Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Mar/2018

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de março de 2018, não apontou indicadores tão favoráveis como os apresentados na sondagem de janeiro.

Esse comportamento já havia sido sinalizado na sondagem anterior, apresentada em fevereiro.

As incertezas referentes ao atual cenário político com as eleições que ocorrerão neste ano estão influenciando este resultado, pois inibem a tomada de decisões dos investidores.

Mas mesmo assim, as expectativas permanecem otimistas para 2018.

Nos últimos dois meses verificou-se que vem reduzindo o percentual de empresas que apontaram incremento nas vendas/encomendas em relação ao igual período do ano passado.

Observou-se também nas duas últimas pesquisas, elevação no total de empresas que tiveram resultados abaixo da expectativa.

Quanto ao nível de emprego, aumentou o percentual de entrevistadas que reduziram seu quadro de funcionários.

Recuaram também as indicações de crescimento nas exportações.

Observou-se que permanece alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica, o que inibe a realização de novos investimentos.

Porém, no caso de estoques, observou-se situação de normalidade, tanto para matérias-primas e componentes, como para produtos acabados. Neste último caso, observou-se um ajuste, com redução no total de empresas que citaram estoques acima do normal.

Mesmo com estes resultados, as expectativas continuam favoráveis com maior número de empresas projetando crescimento do que as que esperam queda, tanto para o próximo mês, como para o 2º trimestre, para o 1º semestre e para o ano de 2018, sempre comparados com iguais períodos de 2017.

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de março de 2018, não mostrou indicadores tão favoráveis como os apresentados na sondagem de janeiro.

Esse comportamento já havia sido sinalizado na sondagem anterior, apresentada em fevereiro.

As incertezas referentes ao atual cenário político com as eleições, que ocorrerão neste ano, estão influenciando este resultado, pois inibem a tomada de decisões dos investidores.

Nota-se, conforme dados da CNI, que a confiança do empresário industrial recuou no mês de abril, interrompendo dois meses de estabilidade e após seis meses de crescimento, desde agosto de 2017.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor oscilou em patamares relativamente baixos nos primeiros meses deste ano.

Na sondagem realizada pela Abinee verificou-se, nos últimos dois meses, a redução do percentual de empresas que apontaram incremento nas vendas/encomendas em relação ao igual período do ano passado, passando de 59% em janeiro, para 49% em março.

Em relação ao mês imediatamente anterior, este percentual aumentou de 40% na pesquisa de fevereiro, para 51%, na sondagem de março. Porém é importante lembrar que fevereiro foi uma base fraca de comparação, uma vez que teve menos dias uteis em função do feriado de carnaval.

Nas duas últimas pesquisas, também foi desfavorável a elevação ocorrida no total de empresas que tiveram resultados abaixo da expectativa, que estava em 34% em janeiro, e aumentou para 49% em março.

Em relação ao mercado internacional, recuou de 51% para 37% o total de empresas que tiveram incremento nas exportações. Contudo, permanece maior o percentual de entrevistadas que observaram crescimento do que indicações de queda (17%).

Quanto ao nível de emprego, cresceu de 14% para 16% o total de empresas que aumentou seu quadro de funcionários. Porém ampliou-se o percentual de entrevistadas que reduziu o número de trabalhadores, que estava em apenas 3% na sondagem de fevereiro e passou para 12% no levantamento de março.

Mesmo assim, os dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), apontam que o setor eletroeletrônico continuou com resultados positivos, com aumento pelo 3º mês consecutivo no total de empregados. No 1º trimestre deste ano, a indústria elétrica e eletrônica ampliou 4.625 vagas, totalizando 238,8 mil funcionários.

A utilização da capacidade instalada aumentou de 75% para 77%, voltando aos resultados apontados no final do ano passado. Contudo, observa-se que ainda permanece alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica, fato que inibe a realização de novos investimentos.

Porém, no caso de estoques, observou-se situação de normalidade, tanto para matérias-primas e componentes (74%) como para produtos acabados (72%). Neste último caso, observou-se ajuste nos estoques, com redução no total de empresas que citaram estoques acima do normal (27% na pesquisa de fevereiro e 20% em março).

Também nesse levantamento verificou-se que 72% das empresas permaneceram sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Notou-se que 52% das empresas perceberam pressões nos preços acima do normal, resultado 10 pontos percentuais acima do atingido em fevereiro (42%).

No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, 33% de entrevistadas sofreram pressões nestes custos, resultado pouco maior do que o apresentado em fevereiro (31%), porém abaixo do final do ano passado (37%).

A sondagem identificou ainda que 72% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 26% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos, mesmo resultado registrado na pesquisa de fevereiro.

Expectativas

Mesmo com as incertezas citadas acima, as expectativas permanecem otimistas para este ano.

Algumas entrevistadas mostraram preocupação, também, com a possibilidade da reoneração da folha de pagamentos, uma vez que a substituição da base de cálculo da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamentos é um fator fundamental na competitividade de muitas empresas do setor.

Para os próximos meses, as perspectivas são favoráveis, com maior número de empresas projetando crescimento em relação às que esperam queda.

Verifica-se que 65% das empresas projetam incremento nas vendas no mês de abril; 69% no 2º trimestre de 2018 e 65% no 1º semestre de 2018, sempre comparados aos mesmos períodos do ano anterior.

Expectativa

Para 2018, 70% das entrevistadas têm perspectivas de crescimento nas vendas/encomendas. Este percentual foi significativo, apesar de ter sido inferior aos registrados nos meses anteriores.

Expectativa

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

ANEXOS

Vendas/Encomendas

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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