Sondagem Conjuntural do Setor Eletroeletrônico - Agosto/2016

Sondagem

Conforme Sondagem, o mercado de produtos elétricos e eletrônicos continuou enfraquecido no mês de agosto.

Para 53% das empresas informantes as vendas e encomendas foram mais baixas em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado, frente a 49% em julho e 45% em junho. Entre as empresas consultadas, 34% indicaram crescimento, mesmo percentual apresentado na pesquisa realizada em julho.

Quanto aos estoques, ocorreu pequeno acumulo de insumos enquanto de produtos acabados permaneceram estáveis.

O nível de Utilização da Capacidade Produtiva ficou em 69% no final de agosto, um pouco maior do que a verificada em julho, porém, ainda bem abaixo da verificada até o 3º trimestre de 2015, que permanecia acima dos 80%.

Quanto às exportações, continuam sem dar sinais de resultados expressivos. Nesta Sondagem, 40% dos exportadores indicaram que reduziram suas exportações, enquanto 31% apontaram estabilidade e 29%, crescimento, porém em agosto de 2016, foram melhores do que nos meses anteriores.

Conforme dados apurados pela ABINEE, as exportações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 482,7 milhões no mês de agosto, 1,3% acima das ocorridas em agosto de 2015. Na comparação com o mês anterior, o crescimento atingiu 11,8%. No entanto, no período de janeiro a agosto de 2016, as vendas externas somaram US$ 3,7 bilhões, 2,2% abaixo das realizadas no mesmo período de 2015.

Não existem elementos que possam mudar este quadro no curto prazo, lembrando que alguns fatores importantes continuam a não estimular as vendas externas, em especial à volatilidade cambial. Foi apurado que 20% das empresas exportadoras do setor reduziram em 20% as projeções das suas exportações para 2017 devido ao atual nível do câmbio. Ainda conforme pesquisa, o dólar médio considerado de equilíbrio pelo setor é R$ 3,50/US$ e nos últimos dois meses este valor tem variado em torno de R$ 3,25/US$. Em janeiro de 2016 o valor do dólar correspondia a R$ 4,05/US$.

No que diz respeito ao emprego, a Sondagem mostra que permanece a tendência de queda do número de empregados na indústria, porém em menor ritmo, tendendo a estabilidade até o final do ano.

Destaca-se que o número de trabalhadores no setor era de 248 mil trabalhadores em 31 de dezembro de 2015 e, no final de julho, este número passou para 240 mil. Portanto, só neste ano, a força de trabalho da indústria eletroeletrônica foi reduzida em 8 mil pessoas.

Alguns indicadores corroboram o baixo nível de atividade do setor durante este início de ano.

Pelo lado do consumo, conforme pesquisa do IBGE, as vendas no varejo no Brasil, caíram 6,7% na comparação de janeiro a julho de 2016, vis a vis a igual período de 2015. Ainda conforme esta pesquisa, as vendas de eletrodomésticos caíram 15,2%, e os equipamentos, materiais para escritório, informática e comunicações -15,8%.

Dados da Consultoria IDC, empresa especializada em pesquisa do setor de Tecnologia da Informação, apontam que o mercado de telefones celulares atingiu de 22 milhões de aparelhos no 1º semestre de 2016, 20% inferior aos primeiros seis meses de 2015.

Por sua vez, os mercados de PCs e Tablets caíram 41% conforme mostra o quadro abaixo.

Vendas/Encomendas

Pelo lado dos investimentos, as evidências também indicam retração.

Conforme dados do BNDES, os seus desembolsos durante o 1º semestre do ano passado atingiram R$ 40,1 bilhões, 50% inferiores aos realizados no 1º semestre do ano passado.

A maior parte dos recursos foi para projetos do setor de infraestrutura (R$ 12,9 bilhões), com queda de 50% na comparação com o mesmo período do ano passado, e R$ 11,8 bilhões foram para a indústria cujos desembolsos caíram 42%.

Por sua vez, a produção industrial do setor eletroeletrônico, conforme dados do IBGE, no período de janeiro a julho de 2016, foi 18% abaixo do indicado no mesmo período de 2015. Apesar disso, olhando a evolução dos dados da produção dessazonalizado, verifica-se tendência de crescimento desde fevereiro de 2016 até julho de 2016, porém este comportamento ainda não foi percebido de forma evidente pelas empresas do setor.

Quanto às perspectivas, para a maioria das empresas, as vendas e encomendas em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado deverão crescer, o mesmo acontecendo no 3º trimestre e também no 2º semestre.

Conforme pesquisa trimestral da ABINEE, o faturamento do setor eletroeletrônico deverá crescer 9% no 2º semestre deste ano comparado com o 2º semestre de 2015, com forte influência dos setores de bens de capital como Automação Industrial, Equipamentos Industriais e Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD), em percentuais que variam de 10 a 17%, e também nos segmentos de consumo como Informática e Material Elétrico de Instalação, com crescimento da ordem de 4%.

Confirmados estes percentuais, ocorrerá queda de faturamento nominal do setor da ordem de 1%.

ANEXOS

Vendas/Encomendas

 

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Informações Imprensa

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Assessor de Comunicação

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