Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Agosto/2018

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de agosto de 2018, apontou melhora nos indicadores do setor em relação à pesquisa de julho.

Aumentou o número de entrevistadas que verificaram expansão nas vendas/encomendas, tanto comparadas com agosto do ano passado, como em relação ao mês imediatamente anterior.

Apesar disso, os negócios ficaram abaixo das expectativas, fato que pode justificar as indicações de aumento nos estoques tanto de matérias-primas como de produtos acabado.

No que se refere às vendas para o mercado internacional, notou-se retração nas indicações de crescimento.

O número de empresas que indicou aumento no quadro de empregados foi maior ao observado na última pesquisa.

A utilização da capacidade instalada permaneceu estável nas últimas quatro pesquisas. Conclui-se, portanto, que continua alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica.

Quanto ao futuro, as empresas projetam crescimento, para o 3º trimestre, para o 2º semestre e para o ano de 2018.

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de agosto de 2018, apontou melhora nos indicadores do setor em relação à pesquisa de julho.

Aumentou o número de entrevistadas que verificaram expansão nas vendas/encomendas, tanto comparadas com agosto do ano passado, como em relação ao mês imediatamente anterior, passando de 36% em julho para 55% em agosto.

Apesar disso, os negócios ficaram abaixo das expectativas, fato que pode justificar as indicações de aumento nos estoques tanto de matérias-primas como de produtos acabado.

No que se refere às vendas para o mercado internacional, notou-se queda nas indicações de crescimento, que estavam em 49% na pesquisa de julho e passaram para 39% no levantamento de agosto.

Destacou-se aumento de 12% para 17% o número de empresas que ampliaram o seu quadro de funcionários em relação à última pesquisa.

Ressalta-se que essa foi a primeira vez, desde março deste ano, que o percentual das empresas que aumentaram seu quadro de funcionários foi superior ao número de empresas que indicaram queda. O saldo positivo no nível de emprego indica que as empresas mais contrataram do que demitiram.

A utilização da capacidade instalada permaneceu estável em 75% nas últimas quatro pesquisas. Conclui-se, portanto, que continua alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica.

Aumentou de 32% para 35% o número de pesquisadas que tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas.

Também nesse levantamento, aumentou de 58% para 62% o total de empresas que perceberam pressões nos preços destes itens acima do normal. Além disso, 50% das pesquisadas sofreram pressões nos custos de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros.

A sondagem identificou ainda que 63% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 38% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Nesta sondagem, apenas 9% das entrevistadas repassaram totalmente o aumento dos custos decorrentes da elevação do dólar para os preços.

A maior parte das empresas, ou seja, 57%, conseguiram repassar somente parte deste aumento.

Com isso, verifica-se que 34% das empresas não fizeram o repasse. Ainda que muitas empresas não tenham repassado o aumento do dólar nos preços, a permanência da taxa de câmbio no patamar dos R$ 4,00 por dólar tornará essa opção inviável.

Ressalta-se que nenhuma entrevistada citou não ter observado aumento nos custos devido às oscilações do câmbio.

Sua empresa repassou o aumento de custos decorrente da elevação do dólar?

Expectativas

As expectativas para o setor permanecem favoráveis, com maior número de empresas que projetam incremento do que entrevistadas que esperam queda, tanto para o setembro como para o 3º trimestre e 2º semestre deste ano, sempre comparados aos iguais períodos de 2017.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, voltou a crescer em agosto (registrando 54,1 pontos), após permanecer por dois meses consecutivos abaixo da linha dos 50 pontos, que indicava falta de confiança do empresário da indústria eletroeletrônica. Ressalta-se, porém, que apesar da melhora em agosto, o ICEI do setor permanece abaixo do registrado nos primeiros meses deste ano.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, melhorou a confiança do consumidor no mês de agosto. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) cresceu 3,1% em relação a julho, atingindo 104,7 pontos. Mesmo com a melhora, o INEC permanece em 2,8% abaixo de sua média histórica.

Apesar da melhora no resultado dessa sondagem comparada à anterior, nota-se que as empresas do setor continuam preocupadas com as incertezas políticas; pressões externas que acarretaram em oscilações do dólar; aumento nos preços dos insumos; redução nas projeções de crescimento do PIB; impactos da greve dos caminhoneiros; entre outros; que inibem o investimento do setor, reduzindo também as expectativas de crescimento para o ano, quando comparada à sondagem do mês de julho de 2018.

Para o ano de 2018, 66% das empresas projetam crescimento, 26% estabilidade e 8% esperam queda.

Expectativas e Anexos

As séries históricas desses indicadores estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

 
 
 

Informações Adicionais

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Gerente de Economia

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