Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Junho/2020

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de junho de 2020 mostrou melhora nos principais indicadores do setor, sugerindo que o pior já passou.

Conforme as sondagens realizadas no decorrer desse ano, nota-se que abril de 2020 foi o mês que sofreu os maiores impactos da pandemia de Covid-19.

Esse comportamento também pode ser verificado nos dados de produção do IBGE, no índice de confiança da CNI, nas exportações da SECEX/MDIC, entre outros.

É importante ressaltar que essa melhora ainda é muito tímida e os indicadores permanecem muito abaixo dos patamares anteriores à pandemia.

Para o ano 2020, a situação permanece de cautela. As perspectivas continuam sendo de retração da atividade em relação a 2019, porém estão mais otimistas do que as apontadas nos últimos três meses.

A sondagem de conjuntura da indústria eletroeletrônica realizada no mês de junho de 2020 mostrou melhora nos principais indicadores do setor, sugerindo que o pior já passou.

Conforme as sondagens realizadas no decorrer desse ano, nota-se que abril de 2020 foi o mês que sofreu os maiores impactos da pandemia de Covid-19.

Esse comportamento também pode ser verificado nos dados de produção do IBGE, no índice de confiança da CNI, nas exportações da SECEX/MDIC, entre outros.

É importante ressaltar que essa melhora ainda é muito tímida e os indicadores permanecem muito abaixo dos patamares anteriores à pandemia.

Conforme dados do IBGE, a queda mais expressiva da produção da indústria eletroeletrônica foi no mês de abril de 2020, que atingiu 30,3% em relação a março. Já no mês de maio foi observado incremento de 15,6% em relação ao mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal).

O índice de confiança do setor apontou o menor índice da série histórica no mês de abril (32,6 pontos), com queda de 24,2 pontos em relação ao mês anterior.

Em maio, o ICEI do setor aumentou 1 ponto em relação a abril; e em junho, o incremento foi de 9,3 pontos em comparação com maio, atingindo 40,3 pontos.

No caso das exportações de produtos eletroeletrônicos, a retração mais expressiva também foi verificada no mês de abril, que atingiu 24% em relação a março, totalizando US$ 306 milhões. No mês de maio, as vendas externas aumentaram 10% em comparação a abril, e recuou novamente em junho, porém com uma queda menos expressiva (-3%), sempre comparando com o mês imediatamente anterior.

Os principais indicadores da indústria eletroeletrônica analisados na sondagem de conjuntura também vêm seguindo essa trajetória.

Neste último levantamento, aumentou de 20% em maio para 47% em junho o número de empresas que citaram elevação nas vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado. Também foi significativa a redução de 70% para 44% nas indicações de queda.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior também foram verificadas alterações expressivas, com incremento de 45% para 67% no total de entrevistadas com expansão nas vendas/encomendas e diminuição de 34% para 16% nas indicações de retração.

Destacou-se a redução de 63% para 38% no percentual de pesquisadas que tiveram negócios abaixo do esperado.

No caso das exportações, verificou-se queda de 60% para 42% nas indicações de retração nas vendas externas.

É importante destacar que, mesmo com a melhora nas exportações de produtos eletroeletrônicos no mês de maio em relação a abril observada nos dados da SECEX/MDIC, os resultados apontados nos últimos três meses (abril, maio e junho) foram os piores dos últimos 20 anos ao comparar com iguais períodos dos anos anteriores.

Retomando a análise da sondagem de conjuntura, foi observado nos três últimos levantamentos, que o total de empresas que estão reduzindo seu quadro de funcionários vem caindo de 37% em abril, para 25% em maio e para 18% em junho.

Ainda no que se refere ao nível de emprego, 11% das entrevistadas relataram que aumentaram seu número de funcionários. Esse resultado foi superior aos 4% observados nos meses de abril e maio.

Melhorou também a situação dos estoques, tanto de componentes e matérias-primas quanto de produtos acabados, com redução nas indicações de estoques acima do normal. No primeiro caso caíram de 32% para 26% e nos produtos acabados de 45% para 25%.

Nos dois últimos levantamentos foi observado aumento na utilização da capacidade instalada, que passou de 57% em abril, para 63% em maio e para 68% em junho. Apesar dessas elevações, esses indicadores continuaram em patamar inferior ao observado no início deste ano, quando estava em 77%.

Ainda nessa sondagem, entre as empresas que utilizam financiamentos para capital de giro, destacou-se a redução que vem ocorrendo nos últimos dois meses no número de entrevistadas que relataram dificuldades na sua obtenção, que estava em 67% em abril e passou para 37% em junho.

Apesar da queda, esse percentual ainda é muito elevado. Espera-se que as medidas do governo, que oferecem garantia emergencial para reduzir risco de pequenas e médias empresas na concessão de crédito, contribuam para o destravamento dessas operações.

Notou-se também que permaneceu alto o percentual de empresas que recorreram a financiamentos de capital de giro, atingindo 38% em junho. Vale lembrar que, em janeiro deste ano, apenas 29% das entrevistadas haviam utilizado estes instrumentos.

Ainda neste levantamento, foi verificada redução de 26% para 21% no total de empresas que sentiram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Porém continuou aumentando o número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos custos de componentes e matérias-primas, que passaram de 69% para 78%. Vale ressaltar que esse percentual está em ascensão desde o início do ano, uma vez que no mês de dezembro de 2019 havia registrado 21%.

Entre os principais fatores que estão gerando a elevação nos custos de componentes e matérias-primas, a desvalorização cambial foi citada por 77% das entrevistadas.

Destacaram-se as fortes oscilações na taxa de câmbio, uma vez que em dezembro do ano passado, o dólar estava sendo cotado a R$ 4,11 (média mensal), passando para R$ 5,33 em abril de 2020, aumentando para R$ 5,64 em maio e recuando para R$ 5,20 em junho.

Ainda referente a essa questão, além da desvalorização cambial, também foram citados outros motivos para o acréscimo nos preços de componentes e matérias-primas, tais como:

- aumento do preço dos componentes ou matérias-primas de fornecedor no mercado interno, citado por 57% das empresas;

- elevação no preço de fornecedor estrangeiro (adquirido por importação), indicado por 51% das entrevistadas;

- incremento no preços dos fretes marítimo e aéreo observado por 36% das pesquisadas;

- entre outros (7%), tais como elevação dos custos internos devido os cuidados e prevenção ao coronavírus; dificuldades para desenvolvimento de novos fornecedores, etc.

Anexos

No caso de outros custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros, o comportamento foi diferente, com redução de 23% para 14% no número de empresas que citaram pressões nestes custos.

Expectativas

Para os próximos meses, a situação permanece de cautela, porém as perspectivas estão mais otimistas do que as apontadas nos últimos três meses.

Para o mês de julho em relação a junho, 47% das entrevistadas projetam crescimento; 38% estabilidade e 15%, queda.

Para o 3º trimestre de 2020, 56% das entrevistadas estão prevendo incremento em relação ao 2º trimestre do ano, 31% estabilidade e 13% queda.

Vale lembrar que o Coronavírus chegou ao Brasil em meados de março causando maior impacto no 2º trimestre deste ano, principalmente nos meses de abril e maio.

Para o 2º semestre de 2020, 54% das pesquisadas projetam crescimento em relação ao 1º semestre deste ano, 27% esperam estabilidade e 19% têm previsão de queda.

Expectativa de Vendas

Os impactos negativos decorrentes da pandemia de Covid-19, vêm fazendo com que as estimativas para esse ano sejam revistas constantemente.

É importante lembrar, que segundo o Boletim Focus do Banco Central, na primeira semana de janeiro a projeção para o PIB do País para 2020 era de crescimento de 2,3%. Em março essa taxa tornou-se negativa, e chegou a atingir -6,54% no mês de junho. A partir da segunda da semana de julho, começou a ser observada uma pequena redução na taxa negativa projetada para o PIB, prevendo queda de 5,95% para 2020, na semana do dia 17,

Projeção para o PIB

Para o ano 2020, as perspectivas continuam desfavoráveis, porém verificou-se melhora em relação aos meses anteriores.

Destacou-se o aumento de 25% para 32% no total de empresas com expectativas de crescimento para 2020 em relação ao ano passado. Também foi relevante a redução de 57% para 44% no número de entrevistadas com projeções de queda.

Ainda referente às previsões para 2020, 24% das pesquisadas esperam estabilidade.

As empresas do setor eletroeletrônico esperam uma retomada gradual da atividade, porém permanecem as incertezas quanto à evolução da pandemia, o que leva a um ambiente de cautela.

Anexos

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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