Avaliação Setorial - 1º Trimestre 2015

Desempenho do Setor

Faturamento

O faturamento do Setor Eletroeletrônico no 1º trimestre de 2015 foi 4% inferior ao de igual período do ano passado. Descontada a inflação do setor, a queda real foi de 8%.


Variação %

Mantida a mesma comparação, com exceção de Telecomunicações, que apresentou crescimento de 13%, os faturamentos das demais áreas foram inferiores aos ocorridos no 1º trimestre de 2014. Entre as maiores quedas destacaram-se os segmentos de informática (-10%) e de GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica - (-9%).

Quanto a Telecomunicações, o resultado do 1º trimestre ocorreu em função do crescimento de 2% do faturamento da indústria de equipamentos para infraestrutura e de 27% dos fabricantes de telefones celulares.

No primeiro caso, o resultado foi influenciado pela reduzida base de comparação, uma vez que, no 1º trimestre de 2014, o faturamento dessa indústria foi 18% inferior ao 1º trimestre de 2013. Portanto, os negócios desse segmento em 2015 estão abaixo dos realizados em dois anos atrás.

Por sua vez, o crescimento do faturamento dos telefones celulares ocorreu em função da substituição dos telefones celulares tradicionais pelos smartphones, cujos preços são mais elevados. Como pode ser observado no quadro abaixo, em unidades, houve queda de 2% no mercado de celulares, no entanto, no primeiro trimestre de 2015, os smartphones representaram 92% desse mercado contra 68% no mesmo período do ano anterior.

Mercado Oficial

A redução do faturamento da indústria de Informática refletiu a expressiva queda do mercado de seus principais produtos como pode ser observado a seguir:

Mercado de PCs

Tanto as quedas do faturamento das áreas de Automação Industrial (-7%) como de Equipamentos Industriais (-2%) decorrem da retração dos investimentos produtivos no país neste início de ano.

Pesquisa de intenções de investimentos industriais no Brasil não tem mostrado bons indicadores já há algum tempo. Tal fato pode ser constatado pelas pesquisas da CNI que mostram pouca motivação dos empresários para essas inversões.

O próprio comportamento da indústria não motiva investimentos. Conforme dados do IBGE, no 1º trimestre deste ano, a produção da indústria em geral apresentou queda de 5,9% na comparação com igual período de 2014 e, na série anualizada até março de 2015, ocorreu retração de 4,6%.

Quanto ao faturamento da área de GTD, os negócios continuam sendo amparados pelos segmentos de Geração e Transmissão de Energia, decorrentes dos leilões de energia que vêm ocorrendo nos últimos anos. No entanto, as distribuidoras de energia elétrica permanecem com seus investimentos contraídos.

Por sua vez, o faturamento da área de Material Elétrico de Instalação vem sentindo os efeitos da baixa atividade da indústria da Construção Civil. Conforme sondagem da CNI, o ritmo de atividade dessa indústria durante todo o ano de 2015 permaneceu retraído, atuando com baixa atividade e em clima de pouco otimismo quanto ao futuro.

Produção

Conforme dados do IBGE, a produção do Setor Eletroeletrônico (agregação Abinee), no 1º trimestre de 2015, foi 15,4% inferior à realizada no mesmo período do ano passado, resultado das quedas da indústria elétrica de -2,7% e da indústria eletrônica -26,8%.

Alguns fatores específicos agravaram a retração da produção do setor, como no caso dos aparelhos de recepção, gravação e amplificação de áudio e vídeo, cuja base de comparação (1º trimestre de 2014), já estava sob a influência da Copa do Mundo de futebol, portanto, acima do que seria normal para o período.

Além desse setor, destacou-a a queda de produção da indústria de equipamentos de informática e periféricos, que, no 1º trimestre do ano passado, contava ainda com o crescimento do mercado de tablets e que, neste ano, também passou a ter seu mercado retraído.

Produção Física

Produção Física


Exportações

As exportações do setor eletroeletrônico, no 1º trimestre de 2015, caíram 13% na comparação com o 1º trimestre de 2014, atingindo US$ 1,37 bilhão.

A queda das exportações atingiu o setor de forma geral, com quedas que variaram de -44% para os equipamentos de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica a -3% para os bens da área de Telecomunicações. Fugiram a regra, as áreas de Utilidades Domésticas com pequeno crescimento (+1%) e Material Elétrico de Instalação, com incremento de 11%, porém com baixo valor exportado (US$ 24 milhões).

Exportações de Produtos

Importações

Ainda em relação ao 1º trimestre de 2015, as importações acompanharam o fraco desempenho do mercado interno. Caíram 10% na comparação com o igual período de 2014, com US$ 9,63 bilhões. Somente as importações de Utilidades Domésticas cresceram no período, com incremento de 5%.

Destaque-se a retração das importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos (-11%), que passaram de US$ 6,38 bilhões no 1º trimestre de 2014, para US$ 5,69 bilhões no 1º trimestre de 2015. Este caso, efetivamente, reflete o baixo nível da atividade produtiva do setor neste início de ano.

Importações de Produtos

Emprego

No 1º trimestre de 2015, a indústria eletroeletrônica reduziu seu contingente de trabalhadores em cerca de 0,6% em relação a dezembro de 2014.

Desde meados do ano passado, o setor vem dispensando pessoal como pode ser observado a seguir:

Nível de Emprego

Perspectivas

Para 2015 as projeções são as seguintes:

Projeções do Faturamento


Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

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Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica

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