Sondagem Conjuntural do Setor Eletroeletrônico - Abril/2017

Sondagem

Os principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica apontados na sondagem de conjuntura do mês de abril de 2017 foram consolidados antes do agravamento da crise política que o País atravessa, e, portanto, as novas incertezas produzidas por esta instabilidade não foram consideradas nestes resultados.

Mesmo sem considerar essas incertezas, verificou-se que os indicadores de vendas/encomendas registrados na pesquisa de abril de 2017, não foram favoráveis como os registrados no levantamento realizado em março de 2017.

Notou-se queda considerável nas indicações de aumento nas vendas/encomendas tanto comparadas com abril do ano passado, como em relação ao mês imediatamente anterior.

Dessa forma, nas duas comparações, o número de empresas que verificaram retração voltou a superar as indicações de crescimento, situação que havia sido invertida na pesquisa de março.

Outro resultado desfavorável foi a expansão no percentual de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado, que aumentou de 27% para 64% das consultadas, registrando o maior percentual deste ano.

Também foi verificada diminuição na utilização média da capacidade produtiva, que passou de 76%, na pesquisa de março de 2017, para 71%, na sondagem de abril de 2017, considerando a capacidade total da empresa (100%).

No caso de emprego, não foram observadas mudanças significativas nas duas últimas sondagens.

O mesmo ocorreu nas indicações estoques de matérias-primas e de produtos acabados, que mostraram comportamentos similares nas pesquisas de março e abril deste ano.

Para os próximos meses, as expectativas são positivas, frisando que o agravamento da crise no quadro político atual não foi considerado na elaboração dessas projeções. Nessa sondagem, foi maior o número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda, tanto para o mês de maio de 2017, como para o 2º trimestre e para o 1º semestre de 2017, sempre em comparação com iguais períodos do ano passado.

Para o ano, nas duas últimas sondagens, reduziu-se de 74% para 63% o percentual de empresas que projetam crescimento; concomitantemente ao aumento de 4% para 10% no total de entrevistadas com perspectivas de queda.

Especificamente nesta pesquisa, foi identificado que 46% das empresas fabricantes de bens sob encomenda observaram aumento nas consultas nos primeiros meses deste ano. Deste total, 34% das entrevistadas relataram que essas consultas já se converteram em encomendas para os próximos meses.

Como já citado na sondagem anterior, as empresas estão cautelosas devido à instabilidade no cenário político do País, que se agravou nos últimos dias. O setor acredita que, para a recuperação da atividade, é fundamental que o governo tenha capacidade de aprovar, junto ao Congresso, as medidas necessárias para a retomada do crescimento econômico.

Os principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica apontados na sondagem de conjuntura do mês de abril foram consolidados antes do agravamento da crise política que o País atravessa, e, portanto, as novas incertezas produzidas por esta instabilidade não foram consideradas nestes resultados.

Mesmo sem considerar essas incertezas, verificou-se que os indicadores de vendas/encomendas registrados na pesquisa de abril não foram favoráveis como os registrados no levantamento realizado em março.

Nas duas últimas pesquisas, notou-se redução considerável nas indicações de aumento nas vendas/encomendas comparadas com igual período do ano passado, recuando 51% para 34%; concomitantemente à expansão de 23% para 46%, nas indicações de queda.

Dessa forma, o número de empresas que verificaram retração voltou a superar as indicações de crescimento, situação que havia sido invertida na pesquisa de março.

O mesmo ocorreu ao comparar com o mês imediatamente anterior, cujo percentual de consultadas que observaram aumento nas vendas/encomendas recuou de 79% para 12%.

Ressalta-se que, neste ano, o mês de abril teve 18 dias uteis, enquanto março teve 23 dias uteis, influenciando este resultado.

Outro indicador desfavorável foi a expansão no percentual de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado, que aumentou de 27% para 64% das consultadas, registrando o maior percentual deste ano.

É importante lembrar que o percentual atingido no levantamento de março de 2017 (27%) havia sido o mais baixo desde fevereiro de 2014 (25%).

Também foi verificada diminuição na utilização média da capacidade produtiva, que passou de 76%, na pesquisa de março de 2017, para 71%, na sondagem de abril de 2017, considerando a capacidade total da empresa (100%). Observa-se, porém, que apesar deste resultado estar abaixo do relatado na pesquisa de março, ele foi superior ou igual, aos apontados nos meses anteriores a março de 2017, que variaram entre 67% a 71%.

No caso de emprego, não foram observadas mudanças significativas nas duas últimas sondagens. Na pesquisa de abril de 2017, observou-se expansão nas indicações de incremento do quadro de funcionários, que passaram de 9% para 12%, porém também aumentou o número de empresas que reduziram o total de empregados, passando de 16% para 21%.

Segundo dados da Abinee com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o setor eletroeletrônico aumentou 144 postos de trabalho no mês de abril de 2017.

Apesar desse incremento ser menor do que os apontados nos meses anteriores, este foi quarto mês consecutivo que o nível de emprego apresenta expansão. Com isso, a indústria eletroeletrônica abriu 3.084 vagas no acumulado dos primeiros quatro meses de 2017, totalizando 235,9 mil trabalhadores.

As indicações das empresas referentes a estoques de componentes e matérias-primas, e de produtos acabados mostraram comportamentos similares nas pesquisas de março e abril, com cerca de 20% das entrevistadas apontando estoques acima do normal.

Desde o início deste ano, vem sendo observados ajustes nos estoques, com redução nos percentuais de empresas que estavam com estoques acima do normal. No ano passado, a média de entrevistadas que relataram estoques acima do normal foi por volta de 30% no caso de componentes e matérias-primas; e cerca de 35%, nos produtos finais.

As indicações de exportações também não mostraram alterações significativas, mantendo-se maior o número de empresas que reduziram (37%) suas vendas externas do que as que aumentaram (29%) em relação ao igual mês do ano anterior. Este comportamento vem ocorrendo desde meados do ano passado.

Conforme dados da Secex/MDIC – Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior –, as exportações de produtos eletroeletrônicos recuaram 1,2% no mês de abril de 2017 em relação a abril de 2016, atingindo US$ 421,9 milhões.

No acumulado dos primeiros quatro meses deste ano, as vendas externas de produtos do setor ficaram 1,4% abaixo das registradas no mesmo período de 2016.

Também foi observado, na sondagem de abril, que a maior parte das empresas (82%) permaneceu sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Das pesquisadas, 31% perceberam pressões nos preços acima do normal.

Ainda nessa sondagem, 38% das entrevistadas sentiram pressões em outros custos, como energia, água, impostos, entre outros.

Também foi identificado, no levantamento de abril, que 42% das entrevistadas tiveram dificuldades na obtenção de financiamentos para capital de giro. É importante lembrar, que 71% das empresas pesquisadas não utilizam estes instrumentos.

Expectativas

Para os próximos meses, as expectativas são positivas, frisando que o agravamento da crise no quadro político atual não foi considerado na elaboração dessas projeções. Nessa sondagem, foi maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda, tanto para o mês de maio de 2017, como para o 2º trimestre e para o 1º semestre de 2017, sempre em comparação com iguais períodos do ano passado.

Expectativa de Vendas

Para o ano, 63% das empresas projetam crescimento; 27% estabilidade; e 10% queda.

Nota-se que nas duas últimas sondagens, reduziu de 74% para 63% o percentual deempresas com expectativas de crescimento; concomitantemente ao aumento de 4% para 10% no total de entrevistadas com perspectivas de queda.

Expectativa de Vendas

Especificamente nesta pesquisa, foi identificado que 46% das empresas fabricantes de bens sob encomenda observaram aumento nas consultas nos primeiros meses deste ano. Deste total, 34% das entrevistadas relataram que essas consultas já se converteram em encomendas para os próximos meses.

Como será suprido o aumento de vendas neste final de ano

Como já citado na sondagem anterior, as empresas estão cautelosas devido à instabilidade no cenário político do País, que se agravou nos últimos dias. O setor acredita que, para a recuperação da atividade, é fundamental que o governo tenha capacidade de aprovar, junto ao Congresso, as medidas necessárias para a retomada do crescimento econômico.

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Aspectos Setoriais

· Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os fabricantes de Automação Industrial e Equipamentos Industriais estão observando, neste início de ano, maior número de consultas referente a bens sob encomenda.

Assim como já foi citado acima, conforme dados da sondagem da Abinee, realizada em abril de 2017, 34% das empresas que verificaram aumento nas consultas relataram que estas já se converteram em encomendas para os próximos meses.

Segundo a CNI, o ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial – no mês de maio manteve praticamente estável, atingindo 53,7 pontos. Este resultado mostra que os empresários estão mais confiantes do que no ano passado, porém este índice ainda permanece abaixo da média histórica (54,0 pontos), portanto ainda é insuficiente para a recuperação dos investimentos necessária para impulsionar a economia.

· Material Elétrico de Instalação

Permaneceu modesto o desempenho das empresas fabricantes de Material Elétrico de Instalação que ainda continuam sofrendo os impactos da retração do mercado de varejo e da queda de atividade da Construção Civil.

Conforme a CNI, a indústria da construção segue com dificuldades, em função, principalmente da falta de demanda interna.

· Informática e Telecomunicações

No caso de bens de consumo, verificou-se neste início de ano, incremento nas vendas de telefones celulares e televisores.

Conforme dados da Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus –, o faturamento de telefones celulares do Polo Industrial de Manaus cresceu 22% no acumulado dos dois primeiros meses deste ano em relação ao igual período do ano passado. No caso de televisores, o incremento foi de 27% neste mesmo período.

No caso de bens de Informática, conforme os fabricantes de bens de PCs, tables e notebooks, o mercado deste segmento continua retraído, principalmente no caso de tablets, sem apresentar reação nos primeiros meses deste ano.

Segundo a CNI, no mês de abril de 2017, o INEC – Índice Nacional de Expectativa do Consumidor – aumentou 1,4% na comparação com o mês imediatamente anterior e cresceu 6,1% em relação a abril do ano passado. Apesar da melhora observada, o índice ainda se encontra 4,8% abaixo de sua média histórica.

· GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Em Geração é esperada a realização de apenas um leilão de energia de reserva neste ano, em função da queda da demanda de energia no ano passado e perspectivas menos otimistas para este segmento.

Com isso, do ponto de vista dos fabricantes de produtos deste segmento, sem novas usinas a serem construídas, espera-se um período de baixas encomendas, já iniciado em 2016, e que pode permanecer nos próximos três anos.

Na Transmissão de energia, a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – realizou no último dia 24 de abril, um leilão de transmissão, onde foram arrematados 31 dos 35 lotes licitados.

Das linhas de transmissão leiloadas, 93% foram arrematadas, totalizando 7.068 quilômetros. Já as subestações foram 100% assumidas.

As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 36 a 60 meses a partir da assinatura dos contratos.

Neste leilão houve forte competição e grande número de empresas interessadas nos lotes, após o governo ter elevado ainda no ano passado a taxa de retorno oferecida para os empreendimentos de transmissão.

Na Distribuição, nos primeiros meses deste ano verificou-se que os investimentos continuam parados, o que demonstra que este cenário não deve apresentar alterações significativas no 1º semestre de 2017.

ANEXOS

Expectativa de Vendas

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica

Escritório Central: Avenida Paulista, 1313 - 7º andar - 01311-923 - São Paulo - SP
Fone: 11 2175-0000 - Fax: 11 2175-0090