que, com exceção do mês de dezembro de 2020, o nível de emprego da indústria eletroeletrônica vem aumentando desde junho do ano passado.

No comércio internacional, 47% das entrevistadas citaram crescimento nas exportações no mês de novembro de 2021 em relação ao igual período de 2020. Este percentual ficou bem acima do número de empresas que citaram queda (28%).

Conforme os dados da SECEX/ME, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos cresceram 27% em novembro de 2021 em relação a novembro de 2020. No acumulado de janeiro a novembro de 2021, as vendas externas cresceram 28% em relação ao igual período do ano passado, totalizando US$ 5,2 bilhões. As importações aumentaram 14% no mês de novembro. No acumulado dos primeiros onze meses do ano, as compras externas somaram US$ 36,5 bilhões, incremento de 27% no período citado.

Na sondagem realizada em novembro de 2021, a utilização da capacidade instalada permaneceu estável em 79%.

Nesta última pesquisa, observou-se que 57% das empresas informaram normalidade nos estoques de componentes e matérias-primas. No caso de produtos acabados, essas indicações atingiram 52%. Esses resultados ficaram próximos aos verificados no levantamento anterior, que estavam em 55% e 51%, respectivamente.

Vem diminuindo a dificuldade para obter financiamentos. Observou-se a segunda redução seguida no número de entrevistadas que relataram problemas na obtenção de financiamentos para capital de giro, que estava em 31% em setembro de 2021 e passou para 18% em novembro de 2021. Vale lembrar que a maior parte das empresas, ou seja, 75% das entrevistadas não utilizam esses recursos.

Nesta sondagem verificou-se queda no número de pesquisadas que relataram pressões em alguns custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros, que passou de 71% em outubro para 60% em novembro. Mesmo com essa redução, este percentual continuou bastante superior aos 40% observados em abril de 2021. Vale lembrar que este número tem aumentado desde maio deste ano.

Ressalta-se que a inflação vem sendo uma das principais dificuldades que as empresas enfrentam nestes últimos meses. Conforme dados do IBGE agregados pela Abinee, no mês de outubro de 2021, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) da indústria eletroeletrônica registrou aumento de 18% no acumulado dos últimos doze meses.

Gargalos logísticos

No decorrer deste ano, as empresas do setor vêm citando também alguns gargalos logísticos decorrentes dos impactos da pandemia.

Notou-se que 73% das entrevistadas que exportam relataram dificuldades no envio de cargas nas exportações marítimas. Este resultado foi 47 pontos percentuais acima do observado em abril deste ano, período em que começaram a ser observados esses problemas, quando 26% apontaram problemas.

Entre esses entraves, destacaram-se o aumento de preços relatado por 50% dessas entrevistadas, atraso na reserva do frete marítimo (48%) e dificuldades de reserva de contêiner (43%).

Dificuldade no envio de cargas marítimas

No caso das importações, considerando todos os modais de transporte, aumentaram as indicações de atrasos no recebimento de cargas, passando de 69% na sondagem de outubro para 79% na pesquisa de novembro. Este número ficou 36 pontos percentuais acima do que foi informado em abril (43%).

Ainda nessa pesquisa, aumentou o número de empresas que perceberam elevação nos custos de armazenamento de cargas em galpão, atingindo 54%, resultado superior aos 31% observados em abril de 2021.

Componentes e matérias-primas

Neste levantamento, 66% das pesquisadas relataram dificuldades na aquisição de componentes e matérias-primas em função da falta destes itens no mercado.

Mesmo recuando 1 ponto percentual em relação ao registrado na pesquisa anterior (67%), esse indicador permanece elevado, muito acima dos 20% verificados no início de 2020. Vale lembrar que esses entraves vêm sendo mencionados desde meados do ano passado.

Entre os insumos mais citados destacaram-se os componentes eletrônicos provenientes da Ásia, relatado por 64% das empresas consultadas, seguidos dos componentes eletrônicos provenientes de outras origens citados por 44% das pesquisadas que estão com dificuldades na aquisição de insumos.

Além dos componentes, também foram identificadas outras matérias-primas em falta no mercado, tais como: cobre (31%), aço carbono (24%), materiais plásticos (24%), papelão (20%), latão (11%), alumínio (11%), aço silício (11%), entre outros (9%): laminados, brocas, tintas, produtos químicos, bronze, barras de fibra de vidro, borracha de silicone.

Componentes Eletrônicos provenientes da Ásia

Observou-se também o aumento no número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos custos de componentes e matérias-primas, que passou de 78% em outubro, para 81% em novembro. Destaca-se que esse percentual continua muito elevado, bem superior aos 21% observados no final de 2019.

A falta de componentes eletrônicos no mercado está trazendo algumas dificuldades para as empresas do setor, tais como o atraso na produção e na entrega, citado por 41% das entrevistadas e até mesmo paralisação parcial da produção, relatada por 8% das pesquisadas.

É importante ressaltar que, desde fevereiro deste ano, quando essa questão foi inserida na sondagem, nenhuma empresa informou paralisação total da produção devido à falta de componentes eletrônicos.

Também permanecem as dificuldades na aquisição, especificamente de semicondutores, relatadas por 69% das entrevistadas que utilizam esses componentes na sua produção.

Neste caso, 8% das empresas acreditam que a normalidade no abastecimento de compo-nentes semicondutores ocorrerá até o final deste ano. A maior parte das entrevistadas, ou seja, 44% acreditam que acontecerá até meados de 2022.

Ainda referente à essa questão, 35% das empresas consultadas acreditam que será somente em meados de 2023 e 18% das entrevistadas informaram que seus fornecedo-res não passaram nenhuma previsão.

Dificuldade de Aquisição de materias-primas

Expectativas

Dessa forma, verifica-se que a desorganização das cadeias produtivas decorrente da pandemia permanece trazendo diversas dificuldades para as empresas do setor eletroeletrônico.

Mesmo com esses entraves, os resultados são favoráveis para o ano de 2021, com 73% das entrevistadas indicando crescimento em comparação a 2020, 18% estabilidade e 9% queda.

Nota-se que, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico atingiu 53,8 pontos no mês de novembro. Mesmo com três quedas seguidas, o ICEI permaneceu acima da linha divisória dos 50 pontos desde agosto do ano passado, demonstrando que o empresário industrial do setor continua confiante, porém com otimismo mais moderado.

Têm crescido as perspectivas favoráveis para 2022, com 69% das empresas projetando crescimento nas vendas/encomendas. Este resultado foi 4 pontos percentuais acima do verificado na sondagem anterior, quando 65% das entrevistadas haviam dado essa indicação.

Ainda para 2022, 22% das empresas esperam estabilidade e 9% retração.

Outro dado favorável verificado nesse levantamento foi que 76% das empresas consultadas pretendem contratar novos funcionários no próximo ano.

Destaca-se que, 94% dessas empresas têm a intenção de iniciar essas contratações no 1º semestre de 2022, sendo 64% já no 1º trimestre de 2022 e 30% a partir do 2º trimestre.

As demais 6% pretendem iniciar as contratações no 2º semestre de 2022.

Expectativas de Vendas

Anexos

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

Cristina Keller

Analista de Economia

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Informações Imprensa

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Assessor de Comunicação

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