Sondagem Conjuntural do Setor Eletroeletrônico - Julho/2017

Sondagem

A sondagem de conjuntura do mês de julho de 2017 mostrou melhora em alguns indicadores da indústria elétrica e eletrônica em relação aos registrados na pesquisa anterior.

Neste último levantamento, 54% das empresas indicaram crescimento nas vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado. Esse foi o maior percentual registrado desde fevereiro de 2014, quando 61% das entrevistadas deram essa indicação.

Também foi observado, pelo 3º mês consecutivo, queda no total de empresas que indicou retração.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, reduziram de 43% para 36% as indicações de queda das vendas/encomendas.

Outro indicador favorável foi o nível de emprego, onde foi verificado redução no percentual de empresas que diminuíram seu quadro de funcionários, concomitantemente ao aumento nas indicações de elevação no número de trabalhadores.

Essa foi a primeira vez, nos últimos três anos, que o percentual de empresas que reduziram seu quadro de funcionários (15%) não ultrapassou as indicações de aumento (15%).

Observou-se também que os níveis de estoques, tanto de componentes e matérias-primas como de produtos acabados, estão tendendo à normalidade, com mais de 70% das entrevistadas apontando essa situação.

Verificou-se, em ambos os casos, redução no percentual de empresas que estão com estoques acima do normal, porém, também recuaram as indicações de estoque abaixo do normal.

No caso das exportações, aumentou para 42% o número de empresas que elevaram suas vendas externas em comparação com o igual mês do ano anterior, apontando o maior percentual desde fevereiro de 2016.

Por outro lado, foi desfavorável o alto número de entrevistadas que tiveram negócios abaixo do esperado, que atingiu 60% das indicações. Este resultado ficou 3 pontos percentuais acima do apontado na pesquisa de junho (57%) e superior em 20 pontos percentuais ao verificado na sondagem de maio (40%).

Foi observada também redução na utilização da capacidade produtiva, que estava em 71% nos últimos três levantamentos e diminuiu para 69% nesta última sondagem.

As expectativas são positivas para os próximos meses, com maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda para o mês de agosto, para o 3º trimestre e para o 2º semestre deste ano, sempre comparados com iguais períodos do ano passado.

Para o ano de 2017, 61% das empresas projetam crescimento, percentual abaixo do verificado na pesquisa anterior (65%), porém acima do observado na pesquisa de maio (56%).

Ainda referente a este ano, 16% esperam estabilidade em relação ao ano passado e 23% tem perspectiva de queda.

A sondagem de conjuntura do mês de julho de 2017 mostrou melhora em alguns indicadores da indústria elétrica e eletrônica em relação aos registrados na pesquisa anterior.

Neste último levantamento 54% das empresas indicaram crescimento nas vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano passado. Esse foi o maior percentual registrado desde fevereiro de 2014, quando 61% das entrevistadas deram essa indicação.

Também foi observado, pelo 3º mês consecutivo, queda no total de empresas que indicou retração, que passou de 34% em maio, para 32% em junho e 31% em julho.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, reduziram de 43% para 36% as indicações de queda das vendas/encomendas. Notou-se também elevação no percentual de empresas que mostraram estabilidade, aumentando de 19% para 27%, nas duas últimas pesquisas.

Outro indicador favorável foi o nível de emprego, no qual foi verificada redução, de 19% para 15%, no percentual de empresas que diminuíram seu quadro de funcionários, concomitantemente ao aumento nas indicações de incremento no número de trabalhadores, que foi ampliado de 10% para 15% das empresas.

Essa foi a primeira vez, nos últimos três anos, que o percentual de empresas que reduziram seu quadro de funcionários (15%) não ultrapassou as indicações de aumento (15%).

Conforme dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o setor eletroeletrônico aumentou 284 vagas no mês de julho de 2017.

Ressalta-se que este incremento ocorreu após duas quedas consecutivas, voltando a apontar resultado mensal positivo, assim como estava acontecendo nos primeiros quatro meses do ano.

No acumulado dos primeiros sete meses de 2017, o nível de emprego do setor aumentou em 2,1 mil postos de trabalho, totalizando 234,9 mil funcionários em julho.

Observou-se também, na sondagem de julho, que os níveis de estoques, tanto de componentes e matérias-primas como de produtos acabados, estão tendendo à normalidade, com mais de 70% das entrevistadas apontando essa situação.

Verificou-se, em ambos os casos, redução no percentual de empresas que estão com estoques acima do normal, porém, também recuaram as indicações de estoque abaixo do normal.

No caso das exportações, aumentou de 38% para 42% o número de empresas que elevaram suas vendas externas em comparação com o igual mês do ano anterior. Este percentual foi o maior desde fevereiro de 2016, quando havia atingindo 48% das entrevistadas.

Observou-se também aumento nas indicações de queda das exportações nas duas últimas sondagens, que passou de 16% para 28%. Mesmo assim, é importante ressaltar, que nos últimos três meses, o número de empresas que verificaram incremento nas vendas externas foi superior às indicações de queda. Esse comportamento não era observado desde o 1º trimestre do ano passado.

Segundo dados da Secex/MDIC – Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior –, as exportações de produtos eletroeletrônicos aumentaram 5,8% no mês de julho de 2017 em relação ao mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 456,6 milhões.

No acumulado de janeiro a julho de 2017, as vendas externas de produtos do setor ficaram 0,6% abaixo das registradas no mesmo período de 2016, somando US$ 3,3 bilhões.

No caso das importações, observou-se elevação de 16,0% no mês de julho de 2017 comparado a julho do ano anterior. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, as importações de produtos do setor cresceram 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo US$ 16,3 bilhões. Destacaram-se as compras externas de componentes elétricos e eletrônicos que somaram US$ 10,0 bilhões, 29% acima do mesmo período de 2016.

Por outro lado, foi desfavorável o alto número de entrevistadas que tiveram negócios abaixo do esperado, que atingiu 60% das indicações. Este resultado ficou 3 pontos percentuais acima do apontado na pesquisa de junho (57%) e superior em 20 pontos percentuais ao verificado na sondagem de maio (40%).

Notou-se que o percentual de empresas que realizaram negócios conforme as suas expectativas vem recuando nos últimos três levantamentos, reduzindo de 41%, para 32% e para 28%.

Também foi observada redução na utilização da capacidade produtiva, que estava em 71% nos últimos três levantamentos e diminuiu para 69% nesta última sondagem. Este percentual voltou aos patamares registrados no ano passado e no início de 2017.

Verificou-se ainda que a maior parte das empresas (86%) permaneceu sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Das pesquisadas, 26% perceberam pressões nos preços acima do normal. No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, este percentual foi maior, com 39% das entrevistadas informando que observaram pressões nestes custos.

Do total de entrevistadas, 32% tiveram dificuldades na obtenção de financiamentos para capital de giro. Destaca-se que 67% das empresas pesquisadas não utilizam estes instrumentos.

Ainda referente a financiamentos, também foi identificada nesta sondagem a preocupação das empresas do setor eletroeletrônico quanto à alteração da TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo para a nova TLP - Taxa de Longo Prazo, nos casos de financiamento realizados pelas instituições financeiras federais, entre elas o BNDES, o que acarretará em elevação da taxa da operação.

As empresas do setor eletroeletrônico, de todos os portes, utilizam as linhas e programas do BNDES, não somente como tomadoras de recursos, mas principalmente como fornecedoras de máquinas e equipamentos.

Conforme esta última sondagem, 41% das entrevistadas do setor estão cadastradas no BNDES como fornecedoras de máquinas, equipamentos, sistemas e componentes, como possibilidade de oferecer para os seus clientes linhas de financiamento do banco. Segundo as empresas, essa possibilidade é fundamental e decisiva para garantir a concorrência com produtos importados.

Expectativa de Vendas

Dessas empresas, 69% acreditam que seus clientes reduzirão a compra de seus produtos adquiridos através de recursos do BNDES, caso a TJLP seja alterada pela TLP.

Expectativa de Vendas

O levantamento identificou que 24% das entrevistadas são tomadoras de recursos do BNDES através de suas linhas e programas. Metade dessas empresas reduzirão seus investimentos caso ocorra essa alteração nas taxas de financiamento do banco.

Como será suprido o aumento de vendas neste final de ano

Expectativas

As expectativas são positivas para os próximos meses, com maior número de entrevistadas projetando crescimento do que empresas com perspectivas de queda para o mês de agosto, para o 3º trimestre e para o 2º semestre deste ano, sempre comparados com iguais períodos do ano passado.

Expectativa de Vendas

Para o ano de 2017, 61% das empresas projetam crescimento, percentual abaixo do verificado na pesquisa anterior (65%), porém acima do observado na pesquisa de maio (56%).

Ainda referente a este ano, 16% esperam estabilidade em relação ao ano passado e 23% tem perspectiva de queda.

Observa-se que apesar da maior parte das empresas projetarem crescimento para 2017, este foi o maior percentual de entrevistadas com perspectivas de queda para este ano desde setembro de 2016, quando foi inserida essa pergunta na sondagem.

Expectativa de Vendas

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Aspectos Setoriais

· Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os fabricantes de Automação Industrial e Equipamentos Industriais continuam cautelosos em decorrência das incertezas do atual cenário do País, porém estão observando aumento no número de consultas referentes a bens sob encomenda.

Segundo a CNI, o ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial – aumentou 2 pontos no mês de agosto, após dois meses consecutivos de queda, atingindo 52,6 pontos.

Com isso, o ICEI se afastou da linha divisória de 50 pontos, avançando no campo da confiança. Entretanto, é importante lembrar que o índice permanece abaixo da sua média história de 54 pontos, o que significa que ainda não encontra-se em um nível necessário para estimular o investimento industrial.

· Material Elétrico de Instalação

No mês do julho, continuaram fracos os negócios das empresas fabricantes de Material Elétrico de Instalação que estão sofrendo com os impactos da retração do mercado de varejo e da queda de atividade da Construção Civil.

No 1º semestre deste ano, a atividade da indústria da construção permaneceu em queda. Segundo a Sondagem da Indústria da Construção da CNI, realizada no mês de junho, dentre os principais problemas apontados pelos empresários estão a demanda interna insuficiente, a elevada carga tributária e a inadimplência dos clientes.

· Informática e Telecomunicações

No caso de bens de consumo, continua aquecido o mercado de smartphones, que teve a colaboração da liberação do FGTS.

Conforme dados do IDC, o mercado de smartphones, em unidades, cresceu 19% no acumulado de janeiro a maio de 2017 em comparação com igual período do ano passado.

O mercado de bens de Informática está contando com as vendas de notebooks, uma vez que os mercados de desktops e tablets não esboçaram reação nos primeiros meses deste ano.

No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, o mercado em unidades de notebooks cresceu 10% em relação ao mesmo período de 2016, enquanto os desktops recuaram 2% e os tablets caíram 9%.

O INEC – Índice Nacional de Expectativa do Consumidor da CNI – registrou queda 1,0% em julho em relação ao mês imediatamente anterior, indicando que o consumidor está menos confiante. Este resultado foi 8,2% abaixo da média história do índice, o que demonstra que a confiança do consumidor permanece em patamar baixo.

· GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Na Geração, o leilão de descontratação de energia de reserva será realizado até o dia 31 de agosto, no qual poderão participar da disputa empreendimentos eólicos, solares e hídricos.


Neste leilão, as empresas que quiserem desistir de projetos que foram licitados em leilões de energia de reserva realizados em anos anteriores terão que pagar um prêmio para abrir mão do projeto.

Essa foi a solução encontrada pelo Governo, no modelo atual do setor, para cancelar os projetos de usinas que deixaram de ser necessárias, uma vez que o consumo de energia não cresceu como era esperado.

Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia marcou para dezembro de 2017 os leilões para compra de energia elétrica a partir de 2021 e 2023, conhecidos como Leilões A-4 e A-6, respectivamente.

No Leilão A-4, serão negociados contratos para usinas hidrelétricas, termelétricas a biomassa e usinas a partir de fonte eólica e solar fotovoltaica.

E no Leilão A-6 de 2017 serão negociados contratos para usinas hidrelétricas, termelétricas a carvão, a gás natural em ciclo combinado ou a biomassa e usinas a partir de fonte eólica.

O governo também divulgou o agendamento prévio dos certames do ano que vem. A ideia, de acordo com a divulgação, é realizar um novo Leilão A-4 já no 1º trimestre de 2018, nos mesmos moldes do A-4 de 2017. Além deste, está previsto um Leilão A-6, com o fornecimento a partir de 2024, e um leilão para atendimento à carga máxima ("ponta") do sistema também integram o planejamento do próximo ano.

Com estes leilões, abre-se a possibilidade de contratação de energia nova para os anos de 2021, 2022, 2023 e 2024, o que deverá gerar novas encomendas. Porém, existe a preocupação das empresas do setor quanto à concorrência de produtos importados em função do câmbio e das mudanças na taxa de juros dos financiamentos do BNDES.

Na Transmissão, os investimentos estão mais regulares, e continuam contando com os leilões realizados nos últimos anos.

No último dia 24 de abril, a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – realizou um leilão de transmissão, onde foram arrematados 31 dos 35 lotes licitados.

Em Distribuição, os negócios continuaram parados afetados, principalmente, pela baixa atividade econômica uma vez que este segmento depende de forma significativa do consumo industrial, que não vem mostrando reação nos primeiros meses deste ano.

ANEXOS

Expectativa de Vendas

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

11 2175-0030

Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

11 2175-0099

 
 
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