Avaliação Setorial - 3º Trimestre 2015

Desempenho do Setor

Comportamento

O faturamento do setor eletroeletrônico em Reais permaneceu em queda no 3º trimestre de 2015, apontando retração de 5% em relação ao igual período de 2014.

No acumulado de janeiro-setembro de 2015, a redução do faturamento em Reais do setor foi de 6% em comparação ao igual período no ano anterior.


Variação %

Nota-se que no acumulado dos nove primeiros meses de 2015, além do faturamento, outros importantes indicadores do setor eletroeletrônico registraram retração:

- A produção da indústria eletroeletrônica conforme dados do IBGE agregados pela ABINEE recuou 19,2%, devido à queda de 28,5% da indústria eletrônica e recuo de 9,8% da indústria elétrica;

- O setor teve redução de 29 mil trabalhadores, de dezembro de 2014 até setembro de 2015;

- As exportações em Dólares recuaram 13% e as importações em Dólares caíram 19% no acumulado de janeiro-setembro de 2015 comparadas a igual período do ano anterior;

Numero de empregados

Quanto ao faturamento, as quedas mais representativas ocorreram nos segmentos de Informática, Material Elétrico de Instalação e Utilidades Domésticas.

Quanto à produção, a maior retração ocorreu para os produtos eletrônicos, principalmente, os equipamentos de informática e periféricos (-41,9%), aparelhos de áudio e vídeo (-28,4%) e equipamentos e comunicação (-21,6%).

Nos bens elétricos, a maior queda foi da produção de lâmpadas e outros equipamentos de iluminação (-22,2%).

No caso das exportações, os principais produtos eletroeletrônicos vendidos para o exterior estão nas áreas de Componentes Elétricos e Eletrônicos (componentes para equipamentos industriais, eletrônica embarcada, motocompressores herméticos para refrigeração, entre outros) e Equipamentos Industriais (motores e geradores).

O desempenho das importações reflete a retração do mercado interno.

Produção Física


Aspectos Setorias

Automação Industrial e Equipamentos Industriais

Os fabricantes de produtos destas áreas ressentiram-se da retração dos investimentos produtivos no País. Segundo pesquisa da CNI, o ICEI - Índice de Confiança do Empresário Industrial - atingiu 35,7 pontos em setembro de 2015, 10,8 pontos percentuais abaixo do verificado em setembro de 2014, que estava em 46,5 pontos. Índices abaixo de 50 pontos indicam pessimismo dos empresários, ou seja, pouca intenção dos empresários em realizar investimentos no setor produtivo.

Componentes Elétricos e Eletrônicos

Este setor foi afetado pela queda de produção dos principais setores consumidores como a indústria de eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos, automobilística, etc.

Como citado acima, as receitas em Reais das exportações compensaram parte da retração do faturamento do mercado interno.

Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

O faturamento tem sido mantido especialmente em função dos leilões no segmento de Geração.

No caso da Transmissão, as condições pouco atrativas dos leilões ocorridos nos últimos dois anos resultaram em menor volume de negócios.

E na Distribuição, as concessionárias continuaram com pouca capacidade de investimentos devido à situação financeira difícil, porém, a expectativa é de melhora devido aos reajustes das tarifas de energia elétrica.

Informática

No caso de Informática, até mesmo o mercado de tablets começou a recuar em 2015. Até 2014, foram os tablets que puxaram o mercado de Informática, uma vez que os desktops e notebooks, já vinham diminuindo.

Conforme dados do IDC, no acumulado de janeiro-setembro de 2015 em relação a janeiro-setembro de 2014, o mercado de desktops recuou 33%, de notebooks caiu 32% e de tablets retraiu 30%.

Exportação de Produtos

Telecomunicações

Tanto o segmento de infraestrutura para Telecomunicações como de telefonia celular, após crescimento do faturamento do 1° trimestre de 2015, registraram queda no 2º trimestre e 3º trimestre de 2015, comparados com iguais períodos do ano anterior.

No caso da infraestrutura, os investimentos das operadoras permaneceram retraídos. E na telefonia celular, verificou-se queda tanto no mercado de telefones tradicionais, como nos smartphones.

Segundo dados do IDC, o mercado de aparelhos tradicionais caiu 76% e o de smartphones recuou 5% no acumulado dos primeiros nove meses de 2015 comparados com igual período de 2014.

Produtos mais Exportados

Utilidades Domésticas

O mercado de bens de consumo permaneceu retraído no decorrer de 2015. O aumento do desemprego, elevação da inflação, redução de crédito, entre outros, reduzem as decisões de compra do consumidor.

Conforme dados da CNI, no mês de setembro de 2015, o INEC – Índice Nacional de Expectativa do Consumidor – recuou 12,2% em relação a setembro do ano passado e retraiu 2,6% em relação ao mês imediatamente anterior.

Perspectivas

Ano 2015

Para 2015, o faturamento do setor eletroeletrônico deverá atingir R$ 148,3 bilhões, 4% abaixo do registrado em 2014.

As exportações deverão encerrar 2015 com queda de 11% e as importações com retração de 19%.

O setor eletroeletrônico deverá terminar 2015 com 256,0 mil trabalhadores, 37,6 mil empregados a menos do que o final de 2014.

Ano 2016

Para 2016, a projeção é de estabilidade no faturamento do setor.

As exportações deverão crescer 2%, contando com a taxa de câmbio favorável para as vendas externas. E as importações deverão continuar retraídas em função da queda de atividade do setor, com queda de 3%.

O emprego do setor deverá cair 2%, atingindo 252 mil trabalhadores.

E os investimentos deverão ficar estáveis comparados aos ocorridos em 2015.

Projeções

 

Informações Adicionais

Luiz Cezar Elias Rochel

Gerente de Economia

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Informações Imprensa

Jean Carlo Martins

Assessor de Comunicação

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