Desempenho Setorial

Desempenho do Setor - Dados Preliminares atualizados em Abril/19

O faturamento da indústria eletroeletrônica atingiu R$ 146,1 bilhões em 2018, crescimento nominal de 7% em relação a 2017. Esse resultado representou incremento real de 1%, descontando a inflação do setor que, segundo Índice de Preços ao Produtor – IPP do IBGE, ficou em 6% em 2018.

Por sua, vez, a produção também cresceu apenas 1%, enquanto a utilização da capacidade instalada encerrou o ano com 74%, abaixo de 2017 (77%).

Esses resultados ficaram abaixo das expectativas gerando frustração nas indústrias do setor eletroeletrônico.

Deve-se destacar que, no final de 2017, a perspectiva de crescimento do PIB brasileiro para 2018 estava acima de 3%, o que levou a uma expectativa de expansão de 7% na produção da indústria eletroeletrônica. Esse percentual, entretanto, ficou muito abaixo do previsto (1,0%), visto que o PIB também aumentou apenas 1,1%.

O desempenho aquém do esperado também foi observado em outros indicadores, tais como o nível de emprego. No ano de 2018, o setor reduziu em 2.006 trabalhadores seu nível de emprego, resultado muito inferior à expectativa vigente no final de 2017, que contava com uma elevação de 4.000 postos de trabalho.

Com isso, a indústria eletroeletrônica encerrou 2018 com 232,2 mil trabalhadores diretos.

No caso do mercado internacional, as exportações somaram US$ 5,9 bilhões, resultado estável em relação a 2017 (US$ 5,8 bilhões), desempenho insuficiente para alavancar o faturamento do setor.

Já as importações passaram de US$ 29,6 bilhões para US$ 31,8 bilhões. Dessa forma, a participação das importações de bens finais eletroeletrônicos no mercado interno cresceu de 25% em 2017 para 28% em 2018.

Destaca-se o impacto das incertezas decorrentes das eleições presidenciais, durante praticamente o ano todo, tanto nas expectativas dos consumidores, como na confiança dos empresários, que inibiu as decisões de consumo e investimentos, respectivamente.

Também impactou desfavoravelmente a atividade da indústria eletroeletrônica de 2018, a greve dos caminhoneiros ocorrida no mês de maio.

Assim como se observou no ano anterior, em 2018 a atividade do setor também foi influenciada positivamente pelos segmentos de bens de consumo, especialmente das áreas de Informática e de Utilidades Domésticas, que apresentaram elevação de 10% e 9%, respectivamente, no faturamento.

Quanto aos bens de Informática, o faturamento foi alavancado pelas vendas de notebooks, tanto em decorrência do aumento em unidades, como pela elevação do valor médio unitário dos produtos.

No caso de Utilidades Domésticas, a Copa do Mundo motivou o consumo de televisores.

Ainda no que tange aos bens de consumo, o faturamento de telefones celulares aumentou 6% no ano de 2018 comparado a 2017, sendo que, neste caso, ocorreram vendas de produtos de maior valor unitário.

As áreas do setor eletroeletrônico fabricantes de bens de capital mostraram baixas taxas de crescimento real, sofrendo os reflexos da falta de investimentos, tanto da iniciativa privada como do setor público.

O faturamento das áreas de Equipamentos Industriais e de GTD (Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica) apresentaram elevações nominais de 9% e 5%, o que correspondeu, em termos reais, a 1% e -3%, respectivamente, considerando a inflação da indústria elétrica calculada pelo IBGE, de 8% em 2018.

Corroboram esta performance os desempenhos modestos da produção de Bens de Capital para Fins Industriais e para o Setor de Energia Elétrica, conforme pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.

No caso de Automação Industrial, o faturamento apresentou o expressivo crescimento de 14% no ano de 2018 comparado a 2017, resultado compatível com o aumento de importação desses equipamentos. Esta performance indica que os investimentos produtivos estão dando prioridade à automação.

Na área de Telecomunicações, o crescimento estimado dos investimentos das operadoras de 9% no ano de 2018 em relação a 2017 impactou diretamente o faturamento dos respectivos fabricantes de equipamentos para a infraestrutura do setor.

Por sua vez, o segmento de Material Elétrico de Instalação cresceu 8% dada a expansão do mercado de varejo, uma vez que a atividade da indústria da construção civil continuou desaquecida.

Finalmente, a indústria de Componentes Elétricos e Eletrônicos registrou incremento de 3%.

Perspectivas

Com a melhora da economia em 2019, o setor eletroeletrônico poderá mostrar um crescimento mais robusto, mantidas as previsões de crescimento de 2,1% no PIB, inflação em torno de 4,0% e taxa Selic por volta de 6,5% ao ano.

Sondagem realizada com os associados da Abinee no início de 2019 indicou que mais de 85% das empresas preveem incremento nas vendas/encomendas no ano.

O índice de confiança das empresas do setor, medido pela CNI e agregado pela Abinee, alcançou 61,8 pontos em março de 2019. Com isso, verifica-se que o ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial do Setor Eletroeletrônico segue acima da linha dos 50 pontos pelo oitavo mês seguido, mostrando que permanece a confiança do empresário.

As expectativas do consumidor seguiram confiantes em dezembro de 2018, conforme último dado divulgado pela CNI.

Portanto, para 2019, espera-se crescimento de 8% no faturamento do setor eletroeletrônico, que deverá alcançar R$ 157,7 bilhões. Também é prevista elevação de 4% na produção, e consequentemente, aumento da mão de obra empregada no setor, que deverá passar de 232,2 mil no final de 2018, para 237 mil no final de 2019.

As exportações deverão crescer 3% e as importações, 11%.

Quanto ao desempenho das áreas que compõem o setor eletroeletrônico, as taxas de incremento deverão variar de 5% (no caso das áreas de Material Elétricos de Instalação e Componentes Elétricos e Eletrônicos) até 18% (no segmento de Automação Industrial).

No que se refere à área de Material Elétrico de Instalação, espera-se recuperação da indústria da construção civil, e no caso de Automação Industrial, existem expectativas favoráveis para investimentos na modernização do parque industrial do País.

Os setores ligados ao consumo deverão ser influenciados pelo crescimento econômico, contando com a consequente melhora dos indicadores de renda e emprego.

ANEXOS

Produção Física

Principais Indicadores - Dados atualizados em Abril de 2019

 

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