Desempenho Setorial

Desempenho do Setor - Dados atualizados em abril de 2018

O faturamento do setor elétrico e eletrônico cresceu 5% no ano de 2017, na comparação com 2016, atingindo R$ 136 bilhões. Este desempenho foi bastante significativo, uma vez que reverte a tendência de resultados negativos dos últimos três anos.

Além disso, a utilização da capacidade instalada do setor passou de 71% para 77%, enquanto o número de trabalhadores ocupados teve aumento de 1,4 mil vagas, subindo de 232,8 mil no final de 2016, para 234,2 mil em dezembro de 2017.

A produção do setor eletroeletrônico, calculada pelo IBGE, cresceu 6%, com incremento de 20% da indústria eletrônica, na qual conta com elevada participação dos bens de consumo; e queda de 3% na indústria elétrica, em que predomina o setor de bens de capital.

Já os investimentos da indústria eletroeletrônica cresceram 5% no ano de 2017, atingindo R$ 2,5 bilhões.

Este desempenho foi motivado pelo crescimento dos segmentos de bens de consumo, notadamente das áreas de informática e telecomunicações.

Entre os principais fatores que justificam essa recuperação, destacam-se a liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, cujo montante atingiu cerca de R$ 44 bilhões, do qual, certamente, boa parte foi utilizada na compra de bens, especialmente de alta tecnologia.

Além disso, a própria estabilidade econômica retratada pelo baixo nível de inflação, de 3% em 2017, permitiu a retomada do crescimento econômico, propiciou o aumento da renda real da população, e consequentemente, a queda na taxa de desemprego no País, além de possibilitar o afrouxamento da política monetária, com a redução das taxas de juros.

De fato, conforme o IBGE, a massa de rendimentos real no Brasil aumentou 2,2%, em 2017, enquanto a taxa de desocupação passou de 13,7 %, no 1º trimestre de 2017, para 11,8%, no ultimo trimestre do ano. O custo médio do crédito para pessoa física, de acordo com o Banco Central, que estava em 42% em dezembro de 2016, passou para 32% no final de 2017.

Quanto aos bens de consumo do setor eletroeletrônico, destacam-se as vendas de smartphones (cerca de 48 milhões de unidades) e dos notebooks (3,5 milhões de unidades) com incrementos de 10% e 21%, respectivamente, no ano de 2017 comparado com 2016, contribuindo para o crescimento nas áreas em que estão inseridos: telecomunicações (+8%) e informática (+10%).

Se, por um lado, a resposta à estabilidade econômica propiciou especialmente a retomada das vendas de bens de consumo eletrônicos; por outro, esta reação não foi observada nos segmentos de bens de capital.

Esses setores dependem de investimentos produtivos e em infraestrutura, que não ocorreram nas dimensões necessárias para a reposição do estoque de capital do País, visto que os investidores aguardam sinalizações mais claras por parte do governo sobre o controle do déficit fiscal, que é considerado imprescindível para o crescimento consistente e sustentável nos próximos anos.

A taxa de investimento no Brasil, calculada pela Formação Bruta do Capital Fixo em relação ao PIB, que estava acima de 20% no final de 2014, passou para 16% no final de 2016; e permanecendo em 16% no final de 2017.

A expectativa está na Reforma da Previdência Social, uma vez que, se nada for feito, o déficit previdenciário será explosivo nos próximos anos, demandando ações corretivas desfavoráveis para o crescimento econômico.

Em face disso, os segmentos da indústria elétrica e eletrônica, dependentes de investimentos, mostraram pouca variação em 2017 frente a 2016. Nestes casos, estão os setores de equipamentos industriais e de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica (GTD), que mostraram pequena queda (-1%) nos seus faturamentos em 2017 comparado com 2016. Em GTD, os fabricantes de equipamentos ressentiram-se da redução das encomendas de equipamentos de geração observada nos últimos anos, e das distorções no fluxo de caixa das distribuidoras, provocadas pela necessidade de recorrerem às termoelétricas com custos mais elevados, sem o repasse imediato destes aumentos ao preço do fornecimento, o que dificultou seus investimentos.

Alia-se a estes setores, o segmento de material elétrico de instalação, que experimentou no período citado retração de 6%. O principal mercado para estes produtos é o de construção civil, que não deu sinais de recuperação no ano de 2017, com poucos lançamentos imobiliários.

No final do ano, foi observado um ligeiro movimento nas pequenas construções e reformas, apesar de não terem ainda retomado a atividade.

Os fornecedores de equipamentos para a infraestrutura para telecomunicações também se ressentiram da queda dos investimentos. Em 2017, os investimentos das operadoras de telecomunicações devem ter caído por volta de 8% na comparação com igual período de 2016.

As exportações de produtos elétricos e eletrônicos não representaram alternativa para um melhor nível de atividade do setor. No ano de 2017 foram exportados US$ 5,8 bilhões de produtos elétricos e eletrônicos, 4% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

Os países da Aladi absorveram 49% das exportações do setor, com um montante de US$ 2,9 bilhões, e crescimento de 10% na comparação com 2016.

As exportações para os Estados Unidos, segundo maior destino das vendas brasileiras de produtos elétricos e eletrônicos, ficaram praticamente estáveis ao comparar o ano de 2017 em relação a 2016, com US$ 1,1 bilhão.

As principais áreas exportadoras da indústria elétrica e eletrônica foram: componentes, equipamentos industriais e itens de GTD, que encerram o ano com incrementos de 3%, 3% e 8%, respectivamente, representando 75% das exportações de bens do setor.

Os produtos finais mais exportados no ano de 2017 foram motores e geradores, instrumentos de medida e transformadores.

As importações de produtos elétricos e eletrônicos também refletiram a ligeira recuperação da atividade do setor. Em 2017, as compras externas de produtos elétricos e eletrônicos expandiram 16% na comparação com igual período do ano anterior, atingindo US$ 29,6 bilhões.

Destacaram-se as importações de componentes elétricos e eletrônicos, que representaram 60% dessas compras, somando US$ 17,8 bilhões em 2017, com aumento de 27% na comparação com o ano anterior.

Dentre os componentes, observaram-se elevações significativas em importações de componentes para telecomunicações, semicondutores, eletrônica embarcada, componentes passivos e componentes para utilidades domésticas, com percentuais entre 16% e 49%.

ANEXOS

Produção Física

Principais Indicadores - Dados atualizados em Maio de 2018

Produção Física

 

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