Sondagem Conjuntural do Setor Eletroeletrônico - Julho/2016

Sondagem

Os indicadores apontados na sondagem de conjuntura da Indústria Elétrica e Eletrônica do mês de julho de 2016 não foram tão favoráveis como os registrados na pesquisa de junho de 2016, porém permaneceram melhores dos que os ocorridos nas pesquisas anteriores.

É importante lembrar, que no mês julho, por ser um período de férias, os negócios costumam ser mais modestos.

Nesta pesquisa, o comportamento das vendas/encomendas comparadas com igual período do ano passado foi pior do que o apontado na pesquisa de junho, porém acima dos apresentados nas sondagens anteriores desde agosto de 2015.

Os indicadores mais desfavoráveis foram a queda das vendas/encomendas comparadas com o mês imediatamente anterior e o aumento de empresas com negócios abaixo das expectativas.

Nos casos de emprego e estoques, os resultados obtidos nesta pesquisa não apresentaram alterações significativas em relação à sondagem de junho de 2016.

Os indicadores mais positivos foram as projeções para os próximos meses, que indicam perspectivas favoráveis para as vendas/encomendas para o mês de agosto, para o 3º trimestre e para o 2º semestre deste ano, comparados aos iguais períodos do ano passado. Neste último caso, 46% das entrevistadas esperam crescimento e 34%, queda.

Destaca-se que a perspectiva positiva para o 2º semestre deste ano pode não ser suficiente para proporcionar crescimento das vendas/encomendas para 2016, em função do fraco desempenho do setor apresentado no 1º semestre deste ano. Para 2016, 37% das empresas projetam queda, 29% estabilidade e 34% esperam expansão.

Os indicadores da atividade econômica sugerem que o pior da crise já passou, porém a recuperação deverá se lenta.

Na sondagem de julho de 2016, diminuiu de 39% para 34% o percentual de empresas que verificou crescimento nas vendas/encomendas em relação a igual mês do ano passado; ao mesmo tempo em que aumentou o percentual de empresas que observou queda, passando de 45% para 49%, nas últimas duas pesquisas.

Apesar deste resultado ter sido pior do que o ocorrido da sondagem de junho de 2016, com exceção da pesquisa realizada no mês anterior, este foi o maior percentual de empresas que indicaram crescimento nas vendas/encomendas desde agosto de 2015.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, a piora do desempenho das vendas/encomendas em relação à sondagem de junho de 2016 foi mais expressiva, com queda nas indicações de crescimento de 23 pontos percentuais (recuando de 43% para 20%) e aumento nas indicações de retração de 21 pontos percentuais (passando de 33% para 54%).

É importante lembrar, que no mês julho, por ser um período de férias, os negócios costumam ser mais modestos.

Outro resultado desfavorável foi o aumento no número de empresas que verificou negócios abaixo das expectativas, passando de 51%, na pesquisa de junho de 2016, para 62%, na sondagem de julho de 2016.

Quanto ao nível de emprego, os resultados apontados nesta última sondagem não mostraram alterações significativas em relação à pesquisa anterior, demonstrando que continua diminuindo o ritmo da tendência de desemprego. Nas últimas duas pesquisas, o percentual de empresas que reduziu seu quadro de funcionários ficou por volta de 20%, percentual inferior aos registrados no início deste ano, que atingiu 47%, em março de 2016.

Também não foram observadas alterações significativas nos estoques, tanto de componentes e matérias-primas, como de produtos acabados. No primeiro caso, 23% das empresas responderam que estão com estoques acima do normal, e no caso de produtos acabados, este percentual foi de 33%. Em ambos os casos, os resultados foram os menores deste ano, indicando ajustes dos estoques.

As indicações de exportações vêm oscilando muito desde o ano passado. Nas duas últimas sondagens, o percentual de empresas que ampliaram suas vendas externas recuou de 38% para 23%. É importante ressaltar, que o novo patamar da taxa de câmbio, que estava por volta de R$ 3,70 por dólar, no 1º semestre deste ano, e passou para R$ 3,28 por dólar no mês de julho de 2016, preocupa as empresas exportadoras do setor.

Em outra pesquisa realizada pela Abinee, foi identificado que 24% das empresas consultadas já diminuíram suas projeções de vendas externas para este ano, com redução em média de 35% do total previsto anteriormente.

Das empresas que mantiveram suas projeções para 2016, algumas justificaram esta atitude em razão do cumprimento de contratos que já estavam firmados. A permanência destes patamares da taxa de câmbio, observados no início do 2º semestre deste ano, poderá afetar as decisões para 2017.

Para a maior parte das empresas entrevistadas nesta sondagem, a taxa de câmbio adequada para proporcionar competitividade aos seus negócios é de R$ 3,50 por dólar.

Também foi identificado, na sondagem de julho de 2016, que a maior parte das empresas (91%) não mostrou dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Das entrevistadas, 39% perceberam pressões nos preços acima do normal.

Ainda nessa sondagem, 46% das empresas sentiram pressões em outros custos, como de energia, água, impostos, entre outros. Destaca-se que este percentual atingiu 90%, em junho do ano passado.

Quanto a financiamentos, 45% das empresas pesquisadas que utilizam recursos para capital de giro tiveram dificuldades na obtenção. Observa-se que 69% das entrevistadas não recorrem a estes instrumentos.

Conforme as empresas consultadas, a utilização média da capacidade produtiva, no mês de julho de 2016, foi de 67%, considerando 100% a capacidade total da empresa. Este resultado está próximo dos atingidos nas sondagens anteriores, 66%, em maio de 2016, e 69%, em junho de 2016.

Expectativas

Na sondagem de julho de 2016, as expectativas continuaram favoráveis.

Para o mês de agosto de 2016, na comparação com agosto de 2015, 39% das consultadas esperam crescimento das vendas/encomendas e 33% aguardam queda.

Foram observadas também perspectivas favoráveis para o 3º trimestre e para o 2º semestre deste ano, comparados aos iguais períodos do ano passado. Neste último caso, 46% das entrevistadas esperam crescimento e 34%, queda.

Destaca-se que a perspectiva positiva para o 2º semestre deste ano pode não ser suficiente para proporcionar crescimento das vendas/encomendas para o ano de 2016, em função do fraco desempenho do setor apresentado no 1º semestre. Para 2016, 37% das empresas projetam queda; 29%, estabilidade e 34% esperam expansão.

Os indicadores da atividade econômica sugerem que o pior da crise já passou, porém a recuperação deverá se lenta.

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Aspectos Setoriais

Conforme a sondagem do setor, no mês de julho de 2016, a atividade da indústria eletroeletrônica ainda permaneceu retraída, com melhores perspectivas para o 2º semestre deste ano.

- Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os novos negócios de bens de Automação Industrial e Equipamentos Industriais ainda continuam tímidos, com poucos investimentos no setor produtivo. As empresas fabricantes destes produtos acreditam na retomada da atividade neste 2º semestre.

Segundo a CNI, o ICEI - Índice de Confiança do Empresário Industrial - apontou crescimentos significativos nos últimos meses, e atingiu 51,5 pontos, em agosto de 2016, passando a linha divisória de 50 pontos, o que significa que os empresários estão confiantes, após 28 meses permanecendo abaixo desta linha.

- Material Elétrico de Instalação

Também estão modestas as vendas de Material Elétrico de Instalação, que continuam sofrendo os impactos da retração do mercado de varejo e da queda de atividade da Construção Civil.

Conforme a CNI, a Construção Civil registrou queda da atividade em junho de 2016 em relação ao mês imediatamente anterior, porém desde janeiro deste ano, o ritmo da redução vem desacelerando.

- Telecomunicações e Informática

Os mercados de telefones celulares e de bens de informática (desktops, notebooks e tablets) também esperam resultados mais positivos a partir do 2º semestre deste ano.

No segmento de bens de consumo, as expectativas também estão favoráveis. No mês de julho, o INEC - Índice Nacional de Expectativa do Consumidor -, da CNI, ficou estável em relação ao mês imediatamente anterior, e cresceu 3,4% em comparação com o julho do ano passado.

- GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Em GTD, os negócios das empresas fabricantes de bens de Geração permaneceram contando com as encomendas decorrentes dos leilões que vêm ocorrendo nos últimos anos.

Porém, segundo Relatório da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica -, cerca de 20% das usinas em implantação estão com alguma inconformidade com os cronogramas previstos.

Para o 2º semestre deste ano são esperados dois leilões de reserva, que ocorrerão em 23 de setembro e 16 de dezembro. No primeiro, poderão participar projetos de usinas solares e pequenas hidrelétricas. No segundo, somente solares e eólicas.

Também está previsto um leilão para projetos regulares de geração, com início de fornecimento de energia em 2019. O leilão, sem data definida, deve ocorrerá ainda este ano.

Na Transmissão, está marcado um leilão para o próximo dia 02 de setembro. As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 48 a 60 meses, a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão, prevista para 25 de novembro de 2016. Serão implantados aproximadamente 6.600 km de linhas de transmissão e 6.750 MVA em capacidade de subestações.

E, no caso da Distribuição, no 1º semestre deste ano, os negócios foram melhores dos ocorridos em igual período de 2015, lembrando, porém, que no ano passado, a atividade deste segmento estava muito desaquecida.

Ainda referente à Distribuição, para os próximos meses as expectativas são favoráveis devido aos reajustes das tarifas de energia elétrica, e também, pela possibilidade de privatização de algumas distribuidoras estatais.

ANEXOS

Vendas/Encomendas

Vendas/Encomendas

Vendas/Encomendas

Vendas/Encomendas

Vendas/Encomendas

Vendas/Encomendas

Vendas/Encomendas

Vendas/Encomendas

Vendas/Encomendas em relação ao igual mês do ano anterior

 

Informações Adicionais

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Informações Imprensa

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