Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Nov/2018

Sondagem

Os principais indicadores do setor eletroeletrônico apontaram comportamentos distintos na sondagem realizada em novembro de 2018.

Destacou-se o ajuste de estoques observado tanto em componentes e matérias-primas, como em produtos acabados.

Ainda nessa pesquisa, o nível de emprego manteve tendência de estabilidade.

Por outro lado, o resultado das vendas/encomendas verificado na sondagem de novembro não superou o indicado no levantamento anterior. Comportamento observado também na utilização da capacidade instalada.

Porém, é importante ressaltar que as empresas do setor eletroeletrônico estão otimistas para o próximo ano, tanto para o 1º trimestre, como para o 1º semestre, e também para o ano de 2019.

Nesse levantamento 83% das pesquisadas projetam crescimento para 2019, 13% estabilidade e 4% estão com expectativa de queda.

Os principais indicadores do setor eletroeletrônico apontaram comportamentos distintos na sondagem realizada de novembro de 2018.

Por um lado, destacou-se o ajuste de estoques observado tanto em componentes e matérias-primas, como em produtos acabados.

No caso de componentes, as indicações de estoques acima do normal reduziram-se de 28% para 20%. Nos produtos finais, a queda foi de 10 pontos percentuais, passando de 32% para 22%, nos dois últimos levantamentos.

No que se refere às vendas para o mercado internacional, aumentaram de 37% para 41%, as indicações de crescimento das exportações, concomitantemente à redução de 35% para 29% no total de empresas que observaram queda.

Vale lembrar que esse indicador oscilou bastante desde o início de 2018, o que não demostra uma tendência definida de melhora mesmo com a desvalorização do real frente ao dólar, que vem ocorrendo neste ano.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos cresceram 1,8% no período acumulado de janeiro a novembro de 2018 em relação ao igual período do ano anterior.

O nível de emprego manteve tendência de estabilidade, com 75% das entrevistadas dando essa indicação.

Por outro lado, o resultado das vendas/encomendas verificado na pesquisa de novembro não superou o indicado no levantamento anterior.

Nas duas últimas pesquisas caiu de 58% para 54%, o número de empresas que citaram aumento nas vendas/encomendas em relação ao mesmo mês de 2017, concomitantemente a elevação de 22% para 31% nas indicações de queda.

Esse comportamento também foi verificado ao comparar com o mês imediatamente anterior, cujas indicações de crescimento das vendas recuaram de 54% na pesquisa de outubro, para 41% na sondagem de novembro; e o total de empresas que observou retração subiu de 32% para 39%.

Permaneceu alto o número de empresas que realizaram negócios abaixo do esperado, que estava em 42% em outubro e subiu para 45% em novembro.

Também foi desfavorável a utilização da capacidade instalada citada pelas pesquisadas, que recuou de 76% para 74% no último levantamento.

Na sondagem de novembro continuou em 24% o percentual das entrevistadas que tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Também ficou estável o número de empresas que percebeu pressões nos preços destes itens acima do normal (52%).

Nessa última sondagem, 76% das entrevistadas repassaram os custos decorrentes da elevação do dólar para os preços, resultado próximo ao verificado na pesquisa anterior (75%).

Sua empresa repassou o aumento de custos decorrente da elevação do dólar?

Ainda nesse último levantamento, aumentaram de 38% para 40%, as indicações de entrevistadas que citaram pressões em outros custos, como energia, água, impostos, entre outros.

A sondagem identificou ainda que 64% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, observou-se queda de 35% para 24% nas indicações de pesquisadas que tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

Para o mês de dezembro de 2018, as expectativas para o setor permanecem favoráveis, com maior número de empresas que projetam incremento nas vendas/encomendas do que entrevistadas que esperam queda, em comparação com dezembro de 2017.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, a confiança do consumidor aumentou pelo quinto mês consecutivo, o que indica perspectivas mais otimistas. Ressalta-se que o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) atingiu, em novembro, o maior resultado desde janeiro de 2014.

Salienta-se que a proximidade do Natal deverá estimular as vendas de bens de consumo eletrônicos, tais como celulares e notebooks, no final do ano.

Também foi favorável o comportamento do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, que conforme dados da CNI agregados pela Abinee, no mês de novembro de 2018, apontou o maior resultado dos últimos oito anos, alcançando 65,2 pontos. Ressalta-se que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário.

Na sondagem realizada em novembro, também foram verificadas expectativas otimistas, tanto para o 1º trimestre de 2019, com 72% das empresas projetando crescimento em relação ao igual período de 2018; como também para o 1º semestre de 2019, com 77% das entrevistadas dando essa indicação.

Também são favoráveis as perspectivas das empresas do setor para o ano de 2019, com 83% das pesquisadas projetando crescimento, 13% estabilidade e 4% com expectativa de queda.

Expectativas e Anexos

Expectativas e Anexos

As séries históricas desses indicadores estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 

Informações Adicionais

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