Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Mai/2018

Sondagem

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de maio de 2018, mostrou piora nos principais indicadores do setor em relação às pesquisas anteriores.

Nota-se que, no decorrer deste ano, o ânimo dos empresários foi esfriando em função principalmente das incertezas políticas; redução nas projeções de crescimento do PIB; pressões externas que acarretaram em oscilações do dólar, entre outros.

Porém, todos esses fatores foram agravados pela greve dos caminhoneiros realizada no mês de maio. Conforme o levantamento realizado pela Abinee, logo após o final da paralisação, o faturamento das indústrias eletroeletrônicas sofreu redução média de 20% no mês de maio em relação ao planejado. Essa perda representa cerca de R$ 2,5 bilhões.

Na sondagem mensal referente a maio, notou-se forte redução no percentual de empresas que aumentaram suas vendas/encomendas, concomitantemente ao acréscimo nas indicações de queda, ao comparar com o mesmo mês do ano passado.

É importante destacar que desde o início do ano vem crescendo o número de empresas que citaram ritmo de negócios abaixo das expectativas.

Na pesquisa da Abinee sobre os impactos da greve dos caminhoneiros, os principais entraves citados pelas indústrias do setor foram a dificuldade de recebimento de insumos e a impossibilidade de entrega de seus produtos aos clientes.

Os resultados da sondagem de maio corroboram essas afirmações, ao verificar maior número de empresas com estoques de matérias-primas e componentes abaixo do normal; e ampliação de entrevistadas com estoques de produtos acabados acima do normal.

Nesse último levantamento também observou-se redução no número de empresas que aumentaram suas exportações.

O nível de emprego e a utilização da capacidade instalada não mostraram alterações significativas.

Mesmo com esses resultados e com a redução do crescimento projetado para o PIB para este ano, as expectativas para o setor permanecem favoráveis com maior número de empresas prevendo crescimento do que as que esperam queda, tanto para o próximo mês, como para o 2º trimestre, para o 1º semestre e para o ano de 2018, sempre comparados com iguais períodos de 2017.

A sondagem de conjuntura da indústria elétrica e eletrônica, realizada no mês de maio de 2018, mostrou piora nos principais indicadores do setor em relação às pesquisas anteriores.

Nota-se que, no decorrer deste ano, o ânimo dos empresários foi esfriando em função, principalmente, das incertezas políticas; redução nas projeções de crescimento do PIB; pressões externas que acarretaram em oscilações do dólar; entre outros.

Porém, todos esses fatores foram agravados pela greve dos caminhoneiros realizada no mês de maio. Conforme o levantamento realizado pela Abinee, logo após o final da paralisação, o faturamento das indústrias eletroeletrônicas sofreu redução média de 20% no mês de maio em relação ao planejado. Essa perda representa cerca de R$ 2,5 bilhões.

Na sondagem referente a maio, notou-se forte redução de 59% para 46% no percentual de empresas que aumentaram suas vendas/encomendas. Concomitantemente, ocorreu acréscimo de 22% para 38% nas indicações de queda, ao comparar com o mesmo mês do ano passado.

É importante destacar que desde o início do ano vem crescendo o número de empresas que citaram ritmo de negócios abaixo das expectativas, passando de 34%, em janeiro, para 58%, em maio.

Conforme dados divulgados pela CNI no mês de junho, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou 49,6 pontos, ligeiramente abaixo da linha divisória de 50 pontos. Ressalta-se que valores abaixo dessa linha mostram que os empresários não estão confiantes. Essa foi a primeira vez desde janeiro de 2017 que esse índice ficou abaixo de 50 pontos.

Também foi observada, no levantamento realizado pela Fiesp, a mudança de humor dos empresários. O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria recuou 7,6 pontos entre o primeiro e o segundo trimestre de 2018, na série ajustada sazonalmente.

No caso de bens de consumo, segundo a CNI, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor oscilou em patamares relativamente baixos nos primeiros meses deste ano.

Na pesquisa da Abinee sobre os impactos da greve dos caminhoneiros, os principais entraves citados pelas indústrias do setor foram a dificuldade de recebimento de insumos e a impossibilidade de entrega de seus produtos aos clientes.

Os resultados da sondagem de maio corroboram essas afirmações ao verificar maior número de empresas com estoques de matérias-primas e componentes abaixo do normal, que passaram de 7% para 23%; e ampliação de entrevistadas com estoques de produtos acabados acima do normal, aumentando de 23% para 32%.

Também foi observado nessa sondagem o aumento de 22% em abril, para 38% em maio, no total de empresas que tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas, influenciadas pela greve dos caminhoneiros.

Nessa última sondagem também observou-se redução no número de empresas que aumentaram suas exportações, recuando de 48%, na pesquisa de abril, para 40%, no levantamento de maio.

Segundo dados da Secex/MDIC – Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior –, as exportações de produtos eletroeletrônicos recuaram 16,6% no mês de maio de 2018 em relação ao mesmo mês do ano passado.

O nível de emprego não mostrou alterações significativas, com 77% das entrevistadas indicando estabilidade.

Porém, conforme dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), no mês de maio de 2018 o número de empregados do setor foi reduzido em 1.006 vagas, totalizando 237,3 mil funcionários.

Essa foi a segunda vez neste ano que recuou o número de empregados do setor.

A utilização da capacidade instalada passou de 74% em abril para 75% em maio. Nota-se, portanto, que ainda continua alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica, fato que inibe a realização de novos investimentos.

Também nesse levantamento verificou-se aumento, de 53% para 61%, no número de empresas que perceberam pressões nos preços de componentes e matérias-primas acima do normal.

No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, subiu de 37% para 51% das entrevistadas que sofreram pressões nestes custos.

A sondagem identificou ainda que 67% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 38% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

Mesmo com esses resultados e com a redução do crescimento projetado para o PIB para este ano, as expectativas para o setor permanecem favoráveis com maior número de empresas projetando incremento do que as que esperam queda.

Nota-se que 64% das empresas projetam incremento nas vendas para o mês de junho. É importante lembrar que a atividade da indústria eletroeletrônica no mês de junho também será afetada pela greve dos caminhoneiros, uma vez que mesmo após o final da greve no início deste mês, muitas empresas ainda não haviam voltado à normalidade tanto no recebimento de insumos, como também na entrega de seus produtos. Conforme o levantamento da Abinee, para essas empresas a situação deverá demorar cerca de 11 dias uteis para voltar ao normal.

Expectativa

Para 2018, 67% das entrevistadas têm perspectivas de crescimento nas vendas/encomendas. Este percentual foi significativo, apesar de ter sido inferior aos registrados nos meses anteriores.

Ressalta-se que também recuaram as indicações de queda, que estavam em 7% das entrevistadas na pesquisa de abril, e diminuíram para 4%, na sondagem de maio.

Expectativa

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

ANEXOS

Vendas/Encomendas

 

Informações Adicionais

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Gerente de Economia

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Informações Imprensa

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11 2175-0099

 
 
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