Desempenho Setorial

Desempenho do Setor - Dados atualizados em abril de 2020

O faturamento da Indústria Eletroeletrônica atingiu R$ 153,0 bilhões no ano de 2019, com crescimento nominal de 5% na comparação com o realizado em 2018 (R$ 146,1 bilhões). Em termos reais, não houve incremento dado que a inflação do setor também ficou em 5% (conforme o IPP – Índice de Preços ao Produtor do IBGE).

A produção de bens do setor em 2019 (+0,2%) permaneceu praticamente no mesmo nível do ano anterior, enquanto que a utilização da capacidade instalada mostrou acréscimo, passando de 74% no final do ano 2018 para 78% no final de 2019.

Por sua vez, o número de empregados no setor aumentou de 232,2 mil em 2018 para 234,5 mil no final de 2019, o que representou elevação de 1%, ou seja, incremento de 2,3 mil novos trabalhadores.

As exportações pouco contribuíram para a atividade da indústria eletroeletrônica uma vez que caíram 5% neste ano em relação a 2018, passando de US$ 5,9 bilhões para US$ 5,6 bilhões.

Essa queda ocorreu especialmente para os países da Aladi (-13%), com destaque para a retração das exportações para a Argentina (-26%) e também para a União Europeia (-28%). Em conjunto, estes blocos participaram com 63% das exportações de bens do setor em 2018. Já em 2019 diminuíram para 55% do total.

Por outro lado, observou-se elevação de 24% nas exportações para os Estados Unidos, que passaram de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,6 bilhão no período citado, representando 29% do total.

Quanto às importações, o acréscimo foi de 1% no ano de 2019 na comparação com 2018, passando de US$ 31,8 bilhões para US$ 32,0 bilhões.

Nessas aquisições, os maiores destaques foram as importações de itens de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica – GTD (+66%) e de Equipamentos Industriais (+16%).

No caso de GTD, as importações de módulos fotovoltaicos atingiram US$ 1 bilhão, 74% acima das verificadas no ano de 2018. Essas importações foram decorrentes da expansão na geração de energia elétrica com a fonte solar, uma vez que a política tributária para este segmento penaliza a produção local e dá incentivos para a importação, deixando de gerar empregos no país e gerando empregos na China.

Por outro lado, as compras externas de produtos de todas as demais áreas variaram com percentuais entre +2% e -7%, o que também demonstrou o baixo nível da atividade do mercado interno brasileiro durante o ano de 2019.

Com isso, o déficit da balança comercial atingiu US$ 26,5 bilhões, resultado 2% superior ao apresentado no ano passado (US$ 25,9 bilhões).

Desempenho por áreas

Ao detalhar o desempenho do Setor Eletroeletrônico por áreas em 2019 comparado com 2018, observa-se que, em termos reais, quase todos os segmentos apresentaram resultados bem modestos.

Os faturamentos nominais das áreas de Automação Industrial (+7%) e de Equipamentos industriais (+5%) apresentaram acréscimos, em termos reais, de 2,7% e 0,7%, respectivamente.

Ressalta-se o desempenho da produção física da indústria de bens de capital, divulgada pelo IBGE, que caiu 0,4% em 2019, o que evidencia o baixo nível de investimentos na infraestrutura de produção ocorridos no Brasil durante este ano.

Corrobora com isso a baixa participação da Formação Bruta de Capital Fixo que ficou em 15,4% neste ano, muito abaixo das necessidades do País - estimada em pelo menos 22%.

Quanto à área de GTD, o faturamento nominal recuou 8%, deflacionado representou queda real de 12%.

No caso da área de Telecomunicações, o faturamento do segmento de infraestrutura cresceu 7%, enquanto que o incremento de telefones celulares atingiu 6%. Em termos reais, esses resultados representaram, no primeiro caso, crescimento de 2%, e no segundo, estabilidade.

O mercado de telefones celulares somou 48,6 milhões de unidades, com aumento de 3% na comparação com 2018. Deste total, os smartphones atingiram 45,4 milhões de unidades com incremento de 2% em relação a 2018, enquanto que os telefones celulares tradicionais somaram 3,2 milhões de unidades, o que representou elevação de 23%.

No caso de bens de Informática, o crescimento nominal do faturamento foi de 4%, que deflacionado mostrou estabilidade.

Conforme dados do IDC, o mercado de PCs no Brasil, em unidades, retraiu 1% no ano de 2019, resultado do aumento de 4% nas vendas dos notebooks, e quedas nas vendas de desktops (-1%) e tablets (-7%). O total desses equipamentos comercializados no Brasil atingiram 9,2 milhões de unidades em 2019.

Nos casos de Utilidades Domésticas e Material Elétrico de Instalação foram observados incrementos de 10% e 15% respectivamente, o que representam acréscimos reais de 5,5% e 10,3%.

Observa-se que o desempenho da área de Material Elétrico de Instalação foi atribuído à retomada dos investimentos na construção civil sejam obras de grande porte, sejam pequenas construções e reformas residenciais.

A área de Componentes Elétricos e Eletrônicos acompanhou o baixo ritmo da atividade econômica como um todo, encerrando 2019 com retração de 2% em relação a 2018, o que representou queda real de 6%.

ANEXOS

Produção Física

Principais Indicadores - Dados atualizados em agosto de 2020

 

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