Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Dezembro/2017

Sondagem

A sondagem de conjuntura realizada no mês de dezembro de 2017, diferentemente da pesquisa realizada em novembro, registrou indicadores da indústria elétrica e eletrônica menos favoráveis.

Entre os indicadores que apontaram resultados desfavoráveis nesta pesquisa estão: aumento das empresas que indicaram queda nas vendas/encomendas; aumento no número de empresas que obtiveram negócios abaixo das expectativas em relação ao mercado interno; aumento dos estoques de matérias-primas e componentes; e aumento no percentual de empresas que registraram queda no nível de emprego.

Apesar desses resultados, as expectativas para os próximos meses são positivas. Para janeiro de 2018, 67% das entrevistadas projetam crescimento. Para o 1º trimestre e para o 1º semestre de 2018, também aumentou o número de empresas com perspectiva positiva.

A utilização da capacidade instalada se mantém estável desde o mês de outubro de 2017, quando foi registrado o percentual de 77%.

Quanto às exportações, observou-se estabilidade nas indicações de crescimento e aumento no percentual de empresas que diminuíram as vendas externas, quando comparadas ao mês anterior.

Para o ano de 2018, 83% das empresas projetam crescimento.

Ainda em relação a 2018, a projeção da Abinee para o faturamento da indústria eletroeletrônica é de crescimento de 7% na comparação com 2017.

A sondagem de conjuntura realizada no mês de dezembro de 2017, diferentemente da pesquisa realizada em novembro, registrou indicadores da indústria elétrica e eletrônica menos favoráveis.

Destacou-se nesta última pesquisa, a redução no número de empresas que apontaram aumento nas vendas/encomendas, que estava em 72% na sondagem de novembro e caiu para 60%, na pesquisa de dezembro.

Verificou-se, também, aumento de 9 pontos percentuais nas indicações de queda, passando de 16% das empresas para 25%, no período citado.

Também vem aumentando o número de empresas que tiveram negócios abaixo das suas expectativas, que subiu de 31% para 37% em dezembro.

Quanto ao nível de emprego, observou-se que no mês de dezembro de 2017 não foi acompanhada a tendência de crescimento dos últimos levantamentos, que foram de 17% para 18% nos meses anteriores e em de dezembro de 2017 reduziu para 12%.

Ainda referente ao emprego, destacou-se nesta última sondagem, o aumento no percentual de empresas que diminuíram o quadro de funcionários, que passou de 9% em novembro para 18% em dezembro.

Conforme os dados elaborados pela Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o setor elétrico e eletrônico encerrou o ano de 2017 com 234,2 mil trabalhadores, sendo que no mês de dezembro de 2017 2,8 mil postos de emprego foram fechados.

A utilização da capacidade instalada se mantém estável desde o mês de outubro de 2017, quando foi registrado o percentual de 77%.

Houve aumento nos estoques de componentes e matérias-primas registrados nesta sondagem, o que pode ser reflexo da queda nas expectativas de vendas/encomendas das entrevistadas.

Quanto às exportações, observou-se estabilidade em 41% nas indicações de crescimento, ao mesmo tempo em que se observou o aumento de 18% para 24% no percentual de empresas que diminuíram as vendas externas.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC), as exportações de produtos elétricos e eletrônicos aumentaram 4,1% no acumulado de janeiro-dezembro de 2017 em relação ao mesmo período de 2016, atingindo US$ 5,8 bilhões.

O incremento das importações de bens do setor foi de 15,8%, que totalizou US$ 29,6 bilhões ao final de 2017.

Ainda nessa sondagem, verificou-se que a maior parte das empresas (79%) permaneceu sem dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas. Notou-se que 36% das empresas perceberam pressões nos preços acima do normal, este resultado ficou abaixo do apontado na pesquisa de novembro, que havia atingido 38%.

No caso de outros itens, como energia, água, impostos, entre outros, ocorreu aumento no total de entrevistadas que estão observando pressões nestes custos, que subiu de 31% na sondagem de novembro para 37% neste último levantamento.

A Sondagem identificou ainda que 70% das empresas pesquisadas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 40% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos.

Expectativas

As expectativas para os próximos meses são positivas para o mês de janeiro de 2018, com 67% das empresas projetando crescimento. Para o 1º trimestre e para o 1º semestre de 2018, aumentaram o número de empresas com expectativas de crescimentos e reduziram o número de empresas com expectativas de queda, quando comparados com iguais períodos do ano anterior.

Para o encerramento do ano de 2017, 65% das empresas apontaram crescimento, 14%, estabilidade, e 21%, queda.

Expectativa de vendas

Para 2018, as expectativas são favoráveis, com 83% das entrevistadas prevendo crescimento, 12%, estabilidade e 5% queda. Essas projeções mostraram um resultado melhor do que o apontado na pesquisa anterior.

Espectativa de vendas para o ano de 2017 em relação a 2016

Os resultados detalhados desta Sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Vendas/Encomendas

 

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