Avaliação Setorial - 2º Trimestre 2017

Desempenho do Setor

Atividade

O faturamento da indústria eletroeletrônica cresceu 3% no primeiro semestre de 2017 na comparação com igual período do ano passado, resultado dos crescimentos, no mesmo percentual, observados tanto no primeiro trimestre como no segundo trimestre.

Se descontada a inflação do setor em cada período, o crescimento real do faturamento foi de 3,4% no primeiro trimestre de 2,8% no segundo trimestre. Com estes resultados, o faturamento real no primeiro semestre cresceu 3,1%.


Variação %

O agravamento da crise política do país afetou a atividade do setor eletroeletrônico. Tal fato pode ser verificado também nos dados de produção conforme levantamento do IBGE, interrompendo viés consistente de crescimento que se verificava no início deste ano.

Efetivamente, o crescimento do setor tem ocorrido pelo lado eletrônico, devido às performances das áreas de Automação Industrial, Informática, Telecomunicações e Utilidades Domésticas. Nestas áreas, os principais responsáveis pelo crescimento foram os segmentos ligados ao consumo como no caso de Informática (notebooks), de Telecomunicações (celulares) e Utilidades Domésticas (equipamentos eletrônicos de entretenimentos).

Produção

O mercado de telefones celulares atingiu no 1º semestre/17 (25 milhões de unidades), superando em 14% o verificado no 1º semestre/16 (22 milhões de unidades). Já as vendas de notebooks cresceram 11% nos primeiros meses deste ano, vis a vis ao mesmo período de 2016.

Mercado Oficial

Conforme dados do IBGE, a produção de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo cresceram 24% comparado com o 1º semestre de 2016.

Destaca-se o crescimento de 6% da indústria de componentes elétricos e eletrônicos no semestre, que reflete a performance dos setores industriais pertencentes a sua cadeia de produção, inclusive a própria indústria de bens de consumo eletroeletrônicos.

Por outro lado, os segmentos ligados à infraestrutura como Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD) e Telecomunicações e de bens de capital, como Equipamentos Industriais, além de Material Elétrico de Instalação, não tiveram bom desempenho, devido ao baixo volume de investimento diante das incertezas do quadro político e econômico do país.

Quanto a Telecomunicações, a Anatel revelou que ocorreu queda de 6% do CAPEX das operadoras no 1º semestre/17 na comparação com igual período do ano passado, com reflexo nas aquisições dos equipamentos de infraestrutura enquanto que em GTD, a perspectiva de crescimento moderado no consumo de energia elétrica tem inibido os investimentos na distribuição. Tanto na Geração como na Transmissão de Energia Elétrica, os leilões ocorridos nos últimos anos não geraram encomendas suficientes para alavancar o faturamento do setor.

Também não conseguiu recuperação expressiva o setor de Material Elétrico de Instalação, fornecedor da indústria da construção civil que sofreu fortemente com a retração da atividade econômica nos últimos anos e que ainda no primeiro semestre deste ano não apresentou recuperação significativa.

Por fim, a indústria de equipamentos industriais permaneceu com seus negócios abaixo do verificado no ano passado e, embora tenha perspectiva de crescimento, ainda não conta com a retomada dos investimentos produtivos.

No tocante ao comércio internacional de produtos elétricos e eletrônicos, no primeiro semestre de 2017, as exportações somaram US$ 2,8 bilhões, com queda de 1,5% na comparação com igual período do ano passado. A desvalorização do dólar em relação ao real neste período comparado com os mesmos meses do ano anterior foi de 14%, portanto, a receita em reais dos negócios com o exterior não foi favorável à indústria eletroeletrônica. Assim, as exportações não foram uma alternativa para os negócios no mercado interno.

Os segmentos do setor que apresentaram performance das exportações pouco acima da média no 1º semestre/17, na comparação com igual período do ano passado, foram os de Componentes Elétricos e Eletrônicos (3,7%), GTD (2,1%), Telecomunicações (6,4%) e Utilidades Domésticas (5,4%).

Mercado Oficial

Por sua vez as importações no primeiro semestre/17 atingiram US$ 13,9 bilhões, com crescimento de 14% na comparação com igual período do ano passado. Observou-se que os principais crescimentos de importações foram de Componentes Elétricos e Eletrônicos (+29%), Telecomunicações (+28%) e Utilidades Domésticas (+20%), sinalizando a retomada do crescimento do mercado desses segmentos. Por outro lado, mostraram queda neste período, as importações de Automação Industrial (-11%), Equipamentos Industriais (-15%) e Equipamentos para GTD (-40%), sinalizando, nestes casos, a retração dos respectivos mercados.

Importação

O nível de emprego permaneceu praticamente estável durante este ano, com 235 mil colaboradores ocupados no setor ao final do primeiro semestre.

Número de Empregados


Perspectivas

A previsão de crescimento do faturamento do setor para o ano de 2017 é de 4%, atingindo R$135,1 bilhões.

As exportações deverão permanecer estáveis por volta de US$ 5,6 bilhões, enquanto que as importações deverão chegar a US$ 29 bilhões com crescimento de 13%. Com estes resultados, o déficit da balança comercial de produtos eletroeletrônicos deverá somar US$ 23,4 bilhões, 17% acima do verificado no ano passado.

O número de empregados no setor deverá atingir 236 mil trabalhadores, com aumento de 3 mil pessoas empregadas em relação ao final do ano passado.

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