Sondagem Conjuntural do Setor Eletroeletrônico - Novembro/2016

Sondagem

Na sondagem de conjuntura realizada no mês de novembro de 2016, os principais indicadores da Indústria Elétrica e Eletrônica permaneceram desfavoráveis. Mesmo com uma pequena melhora em alguns deles, não se verificou reversão de tendência, mostrando que a atividade do setor continuou retraída.

Para 2016, no decorrer do ano foi reduzindo o percentual de empresas que esperam crescimento e aumentando o número de entrevistadas com previsões de queda. No penúltimo mês do ano, 28% das empresas projetaram incremento, 19% das pesquisadas estabilidade e 53% aguardam queda para este ano em relação a 2015.

Também foi identificado nesta sondagem que 87% das empresas ainda não verificaram retomada da atividade do setor neste ano.

Para 2017, as expectativas são mais favoráveis, com 67% das empresas projetando crescimento, 26% estabilidade e 7% queda.

Para mais da metade das entrevistadas, a retomada da atividade deverá começar a acontecer no 2º trimestre de 2017.

Na sondagem de novembro de 2016, as vendas/encomendas mostraram resultados um pouco melhores do que os apontados na pesquisa de outubro de 2016, quando comparadas com iguais períodos do ano passado. Porém, destaca-se que mais da metade das entrevistadas continuaram apresentando retração (53%).

Em relação ao mês imediatamente anterior, nas duas últimas pesquisas, aumentou de 36% para 46% o total de empresas que observou queda nas vendas/encomendas.

Outro fator desfavorável foi a permanência do alto número de empresas pesquisadas que tiveram seus negócios abaixo do esperado, atingindo 66%, percentual próximo ao registrado na sondagem de outubro de 2016 (67%).

Nas últimas duas pesquisas diminuiu de 31% para 26% o percentual de empresas que reduziu o quadro de funcionários. Apesar dessa queda, ainda permanece alto o número de empresas que está demitindo (26%). Ressalta-se que, com exceção do mês de agosto de 2016 (12%), o percentual de empresas que está aumentando o número de empregados não ultrapassa 10% desde o março de 2015.

Os estoques, tanto de componentes e matérias-primas quanto de produtos acabados, não mostraram alterações significativas nas últimas duas pesquisas.

As exportações vêm apontando resultados negativos desde o final do 1º semestre de 2016, período em que a taxa de câmbio permanece abaixo de R$ 3,50 por dólar. Na pesquisa de novembro, 49% das empresas indicaram queda nas vendas externas em relação a novembro do ano passado. Este resultado foi igual ao apresentado na pesquisa anterior, que havia sido o maior percentual desde novembro de 2009.

Ainda nessa sondagem, verificou-se que a maior parte das empresas (88%) não mostrou dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Das entrevistadas, 40% perceberam pressões nos preços acima do normal.

Também foi identificado que 32% das empresas sentiram pressões em outros custos, como energia, água, impostos, entre outros.

Observou-se também que 54% das empresas que utilizam financiamentos para capital de giro, tiveram dificuldades na sua obtenção. Ressalta-se que 59% das entrevistadas não recorrem a estes instrumentos.

Conforme as empresas consultadas, a utilização média da capacidade produtiva, no mês de novembro de 2016, foi de 69%, considerando 100% a capacidade total da empresa. Este resultado foi inferior aos verificados nas duas pesquisas anteriores (70%, em setembro e 71%, em outubro).

Expectativas

O número de empresas que projetam queda continuou maior do as que esperam crescimento, tanto para o mês de dezembro, como para o 4º trimestre e para o 2º semestre, sempre comparadas com iguais períodos do ano passado.

Para 2016, no decorrer do ano foi reduzindo o percentual de empresas que esperam crescimento e aumentando o número de entrevistadas com previsões de queda. No penúltimo mês do ano, 28% das empresas projetaram incremento, 19% das pesquisadas estabilidade e 53% aguardam queda para este ano em relação a 2015.

Também foi identificado nesta sondagem, que 87% das empresas ainda não verificaram retomada da atividade do setor neste ano.

Vendas/Encomendas

Para 2017, as expectativas são mais favoráveis, com 67% das empresas projetando crescimento, 26% estabilidade e 7% queda.

Vendas/Encomendas

Para mais da metade das entrevistadas (51%), a retomada da atividade deverá começar a acontecer no 2º trimestre de 2017. Ainda referente a esta questão, 9% das empresas acreditam que a retomada aconteça no 1º trimestre do próximo ano, 19% a partir do 2º semestre de 2017, 19% apenas em 2018, e 2% das empresas não espera retomada da atividade nos próximos 2 anos.

Vendas/Encomendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Aspectos Setoriais

Conforme a sondagem do setor, no mês de novembro de 2016, a atividade da indústria eletroeletrônica continuou retraída, com melhores perspectivas para 2017.

· Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os investimentos produtivos continuaram retraídos, o que não favorece os negócios das empresas fabricantes de bens de Automação Industrial e Equipamentos Industriais, que permaneceram com vendas tímidas.

Segundo a CNI, o ICEI - Índice de Confiança do Empresário Industrial - recuou nos últimos três meses após se aproximar da média histórica (54,1 pontos) em setembro de 2016, atingindo 53,7 pontos. Com a queda apresentada em dezembro de 2016, o ICEI atingiu 48,0 pontos, voltando a situar-se abaixo de 50 pontos, que indica que o empresário voltou a mostrar falta de confiança após ficar quatro meses acima dos 50 pontos.

· Material Elétrico de Instalação

Também foram modestas as vendas de Material Elétrico de Instalação, que continuam sofrendo os impactos da retração do mercado de varejo e da queda de atividade da Construção Civil.

Conforme a CNI, o nível de atividade da Construção Civil caiu pelo 4º mês consecutivo, atingindo 39,3 pontos em novembro de 2016, afastando-se ainda mais da linha divisória de 50 pontos, que indica queda do nível de atividade.

· Telecomunicações e Informática

Os mercados de Telecomunicações e Informática também continuaram retraídos.

Segundo a CNI, INEC - Índice Nacional de Expectativa do Consumidor - mostrou o segundo recuo consecutivo no mês de dezembro de 2016, revertendo o crescimento apresentado nos quatro meses anteriores. Ressalta-se que a perda da confiança do consumidor nos últimos dois meses preocupa, uma vez que pode representar um novo freio ao consumo das famílias nos próximos meses.

· GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Em GTD, os negócios das empresas fabricantes de bens de Geração permaneceram contando com as encomendas decorrentes dos leilões que vêm ocorrendo nos últimos anos.

O Ministério de Minas e Energia adiou de 9 de dezembro para 23 de dezembro o Leilão A-1, que prevê a compra de energia elétrica já existente. A entrega da energia está prevista para ocorrer a partir de 1º de janeiro de 2017 até 31 de dezembro de 2018.

Foi cancelado o 2º Leilão de Reserva que estava marcado para o dia 19 de dezembro devido à redução nas projeções de carga de energia elétrica para os próximos anos. Neste leilão participariam projetos de usinas solares fotovoltaicas e eólicas, com início de suprimento em 1° de julho de 2019 e prazo de suprimento de vinte anos.

Ocorreu no último dia 28 de outubro, a segunda etapa do leilão de Transmissão quando foram arrematados 21 lotes dos 24 ofertados. Este leilão propiciou a contratação de 6.126 km de linhas de transmissão e 6 mil mega-volt-amperes (MVA) de potência de subestações.

E na Distribuição, os negócios ficaram melhores no decorrer deste ano em relação a 2015, lembrando, porém, que, no ano passado, a atividade deste segmento estava muito desaquecida.

ANEXOS

Vendas/Encomendas

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica

Escritório Central: Avenida Paulista, 1313 - 7º andar - 01311-923 - São Paulo - SP
Fone: 11 2175-0000 - Fax: 11 2175-0090