Sondagem Conjuntural do Setor Eletroeletrônico - Fevereiro/2017

Sondagem

A sondagem de conjuntura da Indústria Elétrica e Eletrônica, no mês de fevereiro de 2017, continuou apontando indicadores do setor mais favoráveis do que os registrados nas pesquisas realizadas no ano passado, sinalizando melhora nos negócios neste inicio de ano.

Entre os principais indicadores verificou-se melhora nas vendas/encomendas. Destaca-se que nesta última sondagem o número de empresas que apontaram crescimento nas vendas, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi igual ao total de entrevistadas que indicaram queda. Este comportamento não ocorria desde janeiro de 2015, uma vez que desde este período até a sondagem de janeiro de 2017, o percentual de empresas com queda nas vendas estava superior ao total de empresas com crescimento.

Ainda referente às vendas/encomendas, ao comparar com o mês imediatamente anterior, notou-se incremento nas indicações de aumento das vendas/encomendas e queda no total de empresas que registraram retração.

No levantamento de fevereiro de 2017, assim como ocorreu na sondagem de janeiro deste ano, o percentual de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado permaneceu menor do que os verificados nas pesquisas do ano passado.

No caso de emprego, verificou-se expansão nas indicações de empresas que estão aumentando seu quadro de funcionários.

Também foram observados ajustes de estoques de matérias-primas e de produtos acabados.

As expectativas para os próximos meses são positivas, com maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda, tanto para o mês de março de 2017, como para o 1º trimestre e para o 1º semestre de 2017, sempre em comparação com iguais períodos do ano passado.

Para o ano, 74% das empresas projetam crescimento, 20% estabilidade e 6% queda, em relação a 2016.

Também foi identificado nesta pesquisa que 45% das empresas pretendem ampliar a produção em 2017. Deste total, 10% das empresas têm a intenção de realizar o aumento no 1º trimestre; 35%, no 2º trimestre e 55%, no 2º semestre.

No levantamento de fevereiro de 2017, verificou-se melhora nas vendas/encomendas. Destaca-se que nesta última sondagem o número de empresas que apontaram crescimento nas vendas (37%), em relação ao mesmo período do ano anterior, foi igual ao total de entrevistadas que indicaram queda (37%). Este comportamento não ocorria desde janeiro de 2015, uma vez que desde este período até a sondagem de janeiro de 2017, o percentual de empresas com queda nas vendas estava superior ao total de empresas com crescimento.

Ainda referente às vendas/encomendas, ao comparar com o mês imediatamente anterior, nas duas últimas pesquisas, notou-se incremento de 29%, para 35%, nas indicações de aumento das vendas/encomendas, concomitantemente a redução de 47%, para 42%, no total de empresas que registraram retração.

Na sondagem de fevereiro de 2017, 46% das empresas tiveram negócios abaixo do esperado. Apesar deste resultado ter sido superior ao apontado na pesquisa anterior (43%) e ainda permanecer alto, os percentuais obtidos nos últimos dois meses foram os menores desde outubro de 2014 (42%).

Outro indicador favorável foi o aumento de 5% para 10% no percentual de empresas que estão aumentando o número de empregados.

Conforme dados do CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho – o total de empregados do setor eletroeletrônico cresceu 2.716 vagas nos últimos dois meses, com aumentos seguidos em janeiro (+1.814) e fevereiro (+902), encerrando este bimestre com 235,5 mil funcionários. Em dezembro de 2016, eram 232,8 funcionários.

Também foram verificados, nesta última sondagem, ajustes de estoques de componentes e matérias-primas e de produtos acabados.

No primeiro caso, notou-se nos últimos três levantamentos, redução nas indicações de empresas que estavam com estoques acima do normal, que passaram de 26%, para 21%, e 20%.

No caso de produtos acabados, observou-se redução de 8 pontos percentuais nas indicações de estoques elevados, passando de 25%, na pesquisa de janeiro de 2017, para 17%, na sondagem de fevereiro de 2017.

As exportações não apontaram alterações significativas, permanecendo maior o percentual de empresas com queda nas vendas externas (41%) do que o das que identificaram crescimento (25%).

Nesta última pesquisa, observou-se que a maior parte das empresas (81%) permaneceu sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Das entrevistadas, 40% perceberam pressões nos preços acima do normal.

Observou-se que vem apresentando redução, nos três últimos levantamentos, o número de entrevistadas que sentiram pressões em outros custos, como energia, água, impostos, entre outros, passando de 45%, para 38% e 34%.

Também diminuiu o percentual de empresas que tiveram dificuldades na obtenção de financiamentos para capital de giro, atingindo 36% das pesquisadas que utilizam estes instrumentos. Ressalta-se que este percentual alcançou cerca 60% nos últimos meses do ano passado.

Ainda referente à capital de giro, destaca-se que 69% das pesquisadas não recorrem a financiamentos.

Conforme as empresas consultadas, a utilização média da capacidade produtiva no mês de fevereiro de 2017 foi de 67%, considerando a capacidade total da empresa (100%). Este resultado foi inferior aos atingidos nos últimos seis meses, que variaram entre 69% a 71%.

Expectativas

As expectativas para os próximos meses são favoráveis, com maior número de empresas projetando crescimento do que esperando queda, tanto para o mês de março de 2017, como para o 1º trimestre de 2017 e para o 1º semestre de 2017, sempre em comparação com iguais períodos do ano passado.

Vendas/Encomendas

Para o ano, 74% das empresas projetam crescimento, 20% estabilidade e 6% queda, em relação a 2016.

Destacou-se o aumento, nas duas últimas pesquisas de 9 pontos percentuais no total de empresas com expectativas de crescimento para este ano, passando de 65%, para 74%. É importante ressaltar que este foi o maior percentual de empresas que esperam incremento nas vendas/encomendas em 2017 comparado com 2016, desde setembro do ano passado, início desta questão na sondagem.

Vendas/Encomendas

Também foi identificado nesta pesquisa que 45% das empresas pretendem ampliar a produção em 2017. Deste total, 10% das empresas têm a intenção de realizar o aumento no 1º trimestre; 35%, no 2º trimestre e 55%, no 2º semestre.

Vendas/Encomendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Aspectos Setoriais

Assim como ocorreu na pesquisa de janeiro deste ano, a sondagem do setor no mês de fevereiro de 2017 também apresentou indicadores mais favoráveis do que os registrados no ano passado, mantendo as perspectivas positivas para 2017.

· Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os fabricantes de Automação Industrial e Equipamentos Industriais estão mais otimistas para este ano.

Segundo eles, a retomada dos investimentos produtivos no País deve acontecer a partir do 2º trimestre de 2017, que deverá estimular as vendas de bens de capital.

Segundo a CNI, a confiança do empresário vem aumentando. No mês de março de 2017, o ICEI - Índice de Confiança do Empresário Industrial - alcançou 54,0 pontos, apontando o maior nível desde janeiro de 2014. Este índice se encontra 4,0 pontos acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança, e foi 16,6 pontos maior que o registrado no mesmo mês de 2016.

· Material Elétrico de Instalação

Permaneceu modesto o desempenho das empresas fabricantes de Material Elétrico de Instalação, que ainda continua sofrendo os impactos da retração do mercado de varejo e da queda de atividade da Construção Civil.

Conforme a CNI, a indústria da construção atingiu no mês de fevereiro de 2017 o menor nível de utilização da capacidade de operação desde o início da série em janeiro de 2012.

Ainda segundo a sondagem da construção da CNI, as expectativas permanecem pessimistas e os empresários desta indústria estão pouco propensos a investir, embora o pessimismo esteja inferior ao verificado no decorrer de 2016.

· Informática e Telecomunicações

Para as empresas fabricantes de bens de Informática e Telecomunicações, as expectativas são mais favoráveis para o ano de 2017, após o fraco desempenho apontado em 2016.

Segundo a CNI, a expectativa do consumidor brasileiro melhorou em fevereiro de 2017. O INEC - Índice Nacional de Expectativa do Consumidor - aumentou 0,6% na comparação com o mês imediatamente anterior, e cresceu 5,8% em relação a fevereiro do ano passado. Apesar da melhora observada, o índice ainda se encontra 3,9% abaixo de sua média histórica.

Ainda conforme a CNI, a expectativa de queda da inflação contribuiu para o otimismo do consumidor. Por outro lado, ainda existem fatores que continuam inibindo a retomada do consumo, como a permanência de endividamento, pouca confiança na melhora da renda e da situação financeira do consumidor. Esses fatores colaboraram para que o INEC continuasse abaixo de sua média histórica no mês de fevereiro.

· GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Na Geração, é esperado que seja realizado apenas um leilão de energia de reserva neste ano, em função da queda da demanda de energia no ano passado e perspectivas menos otimistas para este segmento.

Com isso, do ponto de vista dos fabricantes de produtos deste segmento, sem novas usinas a serem construídas, espera-se um período de baixas encomendas, já iniciado em 2016, e que pode continuar nos próximos três anos.

Na Transmissão de energia, as empresas do segmento continuaram sofrendo os impactos negativos da recuperação judicial do grupo espanhol Abengoa. Para 2017, existem expectativas favoráveis em decorrência da melhora nas taxas de retorno das concessões de linhas de transmissão e do início do pagamento das indenizações por ativos antigos das concessionárias de transmissão que tiveram renovados seus contratos.

Ainda nesse segmento, está marcado para 24 de abril um leilão de transmissão que vai licitar 35 lotes, dos quais compreenderão lotes de empreendimentos inéditos em leilões e alguns que já haviam sido incluídos em leilões anteriores, mas não tiveram propostas.

Na Distribuição, neste inicio de ano verificou-se que os investimentos continuam parados, o que demonstra que este cenário não deve apresentar alterações significativas no 1º semestre de 2017.

Caso confirme a melhora da atividade econômica no decorrer deste ano, com aumento no consumo de eletricidade do setor industrial, as perspectivas poderão melhorar a partir do 2º semestre de 2017.

ANEXOS

Vendas/Encomendas

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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