Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico - Set/2018

Sondagem

A sondagem de conjuntura realizada no mês de setembro de 2018 mostrou que os principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica continuaram indefinidos.

As incertezas quanto às eleições, juntamente com as oscilações na taxa de câmbio, permanecem inibindo os investidores.

O percentual de empresas que indicaram crescimento nas vendas/encomendas vem apontando movimentos alternados a cada mês, voltando a recuar em setembro, após a melhora observada no levantamento de agosto.

Esse comportamento também foi verificado no número de empresas que realizaram negócios abaixo das expectativas, que havia diminuído em agosto, e voltou a crescer em setembro.

Por outro lado, foi favorável a redução no total de empresas que indicou queda no quadro de empregados. Esse foi o segundo mês consecutivo que o percentual de empresas que ampliaram seu número de trabalhadores superou o total de empresas que reduziram.

Também melhorou a utilização da capacidade instalada, que ficou estável nas últimas quatro pesquisas, e aumentou 2 pontos percentuais, em setembro.

Apesar das indefinições do atual cenário político e econômico, as empresas projetam crescimento para o 4º trimestre, para o 2º semestre e para o ano de 2018 ao comparar com 2017.

A sondagem de conjuntura realizada no mês de setembro de 2018 mostrou que os principais indicadores da indústria elétrica e eletrônica continuaram indefinidos.

As incertezas quanto às eleições, juntamente com as oscilações na taxa de câmbio, permanecem inibindo os investidores.

O percentual de empresas que indicaram crescimento nas vendas/encomendas ao comparar com o mesmo mês do ano anterior vem apontando movimentos alternados a cada mês. Após aumentar de 52% na pesquisa de julho, para 61% em agosto, voltou a recuar para 57% no levantamento de setembro.

Esse comportamento também ocorreu ao comparar com o mês imediatamente anterior. O total de entrevistadas que observaram aumento nas vendas/encomendas passou de 36% em julho, para 55% em agosto, e caiu novamente para 31%, neste último levantamento.

Essa performance foi novamente verificada no número de empresas que realizaram negócios abaixo das expectativas, que havia diminuído de 41%, para 35% em agosto, e voltou a crescer em setembro, atingindo 44%.

Ressalta-se que a pesquisa de agosto havia apontado o menor percentual de empresas com negócios aquém do esperado desde fevereiro deste ano. Porém esse indicador voltou a aumentar nessa última sondagem.

Por outro lado, foi favorável a redução de 15% para 10% no total de empresas que indicou queda no quadro de empregados. Esse foi o segundo mês consecutivo que o percentual de empresas que ampliaram seu número de trabalhadores superou o total de empresas que reduziram.

Também melhorou a utilização da capacidade instalada, que ficou estável em 75% nas últimas quatro pesquisas, e aumentou 2 pontos percentuais, em setembro, atingindo 77%. Porém, continua alto o grau de ociosidade da indústria elétrica e eletrônica.

Quanto aos níveis de estoques de matérias-primas e componentes, não foram observadas alterações significativas. Nos produtos finais, caiu de 33% para 27% o número de empresas que citaram estoques acima do normal.

No que se refere às vendas para o mercado internacional, aumentaram tanto as indicações de crescimento, como também o total de empresas que observaram queda.

Conforme dados da SECEX/MDIC, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos cresceram 1,5% no período acumulado de janeiro a setembro de 2018 em relação ao igual período do ano anterior. Esses resultados não mostram reação nas exportações mesmo com a desvalorização do real frente ao dólar que vem ocorrendo neste ano.

Também foi identificado na sondagem de setembro que 31% das pesquisadas tiveram dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas, percentual inferior ao apontado na pesquisa anterior (35%).

Porém, vem aumentando, nos últimos três levantamentos, o total de empresas que perceberam pressões nos preços destes itens acima do normal, que estava em 58% em julho e passou para 63% em setembro.

Sondagem

Observa-se que 69% das entrevistadas repassaram o aumento dos custos decorrentes da elevação do dólar para os preços, sendo que 11% repassou totalmente e 58%, parcialmente.

Por outro lado, nas duas últimas pesquisas diminuiu de 50% para 42% o total de entrevistadas que citou pressões em outros custos, como energia, água, impostos, entre outros.

A sondagem identificou ainda que 63% das empresas não utilizam financiamentos para capital de giro. Das demais, 28% tiveram dificuldades na obtenção desses recursos. Este foi o menor percentual desde março deste ano (26%).

Expectativas

As expectativas para o setor permanecem favoráveis, com maior número de empresas que projetam incremento do que entrevistadas que esperam queda, tanto para o outubro, como para o 4º trimestre, e para o 2º semestre deste ano, sempre comparados aos iguais períodos de 2017.

Assim como aconteceu com alguns outros indicadores do setor, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, também vem oscilando nos últimos meses. Após a evolução apontada no mês de agosto, o ICEI do Setor voltou a recuar em setembro e depois melhorou novamente em outubro, subindo para 53,8 pontos.

Já no caso de bens de consumo, segundo a CNI, a confiança do consumidor aumentou por três meses consecutivos, o que indica perspectivas mais otimistas. Ressalta-se que o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), em setembro, atingiu 105,9 pontos, maior resultado desde dezembro de 2014 (109,2 pontos). Porém permaneceu 1,7% abaixo de sua média histórica (107,7 pontos).

É importante lembrar que datas como a "Black Friday", que se realizará em novembro, e o Natal deverão estimular as vendas de bens de consumo eletrônicos, tais como celulares e notebooks, nos próximos meses.

Expectativa

Apesar das indefinições do atual cenário político e econômico, aumentou de 66% para 76%, o número de empresas que projetam crescimento para o ano de 2018 em relação a 2017, maior percentual desde fevereiro deste ano.

Porém, ampliou-se também o número de pesquisadas com previsão de queda, passando de 8% para 12%, nas duas últimas pesquisas. Assim, houve redução das expectativas de estabilidade, que recuaram de 26% para 12%.

Os resultados detalhados desta sondagem e a série histórica do levantamento estão disponíveis no site da Abinee em Economia e Estatísticas - Base de Dados Econômicos.

Vendas/Encomendas

 

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