Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Mai/2019

Sondagem

A sondagem de conjuntura realizada em maio de 2019 apontou melhora nas vendas/encomendas comparadas ao igual mês do ano passado.

É importante lembrar que esse resultado já era esperado, uma vez que as vendas realizadas em maio de 2018 foram fortemente afetadas pela greve dos caminhoneiros ocorrida naquele período.

Independente deste fato, notou-se também aumento nas indicações de crescimento das vendas/encomendas comparadas com o mês imediatamente anterior.

Também foi favorável a elevação, nos dois últimos levantamentos, no percentual de empresas que tiveram negócios acima do esperado.

A utilização da capacidade instalada também aumentou nas duas últimas pesquisas, porém ainda permanece alto o grau de ociosidade do setor.

Por outro lado, foram desfavoráveis as indicações referentes ao nível de emprego em relação às pesquisas anteriores.

Os resultados dessa sondagem, apesar da melhora observada nas vendas, ainda não demonstraram uma tendência de retomada da atividade. Mesmo assim, permanecem favoráveis as expectativas para esse ano, com 78% das entrevistadas projetando crescimento.

A sondagem de conjuntura realizada em maio de 2019 apontou melhora nas vendas/encomendas comparadas ao igual mês do ano passado.

Aumentaram de 54% para 63% as indicações de crescimento das vendas em relação ao mesmo período de 2018, concomitantemente à redução de 25% para 21% no total de empresas que citaram queda.

É importante lembrar que esse resultado já era esperado, uma vez que as vendas realizadas em maio de 2018 foram fortemente afetadas pela greve dos caminhoneiros ocorrida naquele período.

Independente deste fato, notou-se também aumento de 40% para 51% nas indicações de crescimento das vendas/encomendas comparadas com o mês imediatamente anterior.

Foi significativa a elevação, de 32% para 40%, no percentual de empresas que citou incremento nas exportações em relação ao igual mês de 2018. Esse resultado também foi influenciado pela greve dos caminhoneiros no ano passado.

A fraca base de comparação contribuiu para que as exportações de produtos elétricos e eletrônicos aumentassem 30% no mês de maio de 2019 em relação a maio de 2018, segundo dados da SECEX/MDIC. Porém no acumulado dos primeiros meses do ano, as vendas externas permaneceram inferiores (-2,4%) às realizadas em igual período do ano passado.

Também foi favorável a elevação, nas duas últimas sondagens, no percentual de empresas que tiveram negócios acima do esperado, que passou de 10% na pesquisa de março, para 25% em maio.

Destaca-se a redução de 11 pontos percentuais no total de pesquisadas que tiveram negócios aquém de suas expectativas, que atingiram 37%. Dessa forma, esse resultado tornou-se inferior às indicações de negócios conforme o esperado (38%).

A utilização da capacidade instalada também aumentou nas duas últimas pesquisas, passando de 73% no levantamento de março, para 75% na sondagem de abril e atingindo 76% em maio. Porém é importante lembrar que ainda permanece alto o grau de ociosidade da indústria eletroeletrônica, fato que não estimula novos investimentos.

Os estoques tanto de matérias-primas e componentes, como de produtos acabados não mostraram alterações significativas.

No levantamento de maio, foram desfavoráveis as indicações referentes ao nível de emprego em relação às pesquisas anteriores, com redução de 16% para 13% nas indicações de aumento no número de funcionários, concomitantemente a ampliação de 12% para 13% no total de empresas que reduziram seu quadro de trabalhadores.

Nota-se que desde agosto do ano passado, as indicações de crescimento no número de empregados estavam superiores as indicações de queda. Porém, com esses os resultados esses percentuais se igualaram em 13%.

Já os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), mostraram incremento de 575 empregados no setor eletroeletrônico no mês de abril, totalizando 237,4 mil funcionários.

Ressalta-se que, apesar do nível de emprego ter aumentando quatro meses consecutivos, nota-se que os incrementos apontados nos dois últimos meses (420 em março e 575 em abril) foram menos expressivos do que os observados nos dois primeiros meses do ano, quando os acréscimos atingiram mais de 2 mil funcionários em cada mês.

Notou-se também que, apesar da melhora, o resultado apontando pelo Caged no final de abril de 2019 ainda ficou abaixo do atingido no mesmo mês de 2018, que estava em 238,3 mil empregados.

Também foi identificada na sondagem de maio que a maior parte das empresas (90%) não está tendo dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Esse foi o maior percentual desde julho de 2016 (91%). Porém, 45% das empresas perceberam pressões acima do normal nos preços destes itens.

Nessa sondagem, 36% das entrevistadas citaram pressões nos custos de outros itens como energia, água, impostos, percentual inferior ao verificado na pesquisa anterior (38%).

A pesquisa mostrou ainda que 69% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 71% das entrevistadas não tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

Os resultados dessa sondagem, apesar da melhora observada nas vendas, ainda não demonstraram uma tendência de retomada da atividade. Mesmo assim, permanecem favoráveis as expectativas para os próximos meses.

A confiança do empresário da indústria eletroeletrônica aumentou no mês de junho, interrompendo a trajetória de queda que vinha ocorrendo nos últimos 4 meses. Conforme dados da CNI agregados pela Abinee, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico atingiu 54,2 pontos em junho, 0,8 pontos acima do apontado em maio (53,4 pontos).

Já o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado pela CNI, recuou de 49,8 pontos em dezembro de 2018 para 48,4 pontos em abril de 2018, distanciando-se da linha de 50 pontos, para o lado da falta de confiança do consumidor.

Mesmo assim, 55% das empresas consultadas na sondagem de maio projetam crescimento para as vendas/encomendas para o mês de junho de 2019 em relação a junho do ano passado. Para o 2º trimestre de 2019, esse percentual atinge 71%, e para o 1º semestre, 68% - sempre comparados aos iguais períodos de 2018.

Também foi identificado que 78% das entrevistadas projetam crescimento para 2019 em relação a 2018, percentual próximo aos observados nos levantamentos anteriores (78% em março e 77% em abril).

Ainda referente ao ano de 2019, 12% das pesquisadas esperam estabilidade e 10% preveem queda.

Espectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

 

Informações Adicionais

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Gerente de Economia

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