Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Outubro/2020

Sondagem

Os principais indicadores da indústria eletroeletrônica, apontados na sondagem de conjuntura realizada em outubro de 2020, ficaram praticamente estáveis ao comparar com os resultados da pesquisa anterior. Vale lembrar que esses indicadores vêm melhorando desde junho deste ano, sinalizando retomada da atividade.

Os resultados mais favoráveis registrados nas sondagens nos últimos meses também foram observados nos dados de produção do IBGE, no índice de confiança da CNI, nas importações da SECEX/MDIC, no nível de emprego do Novo Caged, entre outros.

As perspectivas para o ano de 2020 permanecem favoráveis, porém os empresários continuam cautelosos.

As expectativas para 2021 estão otimistas, com 75% das entrevistadas projetando crescimento em relação a 2020, 22% estão prevendo estabilidade e apenas 3% esperam queda.

Os principais indicadores da indústria eletroeletrônica, apontados na sondagem de conjuntura realizada em outubro de 2020, ficaram praticamente estáveis ao comparar com os resultados da pesquisa anterior. Vale lembrar que esses indicadores vêm melhorando desde junho deste ano, sinalizando retomada da atividade.

Os resultados mais favoráveis registrados nas sondagens nos últimos meses também foram observados nos dados de produção do IBGE, no índice de confiança da CNI, nas importações da SECEX/MDIC, no nível de emprego do Novo Caged, entre outros.

Neste levantamento destacou-se a elevação de 25% para 29% no total de empresas que aumentaram o número de empregados. Este foi o quinto crescimento consecutivo. Vale lembrar que esse percentual estava em apenas 4% entre abril e maio.

Ainda no que se refere ao número de empregados, manteve-se em 3% o total de entrevistadas que diminuíram seu quadro de funcionários, resultado bem inferior aos 37% observados em abril.

Conforme dados do Novo Caged, a indústria eletroeletrônica, abriu 4.373 vagas de trabalho no mês de setembro, atingindo 243,6 mil trabalhadores. Esse resultado é o saldo do nível de emprego do setor, ou seja, a diferença entre admissões e desligamentos. Esse foi o quarto aumento consecutivo após três quedas seguidas.

Destaca-se que os incrementos observados nos últimos quatro meses compensaram toda queda verificada entre os meses de março e maio deste ano. Porém, é necessário que o emprego continue crescendo nos próximos meses para que se consolide a retomada da atividade.

No caso das vendas/encomendas, apesar da pequena redução (de 67% para 65%), continuou alto o percentual de empresas que citaram crescimento no mês de outubro de 2020 em relação ao igual mês do ano passado.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, as indicações de aumento das vendas/encomendas recuaram de 57% para 49%.

No que se refere ao ritmo dos negócios, o percentual de empresas que verificaram negócios abaixo das expectativas aumentou um ponto percentual, passando de 18% para 19%, permanecendo, mesmo assim, nos menores patamares deste ano.

A utilização da capacidade instalada ficou estável em 77%. Vale lembrar de que desde a sondagem passada, esse indicador retomou os níveis observados em janeiro e fevereiro deste ano.

No mercado internacional, observou-se redução de apenas um ponto percentual no número de empresas que citaram crescimento nas exportações, que passaram de 43% para 42%.

Conforme os dados da SECEX/MDIC, as exportações não estão esboçando reação neste ano. No mês de outubro de 2020, as vendas externas de produtos elétricos e eletrônicos caíram 11% em relação ao mês imediatamente anterior. Ao comparar com outubro do ano passado, a queda foi de 25%.

Dessa forma, no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, as exportações recuaram 23% em comparação com o igual período de 2019.

As importações ficaram praticamente estáveis em outubro de 2020 em relação mês imediatamente anterior, destaca-se que essa estabilidade ocorreu após três crescimentos consecutivos.

Ressalta-se porém que, mesmo com esses incrementos, no acumulado de janeiro a outubro de 2020, as importações permanecem abaixo das registradas no mesmo período do ano passado (-11%).

Ainda nessa sondagem, entre as empresas que utilizam financiamentos para capital de giro, permaneceu baixo o número de entrevistadas que relataram dificuldades na sua obtenção (13%).

Esse percentual foi muito inferior aos 67% verificados em abril. A dificuldade no acesso ao crédito foi um dos principais entraves encontrados pelas empresas no início da pandemia.

Ainda referente aos financiamentos para capital de giro, 65% das entrevistadas não utilizam esses recursos.

No que se refere aos estoques, permanece elevado o número de pesquisadas com estoques abaixo do normal, tanto no caso de componentes e matérias-primas (32%), como nos produtos acabados (35%). Vale lembrar que esses percentuais estavam por volta de 13% (em média) no 1º trimestre deste ano.

Ainda neste levantamento, ampliou-se, pela quarta vez seguida, o número de empresas que sentiram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas, que estava em 21% em junho e subiu para 70% em setembro.

Entre os principais itens citados pelas empresas do setor estão: papelão, cobre, materiais plásticos, componentes eletrônicos, aço carbono, latão, alumínio, aço silício, chumbo, entre outros.

Nas últimas sondagens também vêm sendo observada ampliação no número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos custos de componentes e matérias-primas, que atingiu 85% em outubro, resultado igual ao apontado no levantamento de setembro. Este foi o maior percentual deste ano, permanecendo muito acima do verificado em janeiro que estava em 30%.

Conforme as entrevistadas, dentre os principais fatores que estão gerando a elevação nos custos de componentes e matérias-primas, destacam-se a desvalorização cambial e o incremento nos preços dos fretes marítimo e aéreo. Vale lembrar as fortes oscilações na taxa de câmbio que vem ocorrendo desde o início do ano, uma vez que, em janeiro, o dólar estava sendo cotado a R$ 4,15 (média mensal) e subiu para R$ 5,63 em outubro.

No caso de outros custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros, o comportamento foi diferente, com apenas 25% das entrevistadas relatando pressões nestes custos.

Expectativas

As perspectivas para os próximos meses permanecem favoráveis, porém os empresários continuam cautelosos.

As empresas do setor eletroeletrônico esperam que a retomada da atividade continue nos próximos meses. Porém, estão atentas à evolução da pandemia no Brasil e no mundo, principalmente devido a segunda onda que está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos.

As entrevistadas também estão atentas às próximas ações que serão realizadas pelo governo do Brasil para amenizar os impactos do Coronavírus na economia.

Conforme dados da CNI agregados pela Abinee, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico recuou no mês de outubro após quatro crescimentos seguidos. Destaca-se, porém que, mesmo com essa queda, o empresário do setor permanece confiante.

Nesta última sondagem realizada pela Abinee, a maior parte das empresas espera crescimento (32%) ou estabilidade (43%) para as vendas/encomendas no mês de novembro de 2020 em relação a outubro de 2020.

Para o 4º trimestre de 2020, 54% das entrevistadas estão prevendo incremento em relação ao 3º trimestre do ano, 36% estabilidade e 10% queda.

Expectativa de Vendas

Para o 2º semestre de 2020, 73% das pesquisadas projetam crescimento em relação ao 1º semestre deste ano, 18% esperam estabilidade e 9% têm previsão de queda ao comparar com o 1º semestre de 2020.

Destaca-se que as avaliações quanto aos efeitos negativos decorrentes da pandemia de Covid-19 estão sendo revisadas constantemente.

É importante lembrar que, segundo o Boletim Focus do Banco Central, na primeira semana de janeiro, a projeção do PIB do País para 2020 era de crescimento de 2,30%. Em março, essa taxa tornou-se negativa, chegando a atingir -6,54% no mês de junho. A partir da segunda da semana de julho, com a melhora de alguns indicadores da economia, começaram a ser observadas pequenas reduções na taxa negativa projetada para o PIB. Na última divulgação do Banco Central, na semana do dia 13 de novembro, a projeção estava em -4,66%.

Expectativa de Vendas

No caso da indústria eletroeletrônica, as projeções também vêm melhorando nos últimos meses, com exceção deste último levantamento. Na sondagem de outubro de 2020, o percentual de entrevistadas com expectativas de crescimento para 2020 em relação ao ano passado diminuiu sete pontos percentuais em comparação à pesquisa anterior. Ressalta-se, porém, que essa queda aconteceu após cinco aumentos consecutivos.

Mesmo com essa redução, 47% das empresas projetam crescimento para esse ano, percentual muito superior aos 23% observados em abril deste ano.

Ainda referente às previsões para 2020, 27% das empresas esperam estabilidade e 26% projetam queda.

As expectativas para 2021 estão otimistas com aumento de 70% para 75% no número de entrevistadas projetando crescimento em comparação a 2020.

Essa sondagem também identificou que 22% das empresas estão prevendo estabilidade e apenas 3% esperam queda.

Anexos

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

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