Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Setembro/2017

Sondagem

A sondagem de conjuntura do mês de setembro de 2017 apontou alguns indicadores da indústria elétrica e eletrônica mais favoráveis em relação aos registrados na pesquisa anterior.

Neste último levantamento, 56% das empresas indicaram crescimento nas vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado. Esse foi o maior percentual verificado desde fevereiro de 2014, quando 61% das entrevistadas deram essa indicação.

Concomitantemente a essa constatação, foi observada redução de 35% para 28% no total de empresas que indicaram retração.

Notou-se que vem melhorando a previsibilidade das empresas do setor. No levantamento de setembro, 46% das pesquisadas tiveram negócios conforme suas expectativas. Este percentual foi o maior desde fevereiro de 2014 (56%), com exceção apenas do mês de março, quando 49% das empresas deram essa indicação.

Também foi positivo o recuo, de 10% para 7%, no número de entrevistados que reduziram seu quadro de funcionários. Essa foi a segunda vez, nos últimos três anos, que o percentual de empresas que aumentaram seu quadro de funcionários (14%) ultrapassou as indicações de queda. Este comportamento também foi observado na pesquisa realizada no mês anterior.

Ainda referente ao nível de emprego, destacou-se a ampliação no percentual de indicações de estabilidade, que passaram de 70%, para 74% e para 79%, nas últimas três sondagens.

Nessas últimas pesquisas também foi observado incremento na utilização da capacidade produtiva, que estava em 69%, passou para 74%, e aumentou para 75%.

Observou-se também que os níveis de estoques, tanto de componentes e matérias-primas como de produtos acabados, estão tendendo à normalidade, com cerca de 70% das entrevistadas apontando essa situação.

Por outro lado, reduziram as indicações de crescimento das vendas/encomendas ao comparar com o mês imediatamente anterior, recuando de 60% das entrevistadas, na pesquisa de agosto, para 35%, neste último levantamento.

Quanto ao comércio internacional, diminuiu de 38% para 35% o número de empresas que ampliaram suas exportações, porém essa foi a 5ª pesquisa consecutiva que o total de empresas que registraram incremento nas vendas externas superou as indicações de queda.

As expectativas são positivas para os próximos meses, com maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda para o mês de outubro, para o 4º trimestre e para o 2º semestre deste ano, sempre comparados com iguais períodos do ano passado.

Para o ano de 2017, 60% das empresas projetam crescimento, percentual superior ao verificado na pesquisa anterior (56%).

Ainda referente a este ano, 16% esperam estabilidade e 24% tem perspectiva de queda ao comparar com 2016.


A sondagem de conjuntura do mês de setembro de 2017 apontou alguns indicadores da indústria elétrica e eletrônica mais favoráveis em relação aos registrados na pesquisa anterior.

Neste último levantamento, 56% das empresas indicaram crescimento nas vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado. Esse foi o maior percentual verificado desde fevereiro de 2014, quando 61% das entrevistadas deram essa indicação.

Concomitantemente a essa constatação, foi observada redução de 35% para 28% no total de empresas que indicaram retração.

Também foi positivo o recuo, de 10% para 7%, no número de entrevistados que reduziram seu quadro de funcionários. Essa foi a segunda vez, nos últimos três anos, que o percentual de empresas que aumentaram seu quadro de funcionários (14%) ultrapassou as indicações de queda (7%). Este comportamento também foi observado na pesquisa realizada no mês anterior.

Ainda referente ao nível de emprego, destacou-se a ampliação no percentual de indicações de estabilidade, que passaram de 70%, para 74% e para 79%, nas últimas três sondagens.

Conforme dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o setor elétrico e eletrônico aumentou 404 vagas no mês de setembro de 2017.

Esse foi o terceiro mês consecutivo de crescimento no nível de emprego. Com exceção dos meses de maio e junho, todos os demais meses deste ano até setembro, apontaram elevação no total do número de empregados em relação ao mês imediatamente anterior.

No acumulado dos primeiros nove meses de 2017, o nível de emprego do setor aumentou em 3,1 mil postos de trabalho, totalizando 235,9 mil funcionários no final de setembro.

Por outro lado, reduziram as indicações de crescimento das vendas/encomendas ao comparar com o mês imediatamente anterior, recuando de 60% das entrevistadas, na pesquisa de agosto, para 35%, neste último levantamento.

Notou-se que vem melhorando a previsibilidade das empresas do setor. No levantamento de setembro, 46% das pesquisadas tiveram negócios conforme suas expectativas. Este percentual foi o maior desde fevereiro de 2014 (56%), com exceção apenas do mês de março, quando 49% das empresas deram essa indicação.

Ainda nessa sondagem, verificou-se que mesmo com a desfavorável elevação de 41% para 44% no número de empresas que tiveram negócios abaixo do esperado, este percentual permaneceu abaixo dos 60% observados na pesquisa de julho.

Observou-se também, que os níveis de estoques, tanto de componentes e matérias-primas como de produtos acabados, estão tendendo à normalidade, com cerca de 70% das entrevistadas apontando essa situação.

Porém, verificou-se, neste último levantamento, em ambos os casos, aumento no percentual de empresas que estão com estoques acima do normal, passando de 15% para 19%, no caso de componentes, e de 23% para 26%, nos produtos finais.

Quanto ao comércio internacional, o número de empresas que ampliaram suas exportações diminuiu de 38% para 35%, porém destaca-se que essa foi a 5ª pesquisa consecutiva que o total de empresas que registraram incremento nas vendas externas superou as indicações de queda.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – Secex/MDIC, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos aumentaram 13,9% no mês de setembro de 2017 em relação ao mesmo mês do ano passado, acumulando acréscimo de 1,7% no acumulado de janeiro-setembro.

No caso das importações de bens do setor, o incremento em setembro foi de 20,7% e, no acumulado dos primeiros nove meses do ano, atingiu 15,5% ao comparar com o igual período do ano passado.

Ainda na sondagem, verificou-se que a maior parte das empresas (84%) permaneceu sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Das pesquisadas, 32% perceberam pressões nos preços acima do normal.

No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, vem sendo observada queda no total de entrevistadas que estão observando pressões nestes custos, que passou de 39% na sondagem de julho, para 33% na pesquisa de agosto, e reduziu para 28% neste último levantamento.

Também foi identificado que 69% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 23% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

As expectativas são positivas para os próximos meses, com maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda para o mês de outubro, para o 4º trimestre e para o 2º semestre deste ano, sempre comparados com iguais períodos do ano passado.

Expectativa de vendas

Para o ano de 2017, 60% das empresas projetam crescimento, percentual superior ao verificado na pesquisa anterior (56%).

Ainda referente a este ano, 16% esperam estabilidade e 24% tem perspectiva de queda ao comparar com 2016.

Espectativa de vendas para o ano de 2017 em relação a 2016

Os resultados detalhados desta Sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Aspectos Setoriais

· Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os fabricantes de Automação Industrial e Equipamentos Industriais continuam cautelosos em decorrência das incertezas do atual cenário do País.

O sucesso do leilão de blocos para exploração e produção de petróleo e gás, ocorrido em 27 de setembro, trouxe perspectivas favoráveis para as empresas fabricantes de bens destas áreas, uma vez que é esperado que os investimentos decorrentes deste leilão ocorram com produtos locais.

O empresário industrial permanece confiante. Segundo a CNI, o ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial – apontou ligeira alta no mês de outubro, alcançando 56,0 pontos.

É importante lembrar que, em setembro, este indicador apontou incremento significativo em comparação com agosto, atingindo o maior índice já registrado desde março de 2013.

Outro ponto relevante é que o ICEI permaneceu acima da sua média histórica, atualmente em 54 pontos, pelo segundo mês consecutivo.

· Material Elétrico de Instalação

As empresas fabricantes de Material Elétrico de Instalação continuam sofrendo com a queda de atividade da Construção Civil.

Os negócios observados foram mais concentrados no segmento de varejo, que vende materiais principalmente para reforma de edificações.

Porém as perspectivas são otimistas. Segundo a Sondagem da Indústria da Construção da CNI, realizada em agosto, o indicador de expectativas do nível de atividade da indústria da construção ultrapassou a linha divisória de 50 pontos, que mostra perspectivas favoráveis, atingindo 52,5 pontos.

Destaca-se que as expectativas de nível de atividade, novos empreen­dimentos, número de empregados e com­pras de matérias-primas estão todas otimistas, o que não acontecia há mais de três anos.

· Informática e Telecomunicações

No caso de bens de consumo, o mercado de smartphones permaneceu aquecido durante os primeiros meses do ano, contando também com a liberação do FGTS.

Conforme dados do IDC, o mercado de smartphones, em unidades, cresceu 17% no acumulado de janeiro a agosto de 2017 em comparação com igual período do ano passado.

As vendas de bens de Informática foram modestas no 1º semestre do ano, melhorando o seu desempenho a partir de julho. No acumulado dos primeiros oito meses deste ano, o mercado de notebooks apontou incremento de 16% em relação ao igual período do ano passado e no caso de desktops, a elevação foi de 2%.

O mercado de tablets registrou ligeira elevação nos meses de julho e agosto, beneficiado pela proximidade do Dia das Crianças. Mesmo com essa melhora, o resultado acumulado de janeiro a agosto de 2017 foi 3% abaixo do apresentado no mesmo período de 2016.

A confiança do consumidor continuou volátil. Segundo dados da CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor – INEC recuou 3,1% em setembro em relação a agosto. Essa queda reverteu o crescimento apresentando no mês anterior, levando o índice para o menor valor do ano. (98,5 pontos).

· GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Na Geração, o leilão de descontratação de energia de reserva, realizado em agosto, cancelou 557 MW em projetos de novas usinas. Do ponto de vista das empresas, foram 557 MW de potenciais encomendas canceladas.

A expectativa agora está nos leilões de dezembro de 2017 com energia elétrica entregue em 2021 e 2023, conhecidos como Leilões A-4 e A-6, respectivamente.

No Leilão A-4, serão negociados contratos para usinas hidrelétricas, termelétricas a biomassa e usinas a partir de fonte eólica e solar fotovoltaica.

E no Leilão A-6 de 2017 serão negociados contratos para usinas hidrelétricas, termelétricas a carvão, a gás natural em ciclo combinado ou a biomassa e usinas a partir de fonte eólica.

Na Transmissão, os investimentos estão mais regulares, e as empresas continuam contando com os leilões realizados nos últimos anos.

Em Distribuição, os negócios continuaram parados e afetados, principalmente, pela baixa atividade econômica uma vez que este segmento depende de forma significativa do consumo industrial, que não vem mostrando reação neste ano.

Vendas/Encomendas

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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