Avaliação Setorial - 1º Trimestre 2019

Desempenho do Setor

Atividade

O faturamento da indústria eletroeletrônica cresceu 3% no 1º trimestre de 2019 comparado com o mesmo período do ano anterior. Descontada a inflação do setor, esse resultado representou queda real de 3%.

Mantida a mesma comparação, a atividade do setor eletroeletrônico, no 1º trimestre de 2019, foi marcada pela queda de 7,3% na produção e retração no número de empregados, cuja média passou de 238,0 mil no 1º trimestre de 2018 para 235,8 mil no 1º trimestre de 2019.

As exportações de produtos elétricos e eletrônicos não contribuíram para uma melhor performance desta indústria, uma vez que caíram 8% no período em análise.

Por sua vez, a retração de 5% das importações de produtos do setor evidencia a retração no mercado interno. Neste caso, ressalta-se a queda de 11% nas importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos, que também é um indicador do baixo nível de atividade dessa indústria.

No final do ano passado, as expectativas quanto ao futuro da economia do País, tanto dos consumidores como dos empresários estavam bem elevadas. Porém, com o passar dos meses, a demora da aprovação das reformas pelo governo esfriaram os ânimos.

Dessa forma, o consequente baixo nível de investimentos na economia e o ritmo lento da retomada da atividade do país acarretaram em um fraco desempenho da indústria eletroeletrônica no 1º trimestre de 2019.

O PIB do Brasil cresceu apenas 0,5% nos primeiros três meses do ano na comparação com o mesmo período de 2018 e caiu 0,2% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Especificamente quanto às áreas da indústria eletroeletrônica, os faturamentos de Automação Industrial e Equipamentos industriais, que representam os segmentos de bens de capital do setor, cresceram 8% e 6%, respectivamente. Em termos reais, foi registrado pequeno crescimento na área de Automação Industrial (+2%) e estabilidade em Equipamentos Industriais.

Quanto à área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica, a queda de 11% reflete a falta de encomendas do setor devido aos poucos leilões de geração de energia elétrica ocorridos nos últimos anos.


Variação %

Em Informática, o faturamento recuou 1% no 1° trimestre deste ano vis à vis ao mesmo período de 2018. Descontada a inflação de bens eletroeletrônicos, o segmento registrou queda real de 7%. Segundo dados do IDC, os mercados de notebooks, desktops e tablets ficaram abaixo do ano passado.

Ainda conforme o IDC, o mercado de smartphones, em unidades, também foi inferior no 1º trimestre deste ano ao resultado de igual período do ano passado. Com isso, o faturamento do segmento de telefonia móvel ficou estável em termos nominais, o que significou redução de 6% em termos reais.

O faturamento da área de Telecomunicações cresceu 3%, considerando a expansão de 11% no segmento equipamentos para infraestrutura de telecomunicações.

Por sua vez, o faturamento da área de Componentes Elétricos e Eletrônicos cresceu 3%, que deflacionado representou queda de 3%.

O segmento de Material Elétrico de Instalação surpreendeu com crescimento do faturamento de 18%, fato justificado pelo crescimento de pequenas construções e reformas.

Produção

Perspectivas

Para o ano de 2019, a estimativa de crescimento do setor eletroeletrônico foi reduzida de 8%, projetada em dezembro de 2018, para 5% no final do 1º trimestre de 2019.

A deterioração do quadro econômico, especialmente em função da demora da aprovação da reforma previdenciária, remeteu a expectativa de crescimento do PIB que estava acima de 2,5% no final do ano passado e reduziu-se para menos de 2% no final de março deste ano. Esse fato justifica a retração das projeções de crescimento do setor, dada sua sinergia com a atividade econômica.

Mercado Oficial

Ainda referente ao ano de 2019, as exportações deverão recuar 8%, atingindo US$ 5,4 bilhões, e as importações devem crescer apenas 1%, alcançando US$ 32,0 bilhões.

Com isso, o déficit da balança comercial de produtos do setor deverá ter incremento de 3% neste ano, registrando US$ 26,6 bilhões.

O número de empregados no setor deverá ter incremento de 1%, passando de 232,0 mil funcionários, no final de 2018, para 235,0 mil, em dezembro de 2019.

A utilização da capacidade instalada deverá permanecer em 74%.

E os investimentos devem registrar acréscimo de 2%, somando R$ 2,76 bilhões.

 
 
 

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