Sondagem Conjuntural do Setor Eletroeletrônico - Maio/2017

Sondagem

A sondagem de conjuntura do mês de maio de 2017 apresentou indicadores da indústria elétrica e eletrônica mais favoráveis do que os verificados na pesquisa de abril.

Nota-se que, neste ano o desempenho do setor vem oscilando a cada mês, e, portanto, não se pode dizer que a melhora apontada em maio indique uma tendência de crescimento para os próximos meses.

Dentre os indicadores do setor observou-se, nesta última pesquisa, aumento no percentual de empresas com incremento nas vendas/encomendas tanto em relação a maio do ano passado, como em comparação com o mês imediatamente anterior.

Também foi favorável a diminuição no percentual de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado, passando de 64% para 40% das entrevistadas.

Na pesquisa de maio, verificou-se a redução no percentual de empresas que diminuiu seu quadro de funcionários, recuando de 21% para 16% das pesquisadas.

Os estoques de matérias-primas e de produtos acabados não mostraram alterações significativas, com cerca de 20% das empresas apontando estoques acima do normal.

Porém, o agravamento da crise política que o País atravessa está aumentando as incertezas. Notou-se redução no percentual de empresas que projetam crescimento nas vendas/encomendas para o ano de 2017, que foi diminuindo de 74%, para 63%, e 56% nos últimos três levantamentos.

As indústrias do setor acreditam que, para a recuperação da atividade é fundamental que o governo tenha capacidade de aprovar, junto ao Congresso, as medidas necessárias para a retomada do crescimento econômico.

Ainda nessa sondagem foi identificado que mais de 93% das pesquisadas apoiam as reformas trabalhista e da previdência.

A sondagem de conjuntura do mês de maio de 2017 apresentou indicadores da indústria elétrica e eletrônica mais favoráveis do que os verificados na pesquisa de abril.

Nota-se que, neste ano o desempenho do setor vem oscilando a cada mês, e, portanto, não se pode dizer que a melhora apontada em maio indique uma tendência de crescimento para os próximos meses.

Dentre os indicadores do setor observou-se o aumento de 34% para 47% no percentual de empresas com incremento nas vendas/encomendas em relação a maio do ano passado, concomitantemente a redução de 46% para 34% nas indicações de queda.

Com isso, o número de empresas que verificou crescimento superou as indicações de queda. Com exceção do mês de março de 2017, este comportamento não acontecia desde janeiro de 2015.

Também aumentou o percentual de empresas que aumentaram suas vendas/encomendas ao comparar com o mês imediatamente anterior, passando de 12% para 65% nas duas últimas pesquisas. Ressalta-se a significativa redução de 61% para 18% nas indicações de queda.

É importante destacar que, esse comportamento já era esperado em decorrência do menor número de dias uteis ocorridos no mês de abril, que favoreceu essa comparação.

Também foi positiva a diminuição no total de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado, passando de 64% para 40% das entrevistadas.

Na pesquisa de maio, verificou-se a redução no percentual de empresas que diminuiu seu quadro de funcionários, recuando de 21% para 16% das pesquisadas.

Porém, conforme dados da Abinee com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o setor eletroeletrônico reduziu 373 vagas no mês de maio de 2017, invertendo a curva de crescimento iniciada em janeiro deste ano.

No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, entretanto, o nível de emprego do setor aumentou em 2,7 mil postos de trabalho, totalizando 235,5 mil em maio.

Os estoques de matérias-primas e de produtos acabados não mostraram alterações significativas. No caso de componentes e matérias-primas permaneceu em 18% o percentual de empresas com estoques acima do normal.

No que se refere aos estoques de produtos finais, este percentual passou de 21% para 20%, nos dois últimos levantamentos.

Desde o início deste ano, vem sendo observados ajustes nos estoques, com redução nos percentuais de empresas que estavam com estoques acima do normal. No ano passado, a média de entrevistadas que relataram estoques acima do normal foi por volta de 30% no caso de componentes e matérias-primas; e cerca de 35%, nos produtos finais.

Com isso, o aumento das vendas e os ajustes de estoques apontados nesta última pesquisa sugerem que a produção de bens do setor eletroeletrônico deverá crescer no mês de maio.

As indicações de exportações foram melhores dos que as apontadas na pesquisa anterior, com aumento de 29% para 38% no total de empresas que tiveram incremento nas vendas externas.

Essa foi a primeira vez, desde meados do ano passado, que as indicações de crescimento das exportações superaram as de queda.

Entretanto, conforme dados da Secex/MDIC – Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior –, as exportações de produtos eletroeletrônicos continuaram em retração. No mês de maio de 2017 atingiram US$ 465,5 milhões, 7,7% abaixo das ocorridas em maio do ano passado.

No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, as vendas externas de produtos do setor foram 2,8% inferiores às registradas no mesmo período de 2016.

Também foi observado, na sondagem de maio, que a maior parte das empresas (87%) permaneceu sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Das pesquisadas, 37% perceberam pressões nos preços acima do normal.

Ainda nessa sondagem, 35% das entrevistadas sentiram pressões em outros custos, como energia, água, impostos, entre outros.

Também foi identificado, no levantamento de maio, que 43% das entrevistadas tiveram dificuldades na obtenção de financiamentos para capital de giro. Destaca-se que 66% das empresas pesquisadas não utilizam estes instrumentos.

Expectativas

Para os próximos meses, o número de entrevistadas que projetam crescimento é superior ao total de pesquisadas com perspectivas de queda, tanto para o mês de junho de 2017, como para o 2º trimestre e para o 1º semestre de 2017, sempre em comparação com iguais períodos do ano passado.

Vendas/Encomendas

Porém, o agravamento da crise política que o País atravessa está aumentando as incertezas. Notou-se redução no percentual de empresas que projetam crescimento nas vendas/encomendas para o ano de 2017, que foi diminuindo de 74%, para 63%, e 56% nos últimos três levantamentos.

Enquanto isso aumentou o total de empresas com previsões de queda para este ano, ampliando de 4%, na pesquisa de março; para 10%, em abril; e 19% na sondagem de maio.

Vendas/Encomendas

As indústrias do setor acreditam que, para a recuperação da atividade é fundamental que o governo tenha capacidade de aprovar, junto ao Congresso, as medidas necessárias para a retomada do crescimento econômico.

Ainda nessa sondagem foi identificado que 95% das pesquisadas apoiam a reforma trabalhista e 93% apoiam a reforma da previdência.

Vendas/Encomendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Aspectos Setoriais

· Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os fabricantes de Automação Industrial e Equipamentos Industriais estão observando, desde o início de ano, maior número de consultas referente a bens sob encomenda.

Porém as incertezas resultantes do atual quadro político do país estão deixando os empresários do setor mais cautelosos, podendo postergar a decisão de novos investimentos.

Segundo a CNI, o ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial – no mês de junho recuou 1,8 ponto em relação a maio, atingindo 51,9 pontos. Ressalta-se que este índice continuou acima da linha divisória de 50 pontos, o que indica que os empresários permanecem confiantes, mas observa-se que a confiança reduziu entre maio e junho.

· Material Elétrico de Instalação

Permaneceu modesto o desempenho das empresas fabricantes de Material Elétrico de Instalação que ainda continuam sofrendo os impactos da retração do mercado de varejo e da queda de atividade da Construção Civil.

Conforme a CNI, a indústria da construção segue com dificuldades, em função, principalmente da falta de demanda interna.

Segundo a Sondagem da Indústria da Construção o nível de atividade caiu 1,2 ponto em abril comparado a março, atingindo 43,3 pontos. Verifica-se que este índice permaneceu abaixo da linha divisória de 50 pontos que indica queda do nível de atividade.

· Informática e Telecomunicações

No caso de bens de consumo, verificou-se incremento nas vendas de telefones celulares que estão contando, também, com a liberação do FGTS.

O mercado de bens de Informática, (PCs notebooks e tables), continuou retraído, principalmente no caso de tablets, que não apresentaram reação nos primeiros meses deste ano.

Segundo a CNI, no mês de maio de 2017, a confiança do consumidor voltou a cair. O INEC – Índice Nacional de Expectativa do Consumidor – recuou 2,7% em relação a abril.

Desde o início do ano a confiança alternou variações positivas e negativas, mas as últimas duas quedas (março e maio) foram mais fortes que os dois últimos crescimentos (fevereiro e abril). Assim sendo, o INEC encontra-se 7,3% abaixo de sua média histórica.

· GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Em Geração é esperada a realização de apenas um leilão de energia de reserva para contratar projetos das fontes eólica e solar neste ano, em função da queda da demanda de energia no ano passado e perspectivas menos otimistas para este segmento.

O último leilão do tipo aconteceu em 2015, e contratou menos do que o esperado pela indústria local.

Com isso, do ponto de vista dos fabricantes de produtos deste segmento, sem novas usinas a serem construídas, espera-se um período de baixas encomendas, já iniciado em 2016, e que pode permanecer nos próximos três anos.

Na Transmissão de energia, a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – realizou no dia 24 de abril, um leilão de transmissão, onde foram arrematados 31 dos 35 lotes licitados.

Na Distribuição, nos primeiros meses deste ano verificou-se que os investimentos continuam parados, o que demonstra que este cenário não deve apresentar alterações significativas no 1º semestre de 2017.

ANEXOS

Vendas/Encomendas

 

Informações Adicionais

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