Avaliação Setorial - 2º Trimestre 2015

Desempenho do Setor

Comportamento

Os indicadores do setor eletroeletrônico mostraram redução de atividade do setor no 1º semestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014.

O faturamento nominal recuou 9%. Descontada a inflação do setor, a queda real atingiu 13%.


Variação %

No mesmo período a produção recuou 16,7%, conforme dados do IBGE.

O setor teve redução de 15 mil trabalhadores, de janeiro a junho de 2015.

Mercado Oficial

As exportações em Dólares sofreram retração de 15%, porém a receita das vendas externas em Reais foram 10% superiores às realizadas no 1º semestre do ano passado.

As importações em Dólares também foram 15% menores no período citado.

Quanto ao faturamento, as quedas mais representativas ocorreram nos segmentos de Informática e Utilidades Domésticas, seguidas por Material Elétrico de Instalação, GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica - e Telecomunicações.

Verificou-se crescimento nas áreas de Automação Industrial, Equipamentos Industriais e Componentes Elétricos e Eletrônicos.

Quanto à produção, a maior retração ocorreu para os produtos eletrônicos, com queda de 27,6%. Dos seus segmentos, os piores desempenhos ficaram para os equipamentos de informática (-37,0%) e aparelhos de áudio e vídeo (-33,2%).

A produção dos produtos elétricos (-5,4%) ainda apontou crescimento de pilhas e baterias e de equipamentos de distribuição e controle de energia. A produção dos demais segmentos foi menor do que a do ano passado.

Produção Física

As receitas em Reais das exportações compensaram, em parte, a queda do faturamento para o mercado interno, destacando-se que os principais produtos eletroeletrônicos exportados estão nas áreas de Componentes Elétricos e Eletrônicos (eletrônica embarcada, compressores herméticos para refrigeração, entre outros) e Equipamentos Industriais (motores e geradores).

Exportação de Produtos

Produtos mais Exportados

Quanto às importações, por um lado a queda em Dólares reflete a retração do mercado interno e, por outro, aumento de custos em Reais para os importadores.

Importações de Produtos

Produtos mais importados


Aspectos Setorias

Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Essas áreas ressentiram-se da retração dos investimentos produtivos no País. Pesquisa da CNI que trata da intenção de investimentos do setor industrial mostra o pouco entusiasmo nos investimentos produtivos. O ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial da CNI atingiu 37,2 pontos em julho de 2015, 9,2 pontos percentuais abaixo do verificado em julho de 2014, que estava em 46,4 pontos. Índices abaixo de 50 pontos indicam pessimismo dos empresários.

Componentes Elétricos e Eletrônicos

Este setor ressentiu-se da queda de produção dos principais setores consumidores como a indústria de eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos, automobilística, etc.

Como já mencionado, as receitas em Reais das exportações compensaram parte da retração do faturamento do mercado interno.

Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

O faturamento tem sido mantido especialmente pelos setores de Geração e Transmissão de Energia, uma vez que as Distribuidoras de Energia continuaram com seus investimentos contraídos.

Novos leilões de Geração e Transmissão estão ocorrendo regularmente e a expectativa é do retorno dos investimentos das Distribuidoras de Energia.

Os investimentos anunciados pelo Governo no setor energético do País, no montante de R$ 186 bilhões nos próximos anos, melhoram as perspectivas para este setor.

Informática

A queda do faturamento das indústrias de bens de Informática no 1º semestre deste ano comparado com igual período do ano passado refletiu a retração de mercado dos seus principais produtos.

Conforme dado do IDC, o mercado de desktops recuou 31%, de notebooks caiu 29% e de tablets retraiu 27% no 1º semestre de 2015 vis a vis ao 1º semestre de 2014.

Mercado de PCs

Telecomunicações

Tanto o segmento de infraestrutura para Telecomunicações como de telefonia celular, após crescimento do faturamento do 1° trimestre de 2015, registraram queda no 2º trimestre deste ano, comparado com igual período do ano anterior.

No caso da infraestrutura, os investimentos das operadoras estão retraídos, enquanto que na telefonia celular o mercado de aparelhos mostrou queda de 17% no 1º semestre deste ano comparado com igual período do ano passado, sendo que os aparelhos tradicionais caíram 78% e os smartphones cresceram 8%, segundo dados do IDC.

No 1º semestre deste ano, os smartphones passaram a ocupar 93% do mercado de celulares.

Mercado Oficial

Utilidades Domésticas

Tendo como referência os dados de produção do IBGE, verifica-se que a maior queda no 1º semestre deste ano comparado com o mesmo período do ano passado foi dos aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo, onde estão alocados os aparelhos de televisão. Estes produtos tiveram as vendas elevadas no ano passado pela influência da Copa do Mundo de Futebol, aumentando a base de comparação.

Ainda como base nos dados do IBGE, os eletrodomésticos mostram queda de produção, refletindo as condições gerais do mercado de bens de consumo no início deste ano.

Vários aspectos estão influenciando o comportamento do consumidor, como aumento do desemprego e elevação da inflação, redução de crédito, entre outros, inibindo suas decisões de compra.

Perspectivas

O quadro econômico no País não deverá passar por alterações significativas nos próximos meses.

Assim é esperada queda do PIB acima de 2%, taxa de desemprego cerca de 8%, os juros deverão permanecer em patamares elevados (a taxa Selic deverá ficar, no mínimo, nos atuais 14,25%), além da instabilidade política.

Nesse ambiente não se espera recuperação da atividade da indústria eletroeletrônica.

Ressalte-se que algumas medidas do governo poderão afetar a atividade do setor tanto pelo lado positivo, como o caso dos investimentos em Geração e Transmissão de Energia Elétrica e da esperada retomada dos investimentos dos Distribuidores de Energia, como pelo lado negativo, com o aumento da alíquota da Contribuição Social que afetará os custos da metade dos produtos da indústria eletroeletrônica.

A manutenção do câmbio nos níveis atuais deverá contribuir para o crescimento do faturamento em Reais decorrentes das exportações da indústria, o que aliviará parcialmente as consequências da queda do mercado interno.

Assim, com base nas informações das empresas pesquisadas, a perspectiva para o faturamento do setor neste ano é de queda nominal de 5% na comparação com 2014, resultando numa retração real em torno de 8%.

A produção deverá cair 13% tendo como referência os dados do IBGE, enquanto que deverá ser mantida a trajetória de desemprego no setor.

A perspectiva no comércio internacional com os produtos do setor é de redução, tanto das exportações (-8%), como das importações (-13%).

Projeções

 

Informações Adicionais

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Gerente de Economia

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Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

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