Desempenho Setorial

Desempenho do Setor - Dados Preliminares

O faturamento da Indústria Eletroeletrônica deverá atingir R$ 154,0 bilhões no ano de 2019, com crescimento nominal de 5% na comparação com o realizado em 2018 (R$ 146,1 bilhões). Em termos reais, não haverá incremento dado que a inflação do setor também ficará em 5% (conforme o IPP – Índice de Preços ao Produtor do IBGE).

A produção de bens do setor em 2019 deverá permanecer no mesmo nível do ano passado, enquanto que a utilização da capacidade instalada mostrou pequeno acréscimo, devendo passar de 74% no final do ano 2018 para 75% no final de 2019.

Por sua vez, o número de empregados no setor aumentará de 232,2 mil em 2018 para 235 mil no final de 2019, o que representa elevação de 1,2%, ou seja, incremento de 2,8 mil novos trabalhadores.

As exportações pouco contribuíram para a atividade da indústria eletroeletrônica uma vez que deverão cair 5% neste ano em relação a 2018, passando de US$ 5,9 bilhões para US$ 5,6 bilhões.

Essa queda está ocorrendo especialmente para os países da Aladi (-15%), com destaque para a retração das exportações para a Argentina (-24%) e também para a União Europeia (-27%). Em conjunto, estes blocos participaram com 63% das exportações de bens do setor em 2018. Já em 2019 deverão diminuir para 54% do total.

Por outro lado, observou-se elevação de 29% nas exportações para os Estados Unidos, que passarão de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,7 bilhão no período citado, representando 31% do total.

Estão contribuindo para este crescimento, principalmente, as exportações de Equipamentos Industriais, Componentes para Equipamentos Industriais e bens para Automação Industrial.

Quanto às importações, o acréscimo será de 1% no ano de 2019 na comparação com 2018, passando de US$ 31,8 bilhões para US$ 31,9 bilhões.

Nessas aquisições, os maiores destaques são as importações de itens de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica – GTD (+47%) e de Equipamentos Industriais (+13%).

No caso de GTD, as importações de módulos fotovoltaicos deverão atingir US$ 950 milhões, 64% acima das verificadas no ano de 2018. Essas importações são decorrentes da expansão na geração de energia elétrica com a fonte solar, uma vez que a política tributária para este segmento penaliza a produção local e dá incentivos para a importação, deixando de gerar empregos no país e gerando empregos na China.

Por outro lado, as compras externas de produtos de todas as demais áreas deverão recuar em percentuais entre -2% e -7%, o que também demonstra o baixo nível da atividade do mercado interno brasileiro durante o ano de 2019.

Com isso, o déficit da balança comercial atingirá US$ 26,4 bilhões, resultado 2% superior ao apresentado no ano passado (US$ 25,9 bilhões).

Desempenho por áreas

Ao detalhar o desempenho do Setor Eletroeletrônico por áreas em 2019 comparado com 2018, observa-se que, em termos reais, todos os segmentos irão apresentar resultados bem modestos.

Os faturamentos nominais das áreas de Automação Industrial (+9%) e de Equipamentos industriais (+8%) apresentaram acréscimos, em termos reais, de 3,4% e 2,5%, respectivamente.

Estes resultados são compatíveis com o desempenho da produção física da indústria de bens de capital, divulgada pelo IBGE, que deverá crescer cerca de 2%, o que evidencia o baixo nível de investimentos na infraestrutura de produção ocorridos no Brasil durante este ano.

Corrobora com isso a baixa participação da Formação Bruta de Capital Fixo prevista para este ano em torno de 16%, muito abaixo das necessidades do País - estimada em pelo menos 22%.

Quanto à área de GTD, o faturamento nominal permanecerá no mesmo nível de 2018, que, deflacionado, representará queda real de 4,5%.

Também nesse caso, esse desempenho acompanha a produção de bens de capital para o setor de energia elétrica, que, com base nos dados do IBGE, deverá recuar cerca de 2%, mantida a mesma comparação.

No caso da área de Telecomunicações, o faturamento do segmento de infraestrutura crescerá 7%, enquanto que o incremento de telefones celulares deverá atingir 5%. Em termos reais, esses resultados representarão, no primeiro caso, crescimento de 2%, e no segundo, estabilidade.

O mercado de telefones celulares deverá somar 47,8 milhões de unidades, com aumento de 2% na comparação com 2018. Deste total, os smartphones atingirão 44,7 milhões de unidades, mostrando estabilidade em relação a 2018, enquanto que os telefones celulares tradicionais irão somar 3 milhões de unidades, o que representa elevação de 23%.

Também no caso de bens de Informática, o crescimento nominal do faturamento será de 5%, que deflacionado mostra estabilidade.

Conforme dados do IDC, o mercado de PCs no Brasil, em unidades, deverá retrair 4% no ano de 2019, resultado do aumento de 1% nas vendas dos notebooks, e quedas nas vendas de desktops (-3%) e tablets (-9%). O total desses equipamentos comercializados no Brasil atingirão 9 milhões de unidades em 2019.

Nos casos de Utilidades Domésticas e Material Elétrico de Instalação foram observados incrementos de 8% e 9% respectivamente, o que representam acréscimos reais de 2,5% e 3,6%.

Observa-se que o desempenho da área de Material Elétrico de Instalação é atribuído à retomada dos investimentos na construção civil sejam obras de grande porte, sejam pequenas construções e reformas residenciais.

A área de Componentes Elétricos e Eletrônicos acompanhou o baixo ritmo da atividade econômica como um todo, devendo encerrar 2019 estável em relação a 2018, o que representa queda real de 5%.

Perspectivas

Para o ano de 2020, os indicadores econômicos, conforme Boletim Focus do Banco Central, deverão ser melhores do que 2019, com crescimento do PIB de 2,2%, inflação em torno de 3,6% ao ano e taxa Selic no final do período de 4,5% ao ano.

Com a melhora da economia, o setor eletroeletrônico poderá mostrar um crescimento mais robusto em 2020.

Conforme Sondagem realizada com os associados da Abinee, 76% das empresas estão projetando crescimento nas vendas/encomendas para 2020 em relação a 2019; 21%, estabilidade e apenas 3%, queda.

O índice de confiança das empresas do setor, medido pela CNI e agregado pela Abinee, atingiu 61 pontos em novembro de 2019, maior resultado desde abril de 2019 (57,3). Vale ressaltar que o ICEI é composto pelo índice de condições atuais e pelo índice de expectativas. O incremento observado neste final de ano foi impulsionado tanto pelo índice de expectativa como também pelo indicador de condições atuais, diferente do verificado no final de 2018, cujo indicador de expectativa era preponderante.

Portanto, para 2020, espera-se crescimento de 8% no faturamento do setor eletroeletrônico, que alcançará R$ 166 bilhões. Também é prevista elevação de 3% na produção, e consequentemente, aumento da mão de obra empregada no setor, que passará de 235 mil no final de 2019, para 239 mil no final de 2020.

As exportações deverão crescer 4% e as importações aumentarão 11%, sendo que, neste último caso, em função da própria ampliação do mercado.

Quanto ao desempenho das áreas que compõem o setor eletroeletrônico, as taxas de incremento no faturamento deverão variar de 0%, no caso de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica até 10% para Utilidades Domésticas.

ANEXOS

Produção Física

Principais Indicadores - Dados atualizados em Dezembro de 2019

Apresentação - Dezembro de 2019 - (3,0 Mb)

 

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Informações Imprensa

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